Ivana Veraldo

Número de alunos em sala de aula

Está na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado o projeto de lei n.504/2011 que altera o parágrafo único do art. 25 da Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), para estabelecer o número máximo de alunos por turma na pré-escola e no ensino fundamental e médio. O PLS é do senador Humberto Costa (PT-PE) e propõe que as turmas de pré-escola e dos primeiros dois anos do ensino fundamental não poderão exceder a 25 alunos. Já as classes das demais séries do ensino fundamental e as do ensino médio deverão ter, no máximo, 35 alunos. Um substitutivo acrescentou a possibilidade de a turma ultrapassar o limite estabelecido em até 20%. Para isso, é necessário que a sala de aula, na educação infantil, possua tamanho equivalente a um e meio metro quadrado por aluno, e nas turmas de ensino fundamental e médio, um metro quadrado por aluno. O projeto é importante é requer muita discussão já que a relação entre o número de alunos e professores é uma das causas da falta de qualidade da educação.
Ivana Veraldo

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13 Comments

  1. Carlos Noel Mazia
    Posted 14 de outubro de 2012 at 12:26 | Permalink

    Em tempo em que se fala do ensino como processo de construção e não de transmissão, como cobrar melhor qualidade do ensino em salas superlotadas, nas quais quase não há espaço para o professor circular entre os alunos?

  2. Anônimo
    Posted 14 de outubro de 2012 at 14:32 | Permalink

    Seria muito bom que o número de alunos em sala de aula fosse estabelecido pelas pessoas que nela convivem:alunos e professores.
    Em minha opinião,para um bom trabalho não deve passar de 30.

    • REGINA MARIA OLIVEIRA DE MACEDO
      Posted 23 de outubro de 2013 at 7:38 | Permalink

      Em minha opinião, Anônimo, para uma sala de aula funcionar bem tem que ter bastante espaço para circulação entre as carteiras, bastante espaço para o professor arrumar essas carteiras de acordo com o que for trabalhado no momento, bastante espaço para os cadeirantes circularem com suas cadeiras de rodas, os alunos que usam muletas caminharem sem se baterem nos móveis e os cegos também. e por professor a quantidade de alunos deve ser no máximo 25 não importando o tamanho da sala, para que nos trabalhos em grupo sejam no máximo 5 alunos em cada grupo, e para as outras dinâmicas de trabalho que só professores verdadeiros sabem que precisam de espaço para acontecer. COMO FAZER DEBATES USANDO CÍRCULOS CONCÊNTRICOS EM UMA SALA QUE NÂO TEM ESPAÇO? Que esses congressistas façam laboratórios nas escolas antes de fazerem suas leis.Que eles cheguem nas salas de aula sabendo que estão adentrando um templo sagrado de aquisição do conhecimento e que por isto mesmo lá eles não podem fazer as bagunças políticas que fazem quando chegam em um local qualquer.

  3. Douglas
    Posted 14 de outubro de 2012 at 14:39 | Permalink

    Sala de aula para E.M com no maximo 35 alunos

    kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Piadinha pra ingles ver

  4. Posted 14 de outubro de 2012 at 15:08 | Permalink

    Como se vê, Ivana, tudo contribui para que nosso ensino continue com a velha feição tupininquim, com legislação cheia de “puxadinhos e outros rabos de patos”, sempre para agasalhar interesses políticos escusos.

    Esse projeto já começa cambeta, sugerindo 25 alunos no máximo por sala para a pré-escola e os dois primeiros anos do ensino fundamental, e 35 alunos para as demais.

    Aí vem uma senadora “gênia” [MARIA DO CARMO ALVES (DEM-SE)] com substitutivo “rabo de pato” sugerindo flexibilidade em 20% para desmontar a ideia original, e voltar tudo à estaca zero de novo.

    Ora, 25 alunos por sala já é demais! A qualidade do ensino nacional só será possível quando a sala tiver no máximo 15, em qualquer classe, mesmo no ensino superior!

    Veja a conta que esses senadores (e possivelmente os deputados os acompanharão…) fazem pra deixar tudo como está de novo: 25 x 20% = 5 ? 30; 35 x 20% = 7 ? 42…

    E aí? Como fica o professor de novo? Como dar atenção especial a esses 30 ou 42?

    Ora, baixar de 50 – como vemos ser comum hoje em dia – pra 42 me parece sugestão de… gozação. (prefiro não dizer o que estou pensando agora)

    Enfim, Ivana, começou muito, mas muito mal, esse projeto do senador Humberto Costa (PT-PE), e ainda de quebra levou o azar de uma sugestão de quem certamente desconhece todo o universo escolar doméstico, ou que não quer contribuir em nada.

    De minha parte NOTA ZERO ao PL nº 504/2011!

  5. anonimo
    Posted 14 de outubro de 2012 at 18:04 | Permalink

    Acho que o máximo seria 30 alunos, as pessoas estão se esquecendo da inclusão, conheço professoras que tem 35 alunos na sala, entre eles portadores de autismo, deficiência mental e cadeirante, nem sempre tem professora de apoio para ajudá-las. Para cada inclusão deveria ter cinco aluno a menos.

  6. jj
    Posted 14 de outubro de 2012 at 23:43 | Permalink

    olha já escutei de tudo, mas a cada ano fica pior.
    Discutir se 30, 25 seria o melhor é o pior, na verdade a discusão seria outra falta de qualificação, gente que parou no tempo, ou melhor mauita gente que continua estudando, mas apenas com o objetivo de subir alguns niveis na sua tabela salarial.

    Manda pra sala de aula pra ver, começa os problemas, (depressão, tendinite, calo nas cordas vocais) eheheh e por ai vai só pra fugir da sala de aula.

    É claro não é a regra tem muita gente que ainda acredita na educação e tenta melhorar, mas é raro.

    Claro, tem os pais a familia tem um papel fundamental na educação, (respeito ao próximo e aos professores, e principalmente a sua escola).

    No meu tempo professor era tratado por Sr(a), hoje é “prof”, você e por ai vai, quem não controla e não consegue passar o recado com 30 não vai conseguir nem com 10 eheheh

  7. Anônimo
    Posted 15 de outubro de 2012 at 1:51 | Permalink

    Há verba disponível no Governo Federal para ser aplicada em toda escola que requerer projeto de educação integral. Aproveitando a deixa, é proposta do ENIO VERRI para Maringá já que o outro lado está dormindo no ponto quanto a este assunto.

  8. Anônimo
    Posted 15 de outubro de 2012 at 8:19 | Permalink

    Ah, anônimo das 1:51… não ensina o caminho das pedras…

    Vai que o PUPIN copia…

    Aliás, como está copiando TODAS as propostas do Enio, inclusive a das CONSULTAS ESPECIALIZADAS.

  9. Jamil Magari
    Posted 2 de dezembro de 2012 at 15:34 | Permalink

    Essa, sem dúvida e a questão mais importante que estamos discutindo sobre a infraestrutura pedagógica da escola, em qu envolve medidas para assegurar a qualidade do ensino público e privado no pais. Porém a discussão está sendo discutida de forma maniqueísta. Isto é o professor e vilão, o o preguiçoso, o beneficiado, folgado, interesseiro, e não o que é intrinseco ao que representa a educação, o aprendizado para o ser humano, o que significa a perspecitiva da humanidade sem educação, ou seja, quase zero.
    Quinze alunos em sala de aula, não e o ideal, talvez não existe o ideal entre relações intrinseda entre seres humanos para ler, investigar, fustigar, aprender, apreender e reaprender, e o professor no papel e ensinante e aprendiz. É dificil saber o ideal, más, mais de 15 alunos dificulta, em muito nosso trabalho. Educação não se faz sem qualidade e quantidade nos investimentos, poém é barato porque tem retorno certo para a economia e para o ser humano e para a humanidade. Viver sem ladrão, assassinos, corruptos e exploradores é viver com segurança; como ter isso sem oportunidade da criança ter acesso à escola com esses valores e atitudes? Adeus às fábricas de armas, cerca eletricas, ou fabricantes e vendedores de mísseis.

  10. MOISES RABELO
    Posted 19 de fevereiro de 2013 at 11:36 | Permalink

    Educação é um processo de construção do individuo e consequentemente de formação de uma sociedade mais humana. Infelizmente parece não ter a devida importância, O professor, mediador desta integração entre alunos e sociedade, precisa de tempo, espaço, material didático, recurso financeiro e etc…Os alunos da mesma forma inclusive de motivação. todos necessitamos de atenção, e isso só é possivel com uma turma, se os educadores conseguir alcança-los. O maior MESTRE de todos os tempos deixou uma pista de uma quantidade de aprendizes que até hoje continua sendo modelo não seguido (12 alunos), porém em sua escola se achavam 70 educandos. Concordo com Zé Roberto Balestra (12 a 15 alunos por turma). O Brasil pode fazer isto acontecer!

  11. Posted 19 de fevereiro de 2013 at 11:42 | Permalink

    Educação é um processo de construção do individuo e consequentemente de formação de uma sociedade mais humana. Infelizmente parece não ter a devida importância, O professor, mediador desta integração entre alunos e sociedade, precisa de tempo, espaço, material didático, recurso financeiro e etc…Os alunos da mesma forma inclusive de motivação. todos necessitamos de atenção, e isso só é possivel com uma turma, se os educadores conseguir alcançá-los. O maior MESTRE de todos os tempos deixou uma pista de uma quantidade de aprendizes que até hoje continua sendo modelo não seguido (12 alunos), porém em sua escola se achavam 70 educando, os quais mudaram o rumo da História da humanidade. Concordo com Zé Roberto Balestra (12 a 15 alunos por turma). O Brasil pode fazer isto acontecer!

  12. REGINA MARIA OLIVEIRA DE MACEDO
    Posted 23 de outubro de 2013 at 7:18 | Permalink

    Parecem que estão se preocupando em uma Lei que garanta a quantidade de alunos em sala de aula. Será mesmo? Como uma Lei desse porte pode ser feita sem que os senhores congressistas façam um laboratório de observação em sala de aula?
    Se uma Lei pensar em quantidade de aluno por professor, é preciso antes de uma tomada de decisão que os senhores congressistas (deputados e senadores) saiam de detrás das suas mesas e façam uma visita a uma escola pública para assistirem mais de uma aula. Agora, uma recomendação: Que eles compareçam lá sem aviso ou avisos prévios para ver a escola em seu funcionamento real e não maquiado por gestores ignorantes que acham que estão ali para agradarem aos governantes e não aos alunos.
    Antes de fazerem leis que constituam lotação de escolares, é preciso ver de perto como funciona uma sala de aula e uma escola.
    É preciso saber que em sala de aula é preciso acontecer e serem estimuladas (os): as trocas, a criatividade. Na sala de aula o professor precisa ter espaço para organizar diferentes formatações de arrumação de carteiras, tais como a sala em semicírculo, em círculos concêntricos, em grupos, etc. A sala de aula é dinâmica. Acontecem seminários, tetros, debates, experimentações, experiências científicas, há música e movimento, há desenho e arte, etc.
    Diante do que se tem lido em torno desse Projeto de Lei, parece que nossos congressistas nunca estiveram em sala de aula, ou se lá estiveram nunca prestaram atenção na dinâmica da sala e na necessidade de espaço que uma sala de aula necessita.

    No mínimo, essa Lei deve ser feita pensando em um espaço físico de no mínimo um aluno por 1,20 m2(Um metro e vinte centímetros ao quadrado) e se houver alunos cadeirantes tem que se pensar no dobro dessa medida, pois ele precisa circular com sua cadeira de rodas entre as carteiras e o professor precisa de ter o espaço para se movimentar durante as palestras e apresentação de material e de imagens a seus alunos.
    Onde está a Lei da inclusão nesse debate? Na escola há crianças cegas, crianças com muletas, crianças cadeirantes… Por outro lado há o FUNDEB que paga os professores com base em uma fórmula onde se estabelece a média entre alunos por professores. Essa Lei do FUNDEB se tornou uma faca de dois gomes, pois na avareza do dinheiro, muitos gestores públicos superlotam as salas.
    Leis que pensam em entupir as salas porque não querem investir em construção de escolas, são leis de países subdesenvolvidos onde senadores, deputados e vereadores não têm visão de futuro ou ainda têm a visão retrograda dos nossos antepassados que tantas mazelas causaram no mundo.
    Cargos de administração pública deveriam ser exercidos por pessoas que tivessem no mínimo o curso técnico de administração. E o de legisladores por quem tivesse no mínimo o curso técnico de Direito Administrativo. Mas no Brasil os candidatos muitas vezes não têm nem o ensino fundamental completo. Absurdo!

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