Prefeito autoriza a implantação da Patrulha Maria da Penha

Gabinete

O prefeito Ulisses Maia autorizou hoje a implantação de mecanismo “botão do pânico” e a Patrulha Maria da Penha, ao receber hoje a juíza titular da 5ª Vara Criminal de Maringá, Mônica Fleith, para tratar assuntos relacionados à violência doméstica.
A preocupação com a oferta de atendimento ao homem agressor também foi tema do encontro.

O prefeito ouviu as demandas apresentadas pela juíza e manifestou o apoio da administração para que as instituições trabalhem em parceria. “Existem coisas que precisam ser feitas e nós estamos à disposição com nossas equipes para que as ações sejam executadas,” disse. A reunião contou com a presença da secretária da Mulher, Igualdade Racial, Juventude e Idoso, Aracy Adorno Reis, e sua equipe, e do secretário de Gestão, Laércio Fondazzi.
Uma das reivindicações é o treinamento da Guarda Municipal para instituir a Patrulha Maria da Penha e o cumprimento da Lei 9.774/14 que dispõe sobre a distribuição de dispositivo eletrônico conhecido como ‘botão do pânico”. Maia, autor da lei quando foi vereador, autorizou os pedidos. Dispositivo eletrônico que envia informações para autoridade policial, o “botão do pânico” é entregue a mulheres vítimas de violência. Quando acionado, uma equipe, a Patrulha Maria da Penha, vai até o local para garantir a proteção da vítima.
O prefeito também se comprometeu a dialogar com o governo do Estado reivindicando melhorias no atendimento às mulheres que precisam fazer exames no Instituto Médico Legal e prioridade à Delegacia da Mulher com atendimento 24 horas e localização facilitada. Para a juíza também é necessário investir no atendimento ao homem agressor. “Tem que proteger e empoderar a mulher para que ela consiga sair do ciclo da violência, mas também oferecer atendimento ao homem, evitando que outras mulheres sejam agredidas”, disse.
Apoio para construção do novo prédio do Fórum de Justiça de Maringá e melhorias no Centro de Referência e Atendimento à Mulher Maria Mariá e na Casa Abrigo também foram assuntos abordados. Ao final do encontro, Mônica manifestou satisfação com as respostas e encaminhamentos do prefeito e sua equipe. “A reunião foi ótima. Eu decreto as medidas, mas se não houver um trabalho em rede, apoio do município, nós não atingimos os objetivos”, disse.
A reivindicação não é nova; Londrina possui sua patrulha desde julho de 2015.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

4 pitacos em “Prefeito autoriza a implantação da Patrulha Maria da Penha

  1. Homossexual Passivo diz:

    Uma pergunta: essa patrulha servirá para nós, travestis e transsexuais que sofremos com a homofobia da sociedade brasileira hipócrita que vive procurando filmes adultos na categoria transexual na internet?

    • Concordo que deveriam ser tomadas decisões punitivas em relação a homofobia em mga, mas neste caso especifico da matéria sobre a patrulha Maria da penha não se encaixa os crimes de homofobia infelizmente 🙁

  2. “Homem que é homem não bate em mulher.”

    APARECIDO BAPTISTA (Cidadão maringaense ‘ficha limpa’ desde criança)

  3. Essa Patrulha Maria da Penha foi copiado da GM de Vitória ES, só que lá a Guarda Municipal é armada com Pistola 380, e para fazer esse tipo de trabalho a GM antes disso precisa ser treinada e armada porque alguns desses maridos opressores vão estar armados para matar a mulher, e como esses Guardas vao enfrentar um Treisoitao com pau de sebo na cinta, já que agora não tem nem mais a Taser. Irá morrer Guarda nessa brincadeira.

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