Perdas e danos: Maringá FC e empresa de ministro e deputada não assumem responsabilidade

Willie Davids

A Sociedade Esportiva Alvorada (que usa o nome fantasia de Maringá Futebol Clube) e a BB Corretora Ltda., empresa de propriedade do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP), e de sua filha, deputada estadual Maria Victória Borghetti Barros (PP), não assumiram responsabilidade sobre a lotação do Estádio Regional Willie Davids na final do Campeonato Paranaense de 2014 – aquela em milhares de pessoas que comprarem ingressos não puderam entrar e as que entraram não foram respeitados em seus direitos.

A 6ª Promotoria de Justiça de Maringá ajuizou ação civil pública/ação coletiva de consumo por prejuízos causados a milhares de pessoas que compraram ingressos para o jogo e não puderam adentrar ao estádio. De acordo com contrato de parceria entre o Maringá FC (então dirigida pelo ex-vereador Zebrão) e a BB Corretora estabelecia que a empresa pertencente ao ministro e à deputada tinham participação no lucro de placa de publicidade no WD ao total da renda da partida, passando por direitos dos jogadores e propaganda na camiseta oficial do clube. O contrato estabelecia, por exemplo, que 75% dos R$ 5,00 obtidos com a venda de cada copinho de água mineral fossem para o bolso do hoje ministro.
O juiz Airton Vargas da Silva, da 2ª Vara Cível de Maringá, em despacho, confirmou que a Federação Paranaense de Futebol alegou não saber dos fatos, ou seja, que a FPF não tinha conhecimento que o Maringá Futebol Clube havia terceirizado sua administração. O clube alegou que não foi responsável pela venda de ingressos e a BB Corretora que não foi responsável pela organização da partida. A existência sobre a responsabilidade dos três será verificada no julgamento do mérito.
Segundo apurou o Ministério Público, a partida recebeu 19.071 espectadores, quase a lotação máxima autorizada na ocasião pelo Corpo de Bombeiros (19.092). Da lotação autorizada, 4 mil ingressos eram para cadeiras na arquibancada coberta. Entretanto, foram vendidos 8.084 bilhetes para essa área do estádio. Com isso, mais da metade dos compradores de bilhetes ficaram impossibilitados de assistir à partida.
Várias outras irregularidades envolveram o jogo decisivo, como o acesso de pessoas que não haviam comprado ingresso e falhas na revista dos torcedores (o que permitiu a entrada de fogos de artifício disparados contra o campo e contra policiais militares que trabalhavam na partida), entre outras.

Denunciados

No despacho, o juiz elencou o que considera pontos controvertidos do caso, como a existência de responsabilidade civil das três rés que compõem o polo passivo da lide em face do fato de na partida de futebol em questão terem acorrido ao Estádio Regional Willie Davids visivelmente mais espectadores que o que aquela praça de esportes comportava na ocasião. A real capacidade do Estado Regional Willie Davids e se poderia essa suposta real capacidade ser preenchida na ocasião; a razão pela qual torcedores com os ingressos em mãos que juntos formavam um contingente expressivo não conseguiram adentrar o interior do estádio em tempo hábil para assistir à partida desde o começo; a impressão e venda de ingressos em número superior ao oficialmente declarado; a omissão da ré FPF em fiscalizar a distribuição de ingressos; a iniciativa da ré Sociedade Esportiva Alvorada de promover a impressão e venda de ingressos em quantidade superior ao oficialmente previsto; a participação da ré BB na venda de ingressos em quantidade superior ao oficialmente previsto; e a existência de potencias riscos físicos segurança de quem esteve no local na ocasião.
As partes têm prazo para informar se pretendem produzir provas na instrução processual, ou se é caso de julgamento antecipado da lide.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

11 pitacos em “Perdas e danos: Maringá FC e empresa de ministro e deputada não assumem responsabilidade

  1. NAO O TIME CERTO CORRETO NAO DEVA PAGA EM DIA TAI A RESPOSTA ACHO QUE O MINISTERIO PUBLICO TAMBEM DEVERIA INTERVIR EM CTS CAMPOS DA PREFEITURA E SUA ESTRUTURA COM TERCEIROS SE JULGANDO DONO SERA QUE ALGUEM CONSEGUE EXPLICAR O CONSTRUÇAO DO CT QUE ERA O VALE DA ZEBRA SERA QUE ALGFUEM EXPLICA O USO DO CAMPO DO ALVORADA CAMPO DE IGUATEMO CAMPO DE FLORIANO TAMARA QUE MP CHAME AS PESSOAS PARA DAR EXPLICAÇOES

  2. O duro o outro time da cidade rebaixado para a 3° divisão do estado ter ido fazer pré temporada em São Jorge do Ivaí e sair de lá sem pagar a lavadeira que prestou serviço a eles.
    Que vergonha heim

  3. Tiuzim da Roçadeira diz:

    Esta é prova da total incapacidade administrativa dessa família de políticos, não conseguem organizar nem uma partida de futebol do interior.

  4. Na boa gente, esses timecos de maingá só prestam pra passar vergonha e serem vadias de londrina, dos 4 títulos da sereia londrinense, 2 foram em cima de times de maringá, vergonhaaaaaaaaaaa, acabem com esses times varzeanos e imorais,

  5. Se dependesse de mim poderiam colocar esse estádio apenas para escola de futebol do município, time profissional é furada em Maringá!

    Falando em estádio, como aquele escadaria atrapalha as crianças e família que ali vão para passar algumas horas do dia se divertindo, aquela obra não serviu e não serve para finalidade nenhuma!

    Outro detalhe, Maringá fecha metade de duas avenidas para o lazer, isso é ótimo, mais o estacionando do estádio fica aberto para bêbados ficarem passando e correndo de carro no meio das crianças que ali estão brincando, será que a guarda municipal que as vezes fica ali não percebe isso ou ninguém vê isso!!!! fecha o acesso de carro no estacionamento, transforma aquele espaço em uma grande área de lazer nos finais de semana!

    Administração é péssima, na vila olímpica perto das piscinas tem apenas UMA tabela de basquete, pelo amor de Deus, quanto será que custa 2 ou 4 tabelas já que tem espaço de sobra!

    Precisamos de gestores do dinheiro público e não dessa máfia que apenas muda a cor da gravata de 4 em 4 anos!

  6. bons comentarios, o problema maior é que ninguém se preocupa com a população em si, sempre dao trela pra esses picaretas, entra prefeito e sai prefeito e não muda nada, e o grêmio ainda era o time da prefeitura, com diretor achando que ia encher o estádio, jogos com 70 pessoas não pagam nem as horas extras dos funcionários que la estão e as taxas…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Você pode usar estas HTML tags e atributos:

<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>