MP aciona médico

A 4ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Patrimônio Público de Londrina ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra um médico que cumulava cargos no município (trabalhando na Maternidade Municipal Lucilla Ballalai) e no Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina.
Mesmo havendo incompatibilidade de horários, o médico utilizava mecanismos para registrar o ponto em ambos os locais, garantindo o recebimento integral dos vencimentos.

A Corregedoria-Geral do Município já havia movido processo administrativo disciplinar contra o servidor, que resultou em sua demissão, contudo, o médico permanece vinculado ao cargo estadual na UEL.
De acordo com a ação, além do enriquecimento ilícito em prejuízo ao erário, por receber por horas não trabalhadas, o servidor afrontou os princípios norteadores da administração pública: legalidade, moralidade, honestidade, eficiência e lealdade às instituições públicas.
Conforme apurado nas investigações do Ministério Público, além dos registros de pontos em horários cumulados, o servidor deixava o local de trabalho no horário de expediente sem encerrar o ponto, para atender pacientes particulares, retornando horas depois apenas para registrar a saída.
Na ação, o MPPR requer a condenação do réu às penas da Lei de Improbidade, como perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, ressarcimento do dano ao erário e pagamento de multa. (MP-PR)

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

4 pitacos em “MP aciona médico

  1. Engraçado é que aqui parece não acontecer nada e está escancarado aos olhos do prefeito e de quem quiser ver !
    Muitos e muitos médicos não cumprem seus horários e nada acontece !
    Basta perguntar ao povão se tem médico nos postinho de saúde.
    Nas UPAS é um entra e sai de dr e só se escuta as enfermeira dizer que foi atender urgência; também e sempre a conversa que falta médico !
    O que deve ter de médico registrando ponto em folha de papel não tá escrito viu !

  2. Devia apurar o tanto de horas extras que a Inocente fez antes de ser nomeada secretária municipal; e o que é pior, sem ela registrar no ponto eletrônico e em horário incompatível com o funcionamento da secretaria de saúde.

  3. Esta pessoa inocente trabalhava nesta época de manhã na secretaria de saúde e saia as 13 horas; isso quando era vista; mas podem vasculhar que não tem falta e ainda assim tinha hora extra registrada até as 19 hs, outros dias até as 20 hs.

    Quem assinava estas folhas ponto não teria peso de consciência de ter compactuado com isso ?

    E o Lindolfo que era diretor do RH; compactuou com esta situação praticada e jamais denunciou ?

    Será que campanha antecipada dá o direito a isso prefeito ?
    Afinal, dinheiro público foi dispendido nesta empreitada.

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