O voto da reforma

Sessão

A Câmara dos Deputados aprovou ontem, por 296 votos contra 177, o texto principal da reforma trabalhista, que propõe modificações em mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho. Em mais de dez horas de discussão, parlamentares tiveram debates acalorados sobre o tema, com protestos da oposição e tentativas de obstruir a votação, informa o Estadão.

Dos deputados federais por Maringá, Edmar Arruda (PSD) e Luiz Nishimori (PR) votaram sim; Enio Verri (PT) votou não. Saiba mais.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

2 pitacos em “O voto da reforma

  1. Infelizmente, muitos dos políticos que votaram em favor da reforma trabalhista, ou da CLT, pouco – ou nada – conhecem sobre a Consolidação das Leis do Trabalho. Eles proclamam que a CLT esta ultrapassada, por ter sido aprovada em 1943. Foram no embalo da banda. No que diz a maioria. Cumprindo uma missão que lhe foi dada, de votar no “sim” não interessando o que esse “sim” pode(rá) significar. Gostaria que algum apresentador, desses humorísticos do tipo “Pânico na TV” entrevistasse alguns desses personagens para saber deles o que o levou a votar em favor da mudança da CLT. Certamente o argumento seria o mesmo. Que a CLT é ultrapassada. Que o mundo mudou. Que vivemos na era digital. Do teletrabalho e coisa e tal. E talvez iriam mais longe: Que é preciso acabar também com a Justiça do Trabalho, onde o patrão nunca tem direito e só o trabalhador que leva a melhor. Porém é uma pena de isso aconteça. Que políticos tão mal-preparados estejam lá, representando o Povo. Não sabem eles que a CLT, desde que promulgada, tem passado por constantes atualizações. Para comprovar é só digitar no “google” CLT. O primeiro arquivo que abre é o texto dela atualizado. Abram e façam pesquisas. Digite “2017”, que verá que tem mudanças feitas em 2017. Digite “2016”, que verá que ocorreram mudanças nela em 2016. Digite “2015” que apareceram as mudanças ocorridas em 2015 e assim por diante. Quanto a Justiça do Trabalho, perguntem aos advogados trabalhistas que lá militam diariamente para ver se é verdadeiro o que muitos dizem por ai: que o trabalhador tem sempre direito e o empregador só leva pau. Pergunte para quem sabe. A Justiça trabalhista só manda pagar alguma coisa se ficar provado e muito bem provado que o sujeito tem aquele direito. Agora se o patrão não pagou o seu empregado, como é que a Justiça não irá condenar a pagar? É como um dos deputados que votou sim, que tem empresas e que não vem honrando com os direitos seus colaboradores. Que está devendo salários, não paga acerto trabalhista. Não recolhe FGTS e tem a empresa em nome de “laranjas”. E que de quebra tem a cara de pau de saudá-los com um cínico bom dia. É óbvio que em uma ação trabalhista esse sujeito será condenado. E isso não é justo? É justo um deputado ficar comprando carrão novo, pagando de bom moço de terninho da “Hugo Boss” e devendo para todos seus empregados e a Justiça ainda não condená-lo a pagar? O coitado do trabalhador, que ganha seus mil e poucos por mês pode passar fome. Seus filhos podem ficar sem beber um copo de leite ou tomar um danone. Ele pode ser despejado de sua casa por atraso no aluguel. Mas o patrão… esse tem que manter sua vida boa. É um absurdo o que está ocorrendo. E, de forma ainda mais lamentável, existem muitos trabalhadores-empregados que, não se sabe de que maneira, foram hipnotizados e estão aceitando atônitos essas mudanças. Nosso país passa por um momento muito delicado. Estão acabando com nossos empregos. Com nossos direitos. Com a possibilidade de ter uma velhice um pouco mais digna, com acesso a uma aposentadoria que nos permita ao menos o direito de sobreviver, de comer, de comprar medicamentos, de poder comprar um doce para o nosso neto. Querem acabar com tudo isso. Querem que o trabalhador brasileiro volte a ser escravo. Estão enganando a população dizendo que essas mudanças vão trazer de volta postos de trabalho. Mentira! Resta claro que a CLT precisa de ajustes pontuais. Que os políticos proponham mudanças, discutindo o assunto democraticamente, como, aliás, muita coisa já foi mudada desde 1943. Mas enterrar os direitos do trabalhador e torná-lo escravo isso é covardia. Covardes!!!

    • trabalhaora assalariada diz:

      é Douglas,
      espero que a população lembre dos nomes maringaenses que traíram os trabalhadores e lhes dê a resposta nas urnas.

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