Delegado calça-curta

Vejam este artigo que foi publicado pelo Estadão. Talvez seja uma ideia para os deputados do Paraná, pois há uma grande preocupação com a segurança e isto ficou claro na última sessão da Câmara de Vereadores de Maringá, com diversas manifestações sobre o assunto.

Em resumo: O deputado Zequinha Marinho apresentou o projeto de lei nº 7.402/2014, o qual, por si só, revolucionaria a investigação criminal e acabaria com os problemas de segurança pública da sociedade brasileira. Na justificação do projeto, afirma que “apresenta um novo modelo de investigação inspirado em países considerados desenvolvidos [,] como EUA, França e Alemanha [,] que ostentam índices altíssimos de resolução de crimes”, que tem por objetivo acabar com o termo “inquérito policial”, que se propõe a retirar “da informalidade, o nobre e abnegado trabalho dos investigadores policiais” e que “pretende apresentar uma resposta aos anseios da sociedade brasileira que clama pelo fim da impunidade e pelo combate efetivo à corrupção e à criminalidade urbana, que cresce assombrosamente, resultado de anos de negligência estatal.” Uma coisa é certa: nenhum desses resultados é atingido por esse malfadado projeto de lei.O mencionado projeto de lei pretende valorizar os agentes policiais não inovando e reconhecendo o valor de seu trabalho, e sim resgatando uma das figuras mais deploráveis da história brasileira que é o “delegado calça-curta”, isto é, o policial que assumia o cargo de Delegado irregularmente, sem concurso público e qualificação jurídica para tanto, por indicação política ou por favores prestados aos poderosos locais.
Meu comentário (Akino): Sem comentários.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Começou em jornal aos 14 anos, foi editor-chefe dos três jornais diários de Maringá. Pioneiro em blog político, repórter e apresentador de programa de televisão, apresentador de programa político nas rádios Jornal, Difusora e Banda 1, comentarista das rádios Metropolitana e Guairacá, editor de diversos jornais e revistas, como Umuarama Ilustrado, Correio da Cidade, Expresso Paraná, Maringá M9 e Página 9. Atualmente integra o cast da Jovem Pan Maringá.

Um pitaco em “Delegado calça-curta

  1. Isto seria um retrocesso! A culpa de tantos delitos, nas diversas áreas (patrimônio, vida, etc.), e consequentemente, a baixa resolutividades, estão fundadas na falta de investimento do estado em segurança. A cada dia cresce o número de habitantes, e por outro lado, a quantidade de policiais diminui, sem contar a falta de condições de trabalho que os policias tem que enfrentar. Muitos excedem a sua jornada de trabalho, quarenta horas semanais, com o intuito de dar uma resposta a sociedade, independentemente da vontade do governo. É amor a profissão. Dizer que um delegado, seja ele calça curta, ou não, lotado em uma delegacia, onde não há o servidor, escrivão ou investigador de polícia, seria o mesmo que você ter chefe de ninguém, um dispêndio de dinheiro. Enfim, o que precisa de verdade, é que o dinheiro dos impostos, em vez de ir para o bolso de políticos safados, e ladrões, que realmente fossem investido na melhoria da qualidade de segurança oferecida aos cidadãos e cidadãs. Devemos caminhar para aperfeiçoar!

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