A história do pedágio se repete como história mesmo

De Celso Nascimento:

A história se repete como história mesmo: não durou duas semanas a decisão judicial que baixava em 26% o pedágio na BR-369, eliminava a praça de Jacarezinho e obrigava a concessionária a realizar obras previstas em contrato.

No dia 23 de novembro, o juiz Rogerio Cangussu Dantas Cachichi, da 1ª Vara Federal de Jacarezinho, fez todas estas determinações, mas neste 4 de dezembro (terça-feira) o TRF4, de Porto Alegre, anulou as decisões e permitiu à Econorte continuar operando do jeito que era.
Desde 1997, quando o pedágio foi implantado, todas as tentativas administrativas ou judiciais que visavam a conter a tarifas e/ou obrigar as concessionárias a cumprir os contratos originais foram barradas pela Justiça. Os aditivos que obtiveram e os preços que determinaram sempre foram reconhecidos como direitos delas. Logo, a história desta terça-feira (4) se repete mesmo como a história que vem sendo contada há 21 anos.
Enquanto isso, espera-se para as próximas horas a divulgação da nova tabela de pedágio para todo o Anel de Integração. As cinco concessionárias apresentaram suas propostas de reajuste ao DER, que nada decidiu. Preferiu encaminhá-las para exame da Procuradoria Geral do Estado que, após parecer ou alguma iniciativa de ordem jurídica, serão enviadas à Agepar para homologação.
As informações iniciais eram de que as pedageiras iriam reivindicar, este ano, apenas a reposição inflacionária dos últimos 12 meses, mas bastidores cochicham que elas foram bastante além. Em alguns casos – ou na média, não se sabe – a majoração chegaria a 8%.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

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