Três anos depois…

Hoje faz três anos que o abastecimento de água em Maringá passou pela sua pior crise, depois que a chuva fez transbordar o rio Pirapó e danificar as bombas da estação de captação. Maringá viveu dias muito complicados. Bem a propósito, o advogado Walter Alexandrino encaminhou à Companhia de Saneamento do Paraná a seguinte correspondência:

“Hoje completam três anos da ocorrência de falta d’água em Maringá, por conta da inundação da estação de tratamento localizada às margens do Rio Pirapó, penalizando milhares de consumidores.
Na ocasião, o presidente da Sanepar prometeu a realização de uma série de providências que visariam, a curto, médio e a longo prazos, evitar que, mesmo diante de excesso de chuva, se repetisse o mesmo problema.
Dentre essas medidas, algumas emergenciais, como aquisição de motores sobressalentes, que não havia, e a perfuração de poços artesianos em pontos estratégicos da cidade, salvo engano, em número de 5 poços.
Ressalte-se que em alguns bairros da cidade não faltou água, devido à existência de tais poços.
Não se esquecendo da medida principal, realocação da estação de tratamento em nível mais afastado do referido Rio Pirapó, que por si só seria suficiente a evitar novo episódio.
Diante do tempo transcorrido e ausência de contato por essa Companhia com seus consumidores a respeito do ocorrido, solicito informar quais dessas medidas foram cumpridas”.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

Um pitaco em “Três anos depois…

  1. Argemiro Longo diz:

    As iniciativa de órgãos públicos sempre me lembram as manobras de transatlânticos; demoram um montão pra fazê-las. Enquanto isso os barquinhos da vida privada seguem velozes, buscando a solução imediata de suas necessidades.

    Diante disso também sempre me vem a seguinte pergunta à memória:
    – Será que os homens e mulheres responsáveis por órgãos feito a Sanepar, não são pessoas de carne e osso, com sentimentos e interesses? Se não são, tudo bem.

    Mas se são, diante da coisa pública construída com o dinheiro do povo contribuinte, agem como os transatlânticos em manobras, fazem corpo mole, sempre tardios, morosos mesmo, comportamentos estes que com certeza não teriam se o benefício lhes fosse de interesse particular.

    São nessas atitudes que reside a grande necessidade de reforma não só política, de previdência, etc., de nosso País, mas uma urgente CONSCIENTIZAÇÃO DE REFORMA INTERIOR de cada um desses dirigentes de órgãos públicos, passando a tratar a coisa pública com o mesmo respeito e interesse com que trata seus bens particulares.

    O mau costume, herdado da velha mania doente e egoísta de administrar tomou conta do Brasil em todas as esferas da vida. E a mudança precisa ser cobrada mesmo, MAS POR TODOS NÓS, seguindo o exemplo do que ora o faz com a Sanepar o cidadão digno Walter Alexandrino. Depois que a calamidade ocorrer novamente não adianta ficarmos bravos por termos de ir aos condomínio de amigos ou parentes para tomarmos banhos ou buscarmos água pra uso doméstico…

    Com a palavra a direção da Sanepar em Maringá. Vamos acompanhar isso!!

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