Moro leva baile de bandidos no Ceará e flerta com mais perigo

De Reinaldo Azevedo:

Sérgio Moro, o ministro da Segurança Pública — e também da Justiça — leva seu despudor à solenidade. Pouco mais de duas semanas de governo, e lá está ele levando um baile da bandidagem do Ceará.

Aliás, vamos aplicar o decreto de Bolsonaro às terras cearenses. Em que a população fica mais segura, dado o que se passa por lá? Flexibilizar a compra de armas não será um eventual benefício a alcançar apenas as pessoas de bem. Também as “do mal” podem se aproveitar da janela de oportunidades. “Ah, mas existem os requisitos para comprar as asmas…“ É verdade! Até gabinete de deputado consegue disfarçar práticas criminosas com o auxílio de laranjas, né? Por que estes não seriam usados para comprar armas?
De toda sorte, o grosso do armamento ilegal continuará a não ter relação nenhuma com o armamento legal. Para tanto, será preciso equipar a Polícia Federal, dar-lhe condições de atuar com mais eficiência nas fronteiras, azeitar o serviço de inteligência para conter o tráfico de armas… Tudo o que relaxar a posse e o porte de armas no país servirá aos bandidos, que estão organizados; o cidadão comum, coitado!, este não está. Sim, o decreto, do ponto de vista prático, é irrelevante. De todo modo, ele traz um conceito: diminui, em vez de aumentar, a ação da Polícia Federal no “fator armamento”. O controle da posse foi afrouxado. Reitero: não creio que isso levará as pessoas a comprar mais armas. Mas acho, sim, que as milícias, de todas as naturezas, vão se aproveitar para se armar ainda mais. Aí com a chancela do Estado. Não é preciso ser bidu para concluir que dobrar o prazo para a renovação do registro, de cinco para dez anos, contribuirá para que as armas legais caiam nas mãos dos ilegais.
Bolsonaro poderia parar por aí. Para todos os efeitos de propaganda, cumpriu uma promessa de campanha. A questão do porte — como informei aqui nesta manhã — não pode ser mudada por decreto e ficará por conta do Congresso. Caberá aos senhores deputados e senadores a decisão sobre aumentar ou não a circulação de armas, que é coisa distinta da posse e é que realmente conta como polícia de segurança pública.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

3 pitacos em “Moro leva baile de bandidos no Ceará e flerta com mais perigo

  1. Carlos Alberto Cotta diz:

    É malandragem e má fé do Reinaldo Azevedo, o que lhe é peculiar, creditar ao Ministro Sérgio Moro, qualquer responsabilidade à balburdia e incompetência do serviço de Segurança Pública do Ceará.
    Governo do Presidente Jair Bolsonaro tem 15 dias, e o problema no Ceará é do Estado do Ceará e não do Brasil.
    Sérgio Moro como Ministro da Justiça do governo do Brasil, atendeu à uma determinação do Presidente e foi ao socorro do povo do Ceará, não ao governo do Ceará, que certamente, hoje, o Reinaldo Azevedo deve defender.
    As ações executadas no Ceará pela Força de Segurança Nacional e pelas Policias Federal e Rodoviária Federal, sob comando do Ministério da Justiça, são as que a Lei brasileira, lhes outorgam, e muitas ações que ele gostaria de executar não pode, porque precisa mudar as Leis, e isto, só com a posse do Novo Congresso Nacional.
    Reinaldo Azevedo é o pregador do Apocalipse politico, mas seus seguidores, se a Policia Federal estiver agindo com prestesa, não podem ler suas coluna e muito menos ter o privilégio de como eu, as comentar.
    Reinaldo Azevedo, vire o disco, o Brasil que nasceu nas urnas, é diferente do que você ajudou a enterrar.

  2. O duro desse pseudos intelectuais como esse ai que escreveu materia é que torcem pra dar errado…esse ai merece é se f……..
    Mais uma porcaria que alguem escreve e o.povo aplaude, pq nao tem cerebro para pensar

  3. Esse não entende de bandidos,o negócio dele é a caneta,pra chegar mais rapidinho onde chegou.!!!

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