Pelotão de fuzilamento

De Reinaldo Azevedo:

Em nenhuma democracia do mundo — e já fiz essa crítica quando os presos eram petistas, por exemplo —, membros do Ministério Público e da Polícia Federal se juntam num pelotão de fuzilamento, a título de conceder uma entrevista coletiva, para destruir a reputação do investigado antes mesmo da existência de um processo formal.

Nessa investigação, o ex-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco e alguns outros nem réus são ainda; a denúncia não foi ainda oferecida. A prática é vergonhosa. Acusações novas vão sendo lançadas ao vento, ao sabor da vontade dos entrevistados, e, por óbvio, a defesa não está presente para rebatê-las.
Venham cá: pode-se, nesse caso, falar em devido processo legal e amplo direito de defesa?
O que se fazia ali era um julgamento em praça pública que dispensava a apresentação de provas.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

3 pitacos em “Pelotão de fuzilamento

  1. Conforme despacho:
    “Como assinalado no Relatório do IPL 4621, alguns escritórios da empresa passavam por limpeza diária, sendo os funcionários orientados a manter os ambientes vazios; além disso, o sistema de registro de imagens (CFTV) da empresa ARGEPLAN também não gravava a movimentação diária (ou eram apagadas). Este fato parece indicar que os investigados estão agindo para ocultar ou destruir provas de condutas ilícitas, o que reforça a contemporaneidade dos fatos, bem como a necessidade da medida mais gravosa”

    Desconhecia que fazer limpeza diária é crime.
    Desconhecia que apagar imagens de câmeras é crime.
    E que a pessoa pode ser presa por cometer esses crimes !!!!!!!!!
    Como sou idiota – tenho que estudar mais !!!!!

  2. Equivocado ein…….material já é evidente e consta de muito tempo, ninguêm tá sendo pego de surpresa e nem são coitadinhos não….a coisa é evidente e sabida a muito tempo, aliás provas são mais que contundentes.

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