Gênios do poder já compraram briga com 68,7% do nosso superávit comercial, analisa Reinaldo Azevedo

Por óbvio, não são os compradores e vendedores da Autoridade Palestina que dizem respeito ao caixa brasileiro, mas os dos países árabes — ou, mais amplamente, muçulmanos, já que há outro comprador importante do Brasil nesse grupo: o Irã. O Brasil teve um saldo comercial no ano passado com os iranianos de US$ 2,228 bilhões. Vendeu US$ 2.267,93 e comprou US$ 39,92. Em janeiro e fevereiro, o saldo positivo já é de US$ 251,85 milhões.

Ora, ora, é claro que não podemos pautar nossa política externa unicamente por questões comerciais. Mas algo de muito errado se passa com uma tropa que arruma, a um só tempo, confusão com os árabes, com os iranianos e com os chineses sem olhar para contas. Lembre-se do jantar grotesco na embaixada brasileira em Washington. Nesse último caso, dizer o quê? O Brasil vendeu para o “Perigo Amarelo” US$ 64.205,65, comprou US$ 34.730,03, com superávit de US$ 29.475,62. O superávit total do país foi de US$ 58,298 bilhões — a China, pois, representou mais da metade. Nos dois primeiros meses, a conta em nosso favor está em US$ 617,66 milhões. Quem tomou na cabeça em estupendos US$ 323 bilhões com os chineses foram os americanos. A China é um problema para Trump e seus bravos, não para nós! “Ah, mas os chineses querem comprar o Brasil, não do Brasil”. Bem, no caso dos EUA, então, poder-se-ia dizer que eles querem, além de “vender para a América”, “comprar a América”, já que são os maiores investidores estrangeiros naquele país. Delírios paranoicos de gurus de Internet. Leia mais.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.

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