O desprezo que a atual administração municipal de Maringá tem pelo Estado de Direito vai custar caro para os maringaenses, repetindo-se o que houve na única gestão do irmão mais novo, no final dos anos 80, início dos anos 90 (Sotecol, Aeroservice etc). Além do caso da estação rodoviária – que certamente representará uma polpuda indenização aos condôminos -, há a implantação das luminárias da cor do PP, partido dos Barros, que consumiu cerca de R$ 13 milhões através de fraude na licitação, que beneficiou duas empresas locais em detrimento do menor preço. Oficialmente, o prejuízo para o erário foi de R$ 500 mil, mas, quando se começar a investigar o caso a fundo, os valores certamente serão maiores.
O juízo da 5ª Vara Cível, por sinal, recebeu esta semana a petição das duas empresas prejudicadas e, agora, aguarda-se a sentença. Os sinais de irregularidades são evidentes: a administração fraudou a concorrência milionária, realizando uma licitação de fachada, quando os vencedores já estavam escolhidos, combinados entre si, em prejuízo dos cofres públicos. Pior: quando o Tribunal de Justiça determinou a suspensão da obra, com conhecimento do prefeito Silvio Barros II e do ex-procurador Laércio Fondazzi (isto consta dos autos), a prefeitura preferiu desobedecer. Posteriormente, ao analisar o mérito, o TJ anulou o procedimento licitatório, mas a troca das luminárias do PP já estava feita. Cabe agora às duas empresas prejudicadas serem ressarcidas do prejuízo pelos crimes (desobediência judicial e contra o erário), cometidos por quem deveria proteger o dinheiro público e cumprir a lei, como fazem os homens públicos no momento da posse.