Experiência no ‘legislativo e ‘executivo’

Alguns questionam como podemos opinar sobre atuação de vereadores e do Executivo sem ter passado pelos cargos. Vou resumir minha experiência nas áreas.

Quando me aposentei fui morar em um condomínio com 120 apartamentos e cerca de 450 moradores, uma mini cidade. Logo, convidado, assumi uma das três vagas do conselho fiscal, que faz o papel da câmara, fiscalizando a correta aplicação dos recursos públicos, digo, dos condônimos, um espécie de vereador, diria. Com bons conhecimentos de contabilidade e administração, detectamos diversas suspeitas de irregularidades, como superfaturamento, notas fiscais de tintas em época que não houve pintura, recarga de extintores quase todos os meses, enfim, graves suspeitas de desvios e nosso parecer ao final do mandato foi pela não aprovação das contas e proposta de ineligibilidade de todos que não tivessem contas aprovadas.
Nos candidatamos para o executivo e fomos eleitos vice-síndico, uma espécie de vice prefeito, e juntamente com o síndico mudamos os rumos da administração do condomínio. A eleição nos candidatamos a síndico e tivemos 3 reeleições, completando 4 mandatos de dois anos cada, como gestões com austeridade e controle rigoroso dos gastos.
Em outra postagem falo um pouco da minha experiência como prefeito do condomínio e como acabei com as ‘comissões’ e não permitia sequer insinuações de ‘dízimos’, e outras formas de ‘compensação’ nas compras e serviços.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.