O Brasil e os evangélicos

Há 16 anos publicamos, em O Diário, um artigo com este título e que nos parece bastante atual, notadamente quando o presidente Bolsonaro diz que precisamos de um ministro do Supremo tremendamente evangélico.

Eis um resumo do que escrevi em 2003: ‘Evangélicos, penso, são todos aqueles que mesmo não o conhecendo, pauta suas vidas no maior código de moral e ética já elaborado, sejam católicos, protestantes, espíritas, ou de qualquer outra religião, inclusive os que não processem nenhum culto. Pessoas honestas no verdadeiro sentido da palavra, dignas de confiança, honradas, probas, justas, escrupulosas, decentes, recatadas.
(…) Mudar o Brasil seria transformá-lo num pais mais justo, com melhor distribuição de renda, sem violência, sobretudo com correta aplicação dos recursos públicos. (…) Para isso precisamos de elaboração de leis e para votá-las e aprova-las, parlamentares ‘evangélicos’. Escolhe-los é tarefa para eleitores ‘evangélicos’. Para implementação e cumprimento é necessário que tenhamos evangélicos no judiciário, nas polícias, nas receitas, estadual e federal, nos cartórios, nos bancos, nas imobiliárias.
O restante seria consequência da correta aplicação dos recursos públicos e para isso precisamos de prefeitos, governadores,presidente da república, funcionários públicos, especialmente fiscais ‘evangélicos’. Para fiscalizá-los Tribunais de contas, Ministério Publico, ONGS, judiciário constituídos por ‘evangélicos’ (…)
O mal só prevalece porque os bons são tímidos. O corrupto só existe em razão do corruptor. A religião, seja qual for, é muito importante para encaminhamento, no bem, das crianças e jovens.’
Claro que falamos de evangélicos verdadeiros, digo eu, agora. Não de falsos profetas, aproveitadores, enganadores e nesses 16 anos aumentou muito o número deles. De minha parte continuo buscando a transformação em verdadeiro ‘Cristão Evangélico’, à luz da Doutrina Espírita. Penso que avancei, mas estou longe, como a maioria, quase todos na Terra.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.