Morte cerebral ou encefálica


Ao homenagear Divanir Braz Palma, no seu retorno ao Plano Espiritual, com vibrações para que compreenda e se adapte rapidamente à nova situação e nova existência, agora sem o corpo físico, cuja morte cerebral foi declarada no último domingo, mas a falência de todos os órgãos somente ontem, dia 14, aproveitamos para esclarecer:

Muitas pessoas já passaram pelo drama de ter algum familiar, ou amigo, que após um acidente vascular encefálico, ou então, depois de um acidente automobilístico fica internado e tem morte encefálica declarada.E aí vem o drama: desligar ou não os aparelhos? O que acontece com o espírito quando os aparelhos são desligados? Primeiramente vamos entender o que é morte encefálica. Segundo o comunicador Aldeniz Leite, em entrevista a RBN, a morte encefálica diz respeito a perda de funções corticais.
“A pessoa perde as funções motoras, a lucidez, a consciência, ficando apenas as funções denominadas vegetativas. Funções essas que controlam os batimentos cardíacos e o padrão respiratório e que nem sempre podem ser mantidos espontaneamente, por isso, é necessário a inclusão de aparelhos, para que assim, se mantenha a respiração e a manutenção da vida básica, da vida vegetativa”.
O que o espiritismo diz sobre a morte encefálica? Em nosso atual estágio de conhecimentos, a morte encefálica diz respeito a uma impossibilidade de expressão via corpo físico, porém, não representa o momento da desencarnação, nem a garantia de que o espírito tenha partido. Allan Kardec, na questão 156, de O Livro dos Espíritos, apresenta este tema. Confira:A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica? Resposta: Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo; entretanto, ainda lhe resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe, enquanto o coração faz circular nas veias o sangue, para o que não necessita da alma.”
Já Aldeniz Leite falou sobre o que acontece com o espírito que passa por este tipo de situação. De acordo com o psiquiatra é preciso analisar algumas variáveis, são elas: A primeira, diz respeito ao tipo de lesão. Quando está é muito súbita, imediata, por exemplo, após um acidente de carro, a pessoa vai se habituando, tomando conhecimento, definhando até entrar em coma. “Quando ocorre este tipo de lesão, o nível de perturbação espiritual é maior porque o espírito não tomou conhecimento da sua situação, e muitas vezes, sequer imaginou o que está acontecendo, por isso, ele acredita que está em contato direto com as pessoas da sua relação habitual”.
A segunda variável citada por Aldeniz Leite, foi a questão do adormecimento.“Espírito pode permanecer, por exemplo, em adormecimento, ou seja, nesse nível espiritual, o espírito não permanece desperto em função do trauma, das lesões que repercutem no perispírito. Ele pode unido ao corpo, permanecer em sono profundo”.
Já a última variável diz respeito ao modo de vida que o espírito levou. Segundo Aldeniz, muitas vezes os espíritos pendentes a graves culpas, a comportamentos muito irregulares ao longo da vida sofrem mais, do que aqueles que levaram uma vida mais sensata. “Neste momento os liames que ligam o perispírito ao corpo estão muito frágeis, por isso, o nível de perturbação para aqueles que não levaram uma vida regrada, cheia de vícios e comportamentos irregulares são maiores”.
Na morte encefálica, temos ajuda dos benfeitores espirituais? Sim, ainda na entrevista, Aldeniz falou que os benfeitores acolhem o espírito, e que ainda, muitas vezes eles estão distante do corpo, em tratamento, enquanto o corpo, que está ali definhando pode, por exemplo, passar pela doação de órgãos.
Ao passar pelo procedimento de doação de órgãos, o espírito sofre?“Não. A doação é uma benção que proporciona ao espírito, créditos para o seu futuro espiritual, disse Aldeniz Leite.
O comunicador finalizou:“Portanto,a morte encefálica nada mais é do que uma experiência espiritual em que gradativamente os liames são desligados e os benfeitores espirituais recolhem aquela entidade para o seu prosseguimento na vida após o túmulo.” Fonte aqui.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.