PD tem quarta audiência pública

Será realizada na segunda-feira a quarta audiência pública sobre a revisão do Plano Diretor de Maringá. Ela acontecerá no plenário da Câmara Municipal, às 18h30 e é aberta à comunidade.

O Plano Diretor objetiva o planejamento da cidade (política de desenvolvimento e expansão urbana) para os próximos dez anos. As audiências são organizadas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maringá (Ipplam).
O vereador Sidnei Telles (PSD) é representante do Legislativo neste trabalho. Segundo ele, a participação de diferentes segmentos sociais está marcando o processo que carrega um atraso de três anos.
“O governo estadual prorrogou até 2020 o prazo de conclusão da nova lei. Caso contrário, Maringá corre o risco de perder verbas estaduais”, esclareceu Telles, que é engenheiro civil.
O Plano Diretor inclui, por exemplo, o Código de Posturas e o Zoneamento da cidade. Sua validade deve ser de dez anos. Ou seja, a previsão é que essa nova lei atenda a realidade de Maringá até 2030.
“É um trabalho difícil porque, além de estarmos atrasados, necessitamos de uma previsão sócio-econômica. Por isso, uma equipe técnica formada por engenheiros, arquitetos, geógrafos, entre outros profissionais, reunirá no projeto as reivindicações e ideias trazidas pela sociedade por meio de seus representantes”, acrescentou Telles.
O Estatuto da Cidade (lei nº 10.257/2001) rege o Plano Diretor, obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes. “Embora tenhamos um quadro técnico competente, são os próprios moradores que podem indicar, mais do que ninguém, as prioridades dos bairros e como a cidade deve crescer”, explicou o diretor-presidente do Ipplam, Edson Luiz Cardoso Pereira, em reportagem do Fato Maringá. (CMM)

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.