Pobres de espírito

Ao apresentar minha solidariedade ao vereador Alex Chaves, que não foi feliz ao propor que foi instituído o Dia do Pobre, mas compreendendo a intenção relembro passagens evangélica: 1. Bem-aventurados os pobres de espírito, pois que deles é o reino dos céus. (S. Mateus, 5:3).

A incredulidade zombou desta máxima: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de muitas outras coisas que não compreende. Por pobres de espírito Jesus não entende os baldos de inteligência, mas os humildes, tanto que diz ser para estes o reino dos céus e não para os orgulhosos. Os homens de saber e de espírito, no entender do mundo, formam geralmente tão alto conceito de si próprios e da sua superioridade, que consideram as coisas divinas como indignas de lhes merecer a atenção. Concentrando sobre si mesmos os seus olhares, eles não os podem elevar até Deus. Essa tendência, de se acreditarem superiores a tudo, muito amiúde os leva a negar aquilo que, estando-lhes acima, os depreciaria, a negar até mesmo a Divindade. Ou, se condescendem em admiti-la, contestam-lhe um dos mais belos atributos: a ação providencial sobre as coisas deste mundo, persuadidos de que eles são suficientes para bem governá-lo. Tomando a inteligência que possuem para medida da inteligência universal, e julgando-se aptos a tudo compreender, não podem crer na possibilidade do que não compreendem. Consideram sem apelação as sentenças que proferem. Leia mais aqui.
Voltando ao projeto do vereador Alex Chaves, de fato o título não soa bem, assim como considero desnecessário do dia das mães, dos pais, da padroeira da cidade como feriado, ou de qualquer santo da igreja católica e da da consciencia negra, só para citar alguns exemplos. Todos os dias são dias oportunos para ações como o combate as desigualdades, com as da riqueza como pode ser visto aqui, mas valeu a intenção, caro Alex. Continue firme, trabalhando. Você é um dos bons vereadores que temos.
PS: As críticas são naturais, e a as mereceu.
Akino Maringá, colaborador

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.