Briga do PSL expõe a
mercantilização da política

Por Josias de Souza:

A sucessão de escândalos transformou a democracia brasileira num projeto político que saiu pelo ladrão. Nesse projeto, os partidos passaram a ter uma função mercantil.

A desavença de Jair Bolsonaro com o seu PSL é apenas mais uma evidência do fenômeno. O presidente tem mais de 100 milhões de razões para espinafrar o PSL e o presidente da legenda, Luciano Bivar —como fez em contato com correligionários, na frente do Alvorada. Por trás da desqualificação está uma disputa por uma caixa registradora com R$ 103 milhões em verbas públicas. Esse é o valor que o PSL passou a beliscar no fundo partidário depois que se tornou, em 2018, a segunda maior bancada da Câmara.
Antes de se associar a Bolsonaro, o PSL não existia. Sua microbancada de dois deputados era um asterisco sujo. Compôs a milícia parlamentar de Eduardo Cunha. Acompanhou o ex-presidemte corrupto da Câmara até a beirada do precipício. Depois da cassação do mandato de Cunha, o próprio Luciano Bivar assumiu uma cadeira de deputado como suplente. Com três representantes, o PSL integrou-se à bancada dos coveiros, ajudando a enterrar na Câmara as denúncias criminais contra Michel Temer. Leia mais.

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.