A lei maior

Se perguntasse qual a lei maior, no Brasil, certamente muitos responderiam que é a Constituição Federal. Nosso sistema político conta que há legisladores( fazedores de leis, nem sempre importantes) municipais, os vereadores, deputados estaduais, os federais e os senadores, que alguns questionam se seriam realmente necessários, com tal.

Se todos seguissem os ensinamentos deixados pelo maior legislador, médico, filósofo, e maior em tudo o que se possa imaginar, certamente nossas leis seriam melhores, inclusive a CEF, que não daria margem para tantas interpretações confusos, como a da prisão para condenados em 2ª Instância.Falo de Jesus Cristo, que nos deixou resumida em dois artigos a Lei Maior, a Lei do Amor  e recorro à narrativa evangélica de Mateus XXII: 34-40 para exemplificar minha opinião.

Narra ele que quando os fariseus ouviram que Jesus tinha feito calar a boca dos saduceus (como seria necessário alguém calar a boca dos filhos e do próprio Bolsonaro,sobre muitos assuntos), juntaram-se em conselho e um deles que era doutor da lei fez a a seguinte pergunta a Jesus: “Mestre, qual o mandamento maior da lei?”. Jesus respondeu: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior e o primeiro mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a esse: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo.“Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós”, é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua. (comentário de Kardec)

Exigir leis perfeitas de câmaras. assembleias e Congresso Nacional, compostos por homens imperfeitos, talvez seja impróprio. Mas como vemos Deus e Jesus serem citados por muitos que se dizem cristãos evangélicos, católicos e outros é de se esperarar que as leis produzidas tenham por base o amor ao próximo e não apenas o amor a si mesmo, como parece na maioria das vezes.

Quando se vota uma lei de abuso de autoridade, preocupado em não ser condenado. Ou quando não se vota uma lei deixando claro que a prisão para condenados em segunda instância é legal, pensando que eles podem ‘ser vítimas’. é descumprir os preceitos da Lei do Amor, explicada por Jesus.

E muitos foram ao Vaticano para a canonização de Irmã Dulce, que realmente praticava a Lei do Amor, quando encarnada. Hipócritas, diria Jesus. Gostaria de ver a cara deles, quando chegarem sem o corpo físico, só de alma e corpo espiritual (perispírito), para a ‘prestação de contas’ a Deus, como teria dito Sílvio II, numa reunião em Brasília, a 3.500 prefeitos. Muitos vão arder no fogo do inferno, dirão muitos. Outros pensam que serão perdoados, pela ‘delação premiada’ da confissão a um sacerdote. Outros pensam que entrar para a ‘base de Jesus’ , negociando como se negocia com o governo, na base do toma-lá-da cá, e suficiente, enganados que basta aceitar Jesus como salvador e estarão salvos.

Haverá prantos e ranger de dentes, penso. Sofrimentos atrozes, mas todos serão salvos, após a quitação dos débitos. É o que aprendemos com a Doutrina Espírita. (Fonte: aqui)

Akino Maringá, colaborador


(Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com)

Angelo Rigon

Jornalista em Maringá. Pioneiro em blog político, foi repórter e apresentador de programas de rádio e televisão, além de ter editado jornais e revistas. É comentarista da Jovem Pan Maringá.