CCM recebe presos do Comando Vermelho

A Casa de Custódia de Maringá recebeu ontem mais três presos ligados ao Comando Vermelho; teme-se que a facção criminosa, a que mais cresce no país, possa contaminar sistema prisional local

Desde ontem a Casa de Custódia de Maringá, localizada na Estrada Velha para Paiçandu, abriga mais três presos ligados ao Comando Vermelho, considerada hoje a facção criminosa mais perigosa do país. Estima-se que dentro da CCM existam hoje detentos que pertencem ao menos a sete facções, inclusive do CV. A unidade, destinada à custódia de PPL condenados (masculino), tem capacidade para 900 presos, mas possui 1,2 mil.

Considerados perigosos, os três participaram da rebelião ocorrida na Casa de Custódia de Curitiba em julho de 2018, fazendo reféns cinco agentes penitenciários; 172 presos envolveram-se no motim, que ganhou repercussão nacional. Os fugitivos da Penitenciária Federal em Mossoró (RN), Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento, conhecido como “Deisinho” ou “Tatu”, que estão sendo procurados numa grande operação, pertenciam ao Comando Vermelho e estão jurados de morte pelo CV.

A facção é a que mais cresce no Paraná e, por isso, os três criminosos transferidos de Curitiba para Maringá estavam isolados. A vinda de presidiários de periculosidade para uma unidade do interior não é considerada ideal, ainda mais quando há superlotação; o correto seria que fossem para a Penitenciária Estadual. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), Fernando Alves dos Santos, que sucedeu o coronel Antonio Tadeu Rodrigues, que ficou no cargo durante 15 anos, foi procurado para comentar sobre o assunto, mas ainda não respondeu; quando o fizer, a posição da entidade será publicada neste espaço.

Foto: Google Earth

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