Dinheiro, dinheiro e dinheiro formam o tripé de sustentação de campanha política

E tem trem pagador apitando na curva…

Costuma-se dizer em política que três coisas são fundamentais para o sucesso numa campanha: dinheiro, dinheiro e dinheiro. Talvez nunca na história da cidade (e vale sublinhar o talvez) se observa tantos candidatos com tanto poder financeiro. Certo empresário, já conhecido como trem pagador, confidenciou que pode torrar até R$ 20 milhões na campanha.

Trem pagador é expressão usada no meio político para definir candidatos com enorme poder econômico, que não poupam recursos para cooptar apoiadores. São temidos por inflacionarem as campanhas, elevando o custo dos investimentos no processo, mas igualmente são vistos como ineficientes enquanto adversários, por fiarem tão somente na capacidade financeira.

Mas é importante frisar: há limites legais para os gastos de campanha. Em 2020, o teto de gastos em Maringá bateu em quase R$ 1,9 milhão. O valor será corrigido pelo IPCA acumulado entre 2020 e 2024. Contudo, a informação de gastos para prestação de contas é bem diferente daquela que de fato se gasta.

Estimativa conservadora crava em R$ 10 milhões uma campanha para prefeito em Maringá. Nessa conta não entra a pré-campanha, igualmente exigente em gastos com reuniões, viagens, redes sociais, mimos aqui e acolá para potenciais apoiadores resistentes.

Apenas para comparação: em 2022, o teto de gastos para disputa de governador no Paraná batia nos R$ 17 milhões, considerando dois turnos da eleição (houve apenas um, com gastos legais de R$ 11,5 milhões, o teto previsto pela legislação)

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