Madrastas, filhos, enteados, famílias

Sem hipocrisia, nas famílias Bolsonaro e Lula não há ‘santos’

Ouvindo falar de uma madrasta, e sua relação com os enteados, especialmente um, que teria sido escolhido pelo pai, político, para resolver os problemas vividos pelo Brasil, nos próximos quatro anos, propomos uma reflexão sobre  essa família e a do adversário. Vamos saber da composição e algumas atitudes das duas:

Jair Bolsonaro teve, até aqui, três relacionamentos conjugais públicos. Com Rogéria Nantes Nunes Braga se casou em 1978 e separou em 1990. Com Ana Cristina Siqueira Valle manteve uma união estável (sem  casamento formal), de 1997 a 2007. E com Michelle de Paula Firmo Reinaldo casou-se no civil em 2007, e em 2013 realizaram uma cerimônia religiosa.

São do primeiro casamento, os filhos Flávio, Carlos e Eduardo. Mais do que companheira  e esposa, Jair Bolsonaro inseriu Rogéria na política. Depois que ele saiu da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro e assumiu uma vaga de deputado federal em 1991, ela disputou a eleição do ano seguinte e conseguiu uma cadeira como vereadora, onde permaneceu por dois mandatos até 2001. Na eleição de 2000, Bolsonaro lançou a candidatura do filho Carlos e o apoiou contra a própria mãe, sendo este eleito, e ela nunca mais conseguiu mandato político, mesmo em 2020, quando Bolsonaro já era presidente da República.

Do relacionamento com Ana Cristina, nasceu Jair Renan, hoje vereador em Balneário Camboriú (SC). Ela disputou duas eleições para deputada federal em 2018 e 2022, sem êxito, e ainda se envolveu em processos na Justiça Eleitoral. Ana Cristina, segundo matéria do UOL, é alvo de uma apuração sobre um suposto esquema de nomeação de funcionários fantasmas e repartição ilegal de salários no gabinete do então vereador Carlos Bolsonaro, de quem a ex-mulher do ex-presidente foi chefe de gabinete por sete anos, entre 2001 e 2008. Dez parentes dela foram investigados junto com o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o policial militar Fabrício Queiroz, em outro processo (caso das rachadinhas).

Imagem gerada por IA

Do terceiro e atual casamento, com Michelle Bolsonaro, nasceu o quinto filho(a), Laura, que é mulher, segundo Jair, fruto de uma ‘fraquejada’ sua. Michelle tem outra filha, Letícia, de relacionamento anterior. Já Michelle é a famosa madrasta, a quem nos referimos de início, o seu relacionamento com os enteados tem sido de certa turbulência, especialmente com Flávio, como é público e notório.

Se Bolsonaro está no terceiro  casamento, curiosamente, Lula, seu principal adversário, também. Com a diferença que as separações das duas primeiras esposas ocorreram pela viuvez. Maria de Lourdes da Silva, com quem se casou em 1969, faleceu em junho de 1971, junto com o filho do casal, devido a complicações no parto. Marisa Letícia Lula da Silva foi a segunda esposa de Lula, com quem se casou em 1974 e teve 4 filhos: Marcos Claudio, Fábio Luiz, o famoso Lulinha, Sandro Luiz e Luiz Claudio. Dona Marisa faleceu em fevereiro de 2017, vítima de um AVC. Lula tem mais uma filha, Lurian (fora do casamento). Sobre o atual casamento de Lula com Janja as informações são públicas e há turbulência dela com os enteados, também.

Dito isso, façamos uma análise das condutas dos dois  políticos, em relação ao verdadeiro mantra do bolsonarismo: Deus, pátria e família:

Se Deus estabeleceu, como regra, a indissolubilidade do casamento (até que a morte separe os cônjuges), conclui-se que dos três casamentos de cada um, Lula obedeceu esse princípio, mas ‘fraquejou’ (adultério). Já Bolsonaro teria contrariado esse preceito, por falas e ação, adulterado, também.

Sobre a pátria, podemos dizer que a mãe de todos é o Brasil, mas os Bolsonaros parecem adorar ‘a madrasta’ (EUA). Lula defende é mais patriota.

Sem hipocrisia, nas famílias Bolsonaro e Lula não há ‘santos’. Ninguém pode  atirar a primeira pedra, como em quase todas as famílias. Ladrão, presidiário (ex), adúltero, corrupto? Quem? Qual ganhou mais dinheiro com a política?