Queixa por assédio e difamação

Servidor foi exonerado por denúncias de “condutas abusivas” com funcionárias municipais

Dias depois de uma denúncia de assédio sexual e difamação, feita por uma servidora da Prefeitura de Sarandi, microrregião de Maringá, foi exonerado J.S., que trabalhava na Secretaria Municipal de Trânsito e Segurança Pública daquela cidade. Ele ocupou dois cargos na Transeg, de janeiro até o dia 2.

O registro dos fatos, na Polícia Civil, foi feito por A.R.M., relatando diversas situações envolvendo o servidor; ambos trabalhavam na mesma secretaria. Ela alega que ele vinha denegrindo sua imagem e honra com afirmações falsas para outros servidores, “propagando comentários de que ambos manteriam um relacionamento amoroso, inclusive alegando, de forma inverídica, a existência de relações sexuais”. Ele teria descrevido tais situações “de forma vulgar e nojenta”.

A mulher tomou conhecido através de colegas de trabalhos, incomodados com a situação humilhante a que ela vinha sendo exposta”. O ex-servidor, de acordo com a queixa, “continua expondo-a de forma vexatória”, inclusive em outras secretarias. Ele faria “brincadeiras” semelhantes com outras mulheres, enviando mensagens a servidoras.

Entre as diversas situações de constrangimento estão comentários sobre sua aparência, “inclusive durante evento institucional de enfrentamento à violência contra a mulher” (…) “causando-lhe grande repulsa e sentimento de humilhação”. A servidora relatou sentir-se coagida, constrangida, humilhada, desmoralizada e ridicularizada com tais atitudes, que passaram a lhe causar sofrimento psicológico, insônia e medo de retaliações, tanto contra si quanto contra sua família”. O caso está sendo investigado com base na representação pelos crimes de assédio sexual, difamação e demais condutas a serem verificadas pela autoridade policiais.

Foto meramente ilustrativa: Arquivo