Dura jornada

A foto, muito representativa do que foi a colonização no norte do Paraná, é de Peter Scheier e está no livro “Paraná Brasil – O Paraná no Seu Centenário”, de 1953. Agora, leia o texto de JC Cecílio.

A foto, muito representativa do que foi a colonização no norte do Paraná, é de Peter Scheier e está no livro “Paraná Brasil – O Paraná no Seu Centenário”, de 1953. Agora, leia o texto de JC Cecílio.
Está no ar mais um blog voltado ao público GLS de Maringá e região. O Babados G promete mostrar a verdade sobre sas bakadas e os babados que acontecem por aqui.
Um apresentador de televisão de Londrina (trabalhou ou trabalha na CNT) foi preso hoje em Maringá. Segundo a polícia, estaria aplicando um golpe num shopping de atacado que passaria de R$ 300 mil. O repórter Salsicha vai dar a notícia no Band Cidade, na TV Maringá, daqui a pouco.
Ele atuou em dupla; um dos dois teria sete CPFs diferentes. Suspeita-se que eles tenham visto na entrada de Maringá um outdoor com os dizeres: “Bem-vindos à Capital dos Lókis”.
Pessoas ligadas à Igreja Evangélica Assembleia de Deus dos Ultimos Dias, que tem sede (ou éden, segundo panfleto) em São João de Meriti (RJ), estão vendendo panos de prato de casa em casa, em Maringá. Elas informam que a igreja mantém um centro de tratamento de drogados na rua Londrina. A entidade não tem cadastro no Conselho Municipal de Assistência Social (Comas). Nas casas eles entregam panfletos onde informam que a igreja também recupera “prostitutas e homossexuais”.
A igreja tem como líder o pastor Marcos Pereira da Silva, interlocutor em várias rebeliões em presídios cariocas, e tem uma lista de proibições para os fiéis que é de lascar, como: não criar animais, não ter plantas, não ler jornais e revistas e não beber Coca-Cola. No site da igreja não há nenhuma referência à obra supostamente existente em Maringá. Como de vez em quando cai o esquema de alguma entidade beneficente de araque, em Maringá, como aconteceu recentemente com a Casa de Amares, que arrecadava doações por telefone, todo o cuidado é pouco.
Com problemas cada vez mais acentuados – há uma fila enorme de espera de consultas especializadas e cirurgias -, a saúde pública de Maringá vive momentos de isolamento político. Passa-se a impressão de que ninguém se importa em mudar o quadro. Mesmo na câmara municipal, onde anunciou-se no começo do mandato uma bancada de quatro médicos (mais um servidor da saúde). Preocupados mais em agradar os Barros do que com o discurso que os levou a ter mandato, os cinco integrantes da bancada da saúde parece que se resignaram com a situação.
Uma lupa nos apontaria que dos cinco apenas Carlos Eduardo Sabóia (PMN) demonstra, às vezes, preocupação com o tema saúde pública.

A dupla Ronaldo e Jacy estará hoje no Sertanejo´s Bar, na avenida Laguna (perto do Parque do Ingá), a partir das 21h, em mais uma quinta-feira da codorna.
O empresário Luís Tel (Gráfica Regente), cujo nome tem sido lembrado para a suplência de Gleisi Hoffmann (PT), deverá disputar as próximas eleições, mesmo que eventualmente o PSC, partido ao qual está filiado, não seja contemplado com a indicação do suplente ao Senado. Tel estuda uma possível dobradinha com Edmar Arruda, e sairia neste caso candidato a deputado estadual.
Do blog de Álvaro Dias:
O jornalista Luís Nassif assinou um contrato anual, fechado sem licitação, de R$ 1,28 milhão com a estatal EBC, vinculada ao Palácio do Planalto e responsável pela TV Brasil. A empresa de Nassif, Dinheiro Vivo Agência de Informações, produz um debate semanal, de uma hora, e cinco filmetes semanais de três minutos. Do total do contrato, o jornalista fica com R$ 660 mil anuais a título de remuneração, o que equivale a salário de R$ 55 mil. O programa estreou segunda-feira. Em seu blog, Nassif tem se posicionado a favor do governo em várias polêmicas, discussões e escândalos. A página também se caracteriza por críticas a jornais, jornalistas e políticos de oposição.

No blog de JC Cecílio, foto de 1972 do Posto 7 de Setembro, no Maringá Velho. Dois de meus tios trabalharam lá, na Sociedade Comercial Yoshida. Aliás, foi neste barracão, numa festa de casamento, que experimentei (e na época não gostei) sushi.
Em seu blog, o sargento Tavares publica a foto de Hajime Oshita, síndico do Conjunto Habitacional Maringá, os blocos da UEM. É praticamente um prefeito: ali moram 2,5 mil moradores, espalhados em 15 blocos, com 460 apartamentos.
Maringá participa da Conferência Internacional das Cidades Inovadoras, onde o ex-governador Jaime Lerner foi contundente: estão matando a qualidade de vida nas cidades. Os maringaenses que o digam.
Bem, pelo menos aqui estão inovando: o “enrolation” na entrega das obras, a falta de consulta aos habitantes para mudar o trânsito ou o zoneamento, uma verdadeira República dos Especuladores Imobiliários.
A Prefeitura de Maringá abre às 14h de hoje os envelopes da licitação para a contratação de empresa que vai realizar os serviços de retirada, reforma, limpeza, confecção e instalação de fechamento traseiro e
reinstalação de 45 abrigos de ônibus. O edital estabelece prazo de 30 dias para a realização dos serviços e prevê pagamento de no máximo R$ 1,9 mil por abrigo reformado, recuperado e relocado, ou R$ 85 mil 500 de preço máximo total. Os recursos da tomada de preços, que deverá ser vencida pela Terrabrás, de Maringá, sairão do orçamento da Secretaria Municipal dos Transportes. O edital estabelece que para uma firma de fora vencer a licitação ela deverá manter um engenheiro como responsável para responder pela obra e pela empresa.
O PRP paranaense, que começou a denunciar pré-candidatos como Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), é velho conhecido dos maringaenses. Nas eleições de 2006, a sigla, também via Curitiba, a sigla ingressou com reclamações contra Enio Verri (PT), Odílio Balbinotti (PMDB), João Ivo Caleffi (à época, no PMDB), Marly Martin Silva (DEM) e Wilson Quinteiro (PSB) – e todos tinham em comum o fato de serem oposição da família Barros. Todos sabiam que o PRP – que aqui já foi presidido por Assendino Santana e mais recentemente por Wellington Andrade – pertence ao condomínio partidário do deputado federal Ricardo Barros (PP).
Quatro anos depois, coincidentemente, Requião e Gleisi, alvos prediletos do PRP, são tidos como favoritos para ocupar vagas no Senado – cargo almejado, vejam só, pelo mesmo Ricardo Barros.
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal aprovou hoje requerimento do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) para a realização de audiência pública a fim de discutir a aplicação da Lei Kandir. Segundo ele, a Lei Kandir vigora há quase 16 anos e precisa ser reavaliada. “Há estados que recebem a compensação mas cobram o ICMS sobre fretes ou produtos para exportação, o que nos remete para iniciar este debate”, afirmou. A Lei Kandir foi promulgada com o fim de conceder uma compensação às unidades da federação pelas perdas decorrentes da perda de arrecadação em função da não–incidência de tributos sobre produtos voltados para a exportação. Entretanto, a despeito de a lei prever a reposição das perdas decorrentes da queda de arrecadação tributária, algumas unidades da federação têm efetuado, por meio de legislação estadual, a cobrança de ICMS sobre fretes ou produtos exportados.
Uma boa iniciativa: a Secretaria de Saúde de Nova Esperança criou um blog, que entrou hoje no ar. O Nova Esperança Saúde avisa que vai “levar novas informações sobre o trabalho realizado pelos profissionais de saúde e algumas novidades que surgem no mundo da medicina”.

O Ingazinho, personagem criado por Maurício de Sousa e que tanto custou aos cofres públicos de Maringá, pode se considerar feliz. É o único dos cerca de 27 mil alunos da rede pública municipal de ensino que recebeu o kit escolar – como se vê nos cartazes afixados nas creches e escolas da cidade. Estamos quase na metade de março e os kits ainda não chegaram à administração cidadã, onde, já se disse outras vezes, planejar as coisas não é o forte. A Secretaria de Educação informa que é possível que os uniformes cheguem até o final do mês.
Em época de tanta obra que deveria ter sido entregue e não foi – reforma do Estádio Willie Davids, do Chico Neto, o restaurante popular, o Parque do Trópico de Capricórnio, o Condomínio do Idoso, a ponte do Vale Azul etc – e de música popular como o “Rebolation” e seu plágio “Roubolation”, podemos dizer que em Maringá vivemos a fase do “Enrolation”?
A Prefeitura de Maringá abriu licitação para contratar uma empresa especializada em eventos artísticos ao ar livre para a relaização do espetáculo teatral “A Paixão de Cristo”, nos dias 1º e 2 de abril. O município paga até R$ 48.700,00 pelos serviços, que incluem iluminação com 80 refletores, dois canhões, seguranças, palcos, passarela e praticáveis, além de camarim, camarote para autoridades, quatro projetores, quatro televisores LCD de 42 polegadas, seis banheiros químicos, elaboração do cenário e decoração de toda a estrutura do palco, incluindo 50 mesas e 600 cadeiras plásticas e alimentação para cerca de 200 pessoas (o cardápio tem que ter pizza, refrigerante, sucos, água e lanches).
A licitação será aberta amanhã às 10h15. Edital aqui.
De Marco Birnfeld, no Jornal do Commercio, de Porto Alegre (RS):
Em Maringá (PR) há um novo papo preferencial nos corredores forenses: comentários, debates e opiniões sobre a iniciativa inusitada do advogado de dois autores de uma ação pelo rito ordinário, ao requererem ao juiz que “seja determinado à r. escrivania deste Juízo que, pelo santo amor de Deus e tudo quanto for sagrado nessa vida, expeça os ofícios determinados na decisão proferida em julho”.
Na linha seguinte, já em letras garrafais, o advogado peticionário repete: “julho”. E reitera: “julho!”. E insiste: “Em julho a decisão foi proferida e até agora não se efetivou, isso, apesar de vários pedidos feitos em balcão, inclusive o último em 4 de dezembro”.Instado pela original petição, o magistrado despachou e o cartório cumpriu, afinal, aquilo simples a que as partes e o profissional da Advocacia tinham direito.Continue lendo ›
Ele ganhava salário mínimo quando morou na cidade. Continue lendo ›
De acordo com a newsletter do PDT, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes (PMDB), ao visitar a 36ª edição da Expo-Umuarama, voltou a declarar apoio à candidatura do senador Osmar Dias (PDT) para o Governo do Paraná, nas eleições de 2010. “Em entrevista à imprensa, o ministro acha que este será o caminho natural dos partidos da base de apoio do presidente Lula, fato que foi acompanhado por inúmeras lideranças e recebido com entusiasmo pelo deputado pedetista Fernando Scanavaca, ex-prefeito da cidade, que na quinta-feira também participou da abertura do evento ao lado de Osmar, do atual prefeito Moacir Silva (PDT) e de outras autoridades”, informa o texto.]
Considerando que Stephanes será candidato a deputado federal pelo PMDB, o apoio antecipa uma aliança entre peemedebistas e pedetistas?

A agenda distribuída pela administração municipal aos professores da rede pública de ensina traz o mascote Ingazinho na capa.
O personagem, criado por Maurício de Sousa mediante contrato firmado com a administração Ricardo Barros, no início dos anos 90, ficou anos sumido, voltou no início do primeiro mandato de Silvio II, tornou a desaparecer e agora está aí. Digno de George Romero.
PS – Existe um episódio de desperdício de dinheiro público envolvendo o personagem que dá até desânimo de contar.
A caminhonete S-10, placa ABK-1028, da Câmara Municipal de Maringá, que teve um problema mecânico em novembro do ano passado, quando levava o vereador João Alves Correa (PMDB) para Curitiba, saiu hoje à tarde da garagem do Legislativo. Foi, finalmente, para o conserto. Neste período em que o veículo ficou parado foram economizados uns bons reais dos cofres públicos. É que a oficina que atende a frota da casa – que vence licitação (registro de preços) ali há anos – pedia entre R$ 7 mil e R$ 10 mil para fazer o reparo. A câmara fez uma cotação de preços e está conseguindo fazer o serviço por menos de R$ 1,6 mil. A diferença, gritante, gerou a abertura de um procedimento administrativo.
Conta-se que em 2008, gestão John Alves, a oficina fez mais de R$ 65 mil em serviços mecânicos para os veículos da Câmara de Maringá, no que se pode chamar de multiplicação dos consertos.
Quem passa agora à tarde defronte o Mercado Operária, na avenida Paissandu, na Vila Operária, depara-se com um grupo de pessoas jogando bingo – com direito a microfone e sistema de som, coisa quase profissional. O leitor que viu a cena revoltou-se; afinal, o sol está de estalar mamona e a cena passa uma má impressão.
Atualizado – No final de agosto do ano passado o blog divulgou que a UEM estava pronta para fabricar o Tamiflu, contra a gripe A, e que faltava “apenas” o sinal verde do Ministério da Saúde. Sete meses (quase uma gestação) depois, o Ministério da Saúde ainda não respondeu a Universidade Estadual de Maringá, que se dispôs a fabricar o medicamento contendo o princípio ativo Fosfato de Oseltamivira.
Em Maringá, apenas o Laboratório São Camilo foi autorizado a fazer exames para diagnosticar a gripe A – e não há recursos públicos para isso. O sujeito interessado em apressar o resultado da suspeita deve desembolsar R$ 150,00 – ou esperar até 15 dias por um exame feito no Lepac em Curitiba.