Donizete Oliveira

Morre um personagem de Maringá

Vendedor
Certamente, você, que mora em Maringá, já passou muitas vezes pela esquina entre a rua Joubert de Carvalho e a travessa Júlio de Mesquita Filho, ao lado da praça Raposo Tavares. Reparou que ali existia uma barraquinha? Pois é, aquele senhor vendia frutas nela desde 1972. Fluminense de Itaperuna (RJ), Juvencil Aurélio Pereira, 82 anos, chegou a Maringá em 1950. De tanto ouvir falar naquela região próspera, resolveu conhecê-la. Veio, gostou e ficou.Continue lendo ›

Na Zona 7…

Zona Velha
Texto e fotos Airton Donizete

Pernas e braços do raquítico recém-nascido estavam queimados de pontas de cigarro. A mãe não podia ficar com ele. Na Zona Velha, mulher que tivesse filho tinha de doá-lo aos três meses de vida. “Desfazia-se da criança como se desfaz de um cachorrinho”, diz Guiomar. Uma vizinha dela o adotou. Guiomar, que havia dado à luz o primeiro filho, amamentou-o por alguns meses. Sob o cuidado da mãe adotiva, o menino sobreviveu, cresceu, estudou e hoje é um profissional de sucesso em Maringá. A Zona Velha por muitos anos se localizou no Jardim Ipiranga, na Zona 7, que engloba parte das avenidas Paraná e Guaíra. As casinhas de madeiras enfileiradas se assemelhavam acaixotes de abelhas. O assoalho sustentava-se em pilares de concreto.Continue lendo ›

…a Zona Velha

Zona  Velha
Fim
Segundo Guiomar, a Zona Velha acabou na primeira gestão do prefeito João Paulino Vieira Filho (1961/1964). As mulheres se transferiram para a Vila Marumby. Duas ruas sem saídas cortam a Quintino Bocaiúva: Travessas Olívia Lina e Laélia. A reportagem não conseguiu informações sobre os nomes, mas há quem diga que elas moravam ali e teriam sido homenageadas por autoridades políticas da época.Continue lendo ›

Rigon no mestrado

A aula do mestrado em Comunicação Visual, ministrada pelo professor/doutor Miguel Contani, na UEL, nesta terça-feira, começou com Roland Barthes, passou por Michael Bakhtin, Lygia Fagundes Telles e terminou com Ângelo Rigon. Uma nota publicada no Blog do Rigon foi analisada pelos mestrandos. Com o título “Passista do Agouro“, referia-se a então deputada federal Ângela Guadanini (PT-SP), aquela que arriscou uma dancinha no Congresso pela absolvição do deputado João Magno (PT-MG). O Rigon está muito bem acompanhado quando se trata de teoria analítica.
Airton Donizete

Um boiadeiro errante em Maringá


De Donizete Oliveira, na revista Tradição:
“Com 1.800 bois/Eu saí de Rancharia/Na praça de Três Lagoas/Cheguei no morrer do dia”, diz trecho da moda Pretinho Aleijado, de Tião Carreiro e Pardinho. Era mais ou menos assim a vida de Jeferson de Oliveira, 72, boiadeiro aposentado, que mora na Vila Bosque, em Maringá. Ele nasceu em Mundo Novo, hoje Urupês SP. Desde menino tocava gado com o pai. Com 11 anos, fez sua primeira viagem. Eles levaram uma boiada de Catanduva, interior paulista, a Porecatu, no Paraná. Para ler na  íntegra, clique no PDF acima.

Vida de repórter no chiqueirinho

Segunda-feira, 4 de fevereiro, a presidenta Dilma Rousseff visitou Arapongas. Sem carro, recorri ao amigo Narciso, que trabalha na RTV de Apucarana. Combinamos a saída para chegar ao assentamento Dorcelina Folador, local da visita, por volta das 12 horas.
Quanto mais cedo, melhor. Menos congestionamento e dificuldades para pegar as credenciais. Cheguei a Apucarana às 11 horas. Mas Narciso disse que o pessoal da TV havia mudado os planos. Não poderia mais ir naquele horário.Continue lendo ›

In-su-por-tá-vel

Já comentei este assunto aqui, mas o problema continua. Está insuportável o cheiro de fezes e urina para quem passa em frente o prédio da União Maringaense dos Estudantes (Umes), na avenida Cerro Azul, centro de Maringá. Não sei a quem cabe resolver o problema. Mas lá está. Não sou contra as pessoas que lá moram. Certamente, não têm para aonde ir. Mas aquilo está uma vergonha. Vamos botar a boca no trombone. Comentem, coloquem no “Face”. Pauta para os colegas da imprensa.
Donizete Oliveira

Radialistas

Donizete Oliveira e Fiori Giglioti
Hoje, comemora-se o Dia do Radialista. Em Maringá e região há bons radialistas, que fazem da profissão uma espécie de sacerdócio. Para lembrar a data, aqui estou entrevistando o Fiori Gigliotti, um dos maiores locutores esportivos do Brasil. Cobriu 11 Copas do Mundo. A entrevista foi realizada no Clube Olímpico de Maringá, em 1998. Ele sempre vinha à cidade visitar parentes e amigos. Grande Fiori!
Donizete Oliveira

Viagem insólita

Viagem insólita

Trator esteira arrastando o ônibus virou rotina na rodovia que liga Barra do Garças a São Félix do Araguaia

Depois de percorrer mais de dois mil quilômetros de ônibus, atolar em trechos sem asfalto, chegamos a São Félix do Araguaia, cortamos o rio Araguaia de “voadeira” e desembarcamos na maior ilha fluvial do mundo

Continue lendo ›