Fará aniversário de quatro anos a um dia famosa Operação Campo Fértil, que envolveu políticos do noroeste do estado e uma rede de pessoas ligadas à Previdência Social, um golpe que teria produzido milhões em prejuízo para os cofres públicos. Até agora, pouco se sabe do andamento das investigações (que incluiram escuta telefônica|) e dos depoimentos, que começaram a ser tomados apenas no ano passado. Um grupo de 21 pessoas chegou a ficar preso, mas só bagrinho. O organograma da operação, feito pela Polícia Federal (aqui, com exclusividade) envolve o deputado federal Ricardo Barros (PP), que teria recebido R$ 400 mil para, através de uma indicação de cargo, abrir a porteira para a fraude. Também o atual prefeito de Jandaia do Sul, José Borba, aparece no levantamento da PF. No entanto, nenhum dos dois foi indiciado. No ano passado, um secretário municipal de Maringá foi citado num depoimento. A divulgação da relação de envolvidos chegou a ser proibida.
A operação antecedeu a súbita mudança de Ricardo Barros, que de oposicionista de Lula virou seu vice-líder. Há quem veja relação entre os dois episódios. O andamento-tartaruga do caso também pode explicar a candidatura do maringaense a senador, pois, se eleito, aí que a coisa não andará mesmo.