Leitura

Livro reúne contos sobre homicídios

EDILSON PEREIRA
O jornalista Edilson Pereira, que coleciona prêmios de jornalismo e dramaturgia, está lançando “Uma profissão tão antiga quanto a tua” (Editora Swedenborg), que reúne 21 contos sobre homicídios, fruto da observação dos últimos 10 anos. Edilson, que trabalha na Tribuna do Paraná, começou em jornal aos 23 anos, como repórter de O Diário do Norte do Paraná, em 1975. Conheci-o em 1977, na clássica redação comandada por Laércio Souto Maior. Ele também trabalhou na Agência Folhas, Folha de Londrina e em O Estado do Paraná. Leitura recomendada, mesmo. Aguarda-se lançamento em Maringá. Saiba mais. Foto Marcos Borges.

Trovia


Vem vindo um tempo sem bombas,
sem tanques e sem canhões.
Falcões darão vez às pombas,
e os fuzis aos violões!
A. A. de Assis

“Helena” e a história da região norte


A dica é de JC Cecílio: Será lançada hoje, na Biblioteca Pública de Londrina, a revista “Helena”, publicada pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná. Os maringaenses Laurentino Gomes, Miguel Sanches Neto, Rogério Recco, Fabiola Cordovil e Angelo Priori, além de Silvio Oricoli, Domingos Pellegrini, Nilson Monteiro, Nelson Capucho e Paulo Briguet, escrevem neste primeiro número (que sucede o zero), voltado aos que colonizaram e desenvolveram a região norte do estado.  A distribuição é gratuita e dirigida a bibliotecas e instituições culturais de todo o Brasil. Saiba mais.

Publicado o 28º livro do maringaense Luiz Alexandre Solano Rossi

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A Editora Loyola  acaba de publicar “Como despertar o melhor de si”, do professor e escritor maringaense Luiz Alexandre Solano Rossi. “Como despertar o melhor de si”, informa a editora, procura estimular cada pessoa a explorar o que de melhor existe nela mesma. “Talvez este seja um dos temas mais importantes que temos para pensar e repensar diariamente, pois constantemente, vemo-nos como pessoas sem importância, destituídas de valor e incapazes. Precisamos soprar em nosso interior aquelas pequenas brasas que ali estão, a fim de recuperar o calor, o fogo, a paixão pela vida e nos ver como homens e mulheres que tem potencial para fazer muito mais do que aquilo vínhamos fazendo até hoje. Creia firmemente que em você existe tudo quanto é necessário para viver uma vida feliz, realizada e de sucesso; uma vida que fará com que você consiga enxergar não apenas o presente, mas também o futuro e de vislumbrar-se nesse futuro como protagonista de sua própria vida. Um livro que ajuda a nos reinventarmos”. Este é 28º livro de Luiz Alexandre.

Revista virtual de poesia

A revista virtual Paraná Poético, idealizada pelo maringaense José Feldman, circula com seu primeiro número. Entre os trabalhos selecionados estão os de Euclides Bandeira, Nei Garcez, Lairton Trovão de Andrade e A. A. de Assis.

Lembranças de Água Boa

Do escritor Laurentino Gomes, autor dos livros 1808 e 1822 e detentor de um Prêmio Jabuti, em artigopobtido pela professora Ana Cristina Versari e publicado por Leandro Ricardi em seu blog:
Nasci em Maringá, na casa do meu avô paterno, mas passei toda a infância em Água Boa. Vida simples, distante de tudo, pautava pelo trabalho árduo na roça e pelas missas, terços e procissões aos domingos e Dias Santos. As notícias chegavam pelo rádio à pilha na voz de Heron Domingues, o Repórter Esso, minutos antes de começar A Voz do Brasil. Leia na íntegra.

Trova

Quem dera, um dia, as fronteiras
fossem elos nos unindo,
e houvesse, em vez de barreiras,
somente a placa: – Bem-vindo!
A. A. de Assis

Mais um maringaense leva o Jabuti

O romance “Nihonjin”, do maringaense Oscar Nakasato, venceu o Prêmio Jabuti, ontem à noite. A escolha foi considerada uma reviravolta, decidida por um dos três jurados da Câmara Brasileira do Livro. “Nota zero de jurado define ganhadores de melhor romance, e os livros dos jornalistas do Globo Mauro Ventura e Miriam Leitão foram premiados na categoria reportagem”, informa o blog “Prosa” de O Globo. “O “jurado C” — segundo o regulamento do Jabuti, a composição do júri só é divulgada após o prêmio ser entregue — optou por dar notas entre zero e 1,5 a cinco dos dez finalistas. Esses votos definiram o resultado final, surpreendendo o público presente na apuração, realizada ontem na sede da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em São Paulo” (leia mais). Este é o segundo Jabuti para autor nascido em Maringá; Laurentino Gomes, de “1808”, levou o dele em 2008.

Padre Reginaldo Manzotti em Maringá

Padre em Maringá
Na próxima sexta-feira, a partir das 17h, padre Reginaldo Manzotti estará em Maringá fazendo lançamento do seu último livro, “Feridas da Alma”, com sessão de autógrafos na Livrarias Curitiba do Shopping Catuaí. A obra aborda os problemas emocionais inerentes ao ser humano, como angústias, medos e aflições, e aponta as saídas por meio de passagens e ensinamentos bíblicos. Com um pouco mais de uma semana de lançamento, “Feridas da Alma” já entrou na lista dos 20 mais vendidos no ranking da revista Veja e figura no 11° lugar.

Para o meu professor, de coração

As Edições Paulinas publicaram o novo livro do professor e esccritor maringaense Luiz Alexandre Solano Rossi. Trata-se de um livro-presente que traz mensagens poéticas para os professores, “que exercem o dom do ensinar e partilham o seu saber na mais pura demonstração de amor por sua vocação e de esperança na humanidade, como sugestão para o Dia do Professor e para outras datas especiais, como aniversários ou formaturas. Intercalados às mensagens há textos bíblicos que enriquecem a obra e apresentam um conteúdo evangelizador, evidenciando a importância da educação e da transmissão do saber para a transformação da sociedade.”

Lançamento de livro


O advogado Ulisses Maia, que pertence à Academia de Letras de Maringá, esteve ontem no lançamento da nova obra da pedagoga Angela Ramalho, o livro “De abraços & cheiros”, em Maringá. Lançada na Bienal do Livro deste ano, a obra reúne crônicas.

De abraços & cheiros


A pedagoga Angela Ramalho lança na próxima sexta-feira, a partir das 18h30, na Livraria Espaço Maringá Park, o livro “De abraços & cheiros”. São crônicas bem humoradas que se lêem com prazer, diz o convite. “A crônica tem suas leis, não deve ser muito profunda, ou prolixa, porque corre o perigo de resvalar para o ensaio, ou não encontrar leitores, se superficial demais não desperta interesse ou confunde-se com nota social vazia, gratuita. Tem que dizer muito com poucas palavras. Sobretudo, não pode pesar”. A obra, que foi lançado na Bienal do Livro deste ano, é da Scortecci Editora e Rebra e tem 78 páginas (R$ 25,00).

Um poema em cada árvore

Amanhã, Dia da Árvore, acontecerá uma mobilização nacional diferente. Em 83 cidades brasileiras uma edição simultânea do Um poema em cada árvore, iniciativa que utiliza as árvores como forma de incentivar a leitura. Em Maringá, a ação será realizada na praça Napoleão Moreira da Silva, a partir das 8h30 até o fim da tarde, sob a organização do professor e poeta Marco Hruschka. Saiba mais.
PS – Árvore já foi mais importante para Maringá. Eu me recordo que havia um desfile específico, no centro da cidade, nesta data.

Asa Branca

Asa Branca, livre
das amarras, dos pesos, dos sacrifícios,
da insanidade humana,
não sofre mais.
A caridade adiantou sua morte
para que a liberdade viesse logo.
Chegou ainda a ver o menino que gostava dele.
Em quais prados corre agora o Asa Branca?

A imaginação pode tudo.
(De Anônimo)

O grande milagre

O grande milagre
A vida de Jorge Roberto Pacífico está neste livro, que ficou pronto recentemente. Retrata os 42 anos em cadeiras de rodas. Jorge é de Paranavaí, tem três filhos, e foi considerado o maior doador de sangue de Maringá alguns anos atrás. A se lamentar a falta de revisão e edição do livro, que, no mais, traz uma história de vida exemplar.

A. A. de Assis em duas coletâneas

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“Então, é isso?” é o título da coletânea de contos que dez autores estão lançando. Os 50 contos formam um painel variado do conto paranaense. “São bons escritores, bons contistas, dominam a arte e a técnica do conto. Cabe aos leitores responderem se eles farão sucesso em suas carreiras”, diz o editor José Marins, organizador da coletânea. Na apresentação, Rodrigo Araujo afirma: “São dez escritores diferentes, todos construindo narrativas muito distantes umas das outras. O mesmo autor pode escrever narrativas totalmente distintas, ou também revelar uma coesão poética extrema, se limitando a explorá-la em várias perspectivas.”
O maringaense A. A. de Assis, professor universitário e mestre trovador, explora narrativas bem humoradas de conteúdo interiorano, revelando uma familiaridade entre as pessoas há muito esquecida. Além dele, aparecem no livro Consolação Soranço Buzelin, Fabiano Wunder, Fernando Buzzá Machado, Joana Rolim, José Marins, Lila Tecla, Lygia Lopes dos Santos, Regina Bostulim e Susan Blum. Assis também integra a coletânea de haicas organizadas pelo mesmo editor em “A lâmpada e as estrelas”, lançada no final de agosto em Curitiba, uma homenagem ao centenário de nascimento da poeta Helena Kolody. São 200 haicas de A. A. de Assis, Alvaro Posselt, José Marins, Marilda Confortin, Rosalva Freitas Brüsch, Rosângela Jacinto, Sandra Benato, Sérgio Francisco Pichorim, Suzana Lyra Strapasson e Vanice Ferreira.

Tudo a ganhar

De Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo:
A autobiografia “Nada a Perder”, do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, vendeu 18 mil cópias nas seis primeiras sessões de autógrafos. Aguardado por fiéis, o bispo não compareceu a nenhum dos eventos. Está sempre representado por outros bispos e por Douglas Tavolaro, vice-presidente de jornalismo da Record e coautor do livro.

Messianismo e modernidade

Messianismo e Modernidade
Já se encontra nas livrarias “Messianismo e Modernidade”, livro do professor e escritor maringaense Luiz Alexandre Solano Rossi. O livro, que se encontrava esgotado, é agora publicado pela Fonte Editorial. Um livro atual e teologicamente provocativo: “Se Deus é realmente justo e nos ama, por que permite tanto sofrimento de inocentes? Por que os pobres sofrem tanto? Por que ele não envia o seu Messias para fazer cumprir sua vontade na terra? A partir da experiência dos discípulos de Jesus, o autor propõe uma visão do messianismo a partir das vítimas.Continue lendo ›

Na Bienal do Livro

Bienal
Na Bienal do Brasil, em São Paulo, a escritora Railda Masson Cardozo, de Maringá, esteve com Maurício de Sousa, que recebeu “Cartas de Evita que Peron não leu”, e com Ziraldo, que ganhou “Poesias Encantadas II” de presente de aniversário de seus 80 anos.
Bienal

Bienal da diversidade


Na Bienal do Livro em São Paulo diversidade é palavra de ordem. Tem livros para todos os gostos. Nas fotos acima, standers da cultura islâmica; da Turma da Mônica; do cordel, representado pelo cordelista Abdias Campos; Ziraldo autografando; e padre Marcelo Rossi, que não autografa mais, usa um carimbo para poupar a mão. Reportagem de Donizete Oliveira na próxima edição da Revista Tradição.

Menção honrosa

Railda
A poeta maringaense Railda Masson recebeu ontem menção honrosa da Editora Scortecci. Ela teve poemas publicados numa antologia poética lançada na Bienal do Livro no Anhembi, em São Paulo. Recebeu a homenagem de Luciano, um dos coordenadores do evento. Mais detalhes na próxima edição da Revista Tradição. O repórter Donizete Oliveira cobre a Bienal. Angela Ramalho, também de Maringá, será outra escritora homenageada no evento.

Na Bienal do Livro

Bienal
O jornalista Donizete Oliveira (foto) está na Bienal do Livro, no Anhembi, em São Paulo. Ele cobre o evento para a Revista Tradição. Railda Masson e Angela Ramalho, escritoras de Maringá, participam oficialmente do evento. Neste momento, Railda participa de lançamento de uma antologia poética na editora Scortecci. Ela tem dois poemas publicados na obra.

Trova

Chega ao final sem razão
na vida, esta estrada imensa,
quem planeja a imensidão
com a pequenez do que pensa.
Messias da Rocha

Au! Au!

Bululu, o cão escritor
Como escreveu o Quaresma, do “Bululu o cão escritor e o Fundo Vira-Lata de Garopaba” tem de ser leitura obrigatória para os alunos de todas as idades. O livro, lançado no primeiro semestre deste ano pela Bernúncia Editora, é de Paulo Ricardo Vargas Pinto, o curitibano que cresceu em Maringá, viveu em São Paulo e no Rio e desde 1996, atraído pela baleia franca, está em Garopaba (SC). Ele fundou, em 2002, a primeira ONG daquela cidade voltada à proteção animal, assunto do livro, que é uma delícia de ler. Repetindo Quaresma, deveria ser leitura obrigatória também para quem comete crimes contra animais. Hoje assinando Paulo Botafogo, Paulo Ricardo é reconhecido fotógrafo, tendo trabalhado principalmente na área de música (é autor de várias capas de discos muito conhecidos), e desempenha uma missão muito bonita na defesa da natureza e dos animais. Para seus fãs, como eu, recomendo ler seus escritos no site Fala Garopaba.

Cezar Lima escreve um livro

Cezar Lima informa que está escrevendo um livro que trará detalhes do atentado que sofreu em Marialva. Manda inclusive a ideia para a capa: “Atentado político – 13 Dezembro 1997: O “Homi” que mandou; Julho 2012: O “Homi” foi dientificado – Cezar Lima – sobrevivente”.
Adianta que alguns dos capítulos serão: O incêndio; Dias atrozes; A caneta; Os Incendiadores; Simeão; O “Homi”; Seu Leopoldino; Doutor Jacovós; Por que fui incendiado; Ações da Imprensa; Condenação; Júri popular; O veredicto; Foguetada
O “Homi” é identificado; Reabertura do caso; Consequências do crime; Seu Milton.

“Flores do Coração”

convite
A escritora maringaense Vera Margutti lança no próximo dia 28 seu primeiro livro de poesias/poemas, na Livraria Espaço Maringá (terceiro piso do Shopping Maringá Park). Toda a renda desta primeira edição será doada para a Pastoral da Pessoa Idosa da Arquidiocese de Maringá. Clique no convite para ampliar.

Livro de Robles será lançado em agosto

Será lançado na segunda quinzena de agosto o livro “Celeiro Desprovido”, coletânea com 117 crônicas e artigos da lavra do monsenhor Orivaldo Robles. A publicação trará textos escritos desde 1995, publicados em dois boletins mensais da igreja (Santa Menina e Maringá Missão). A edição será do Colégio Nobel (o diretor Carlos Anselmo foi quem convenceu Robles a fazer o livro).

Trova

O garotão tira um sarro
do guarda e ainda diz, airoso:
– Quem ocupa a vaga é o carro…
e o meu, como vês, é idoso!
Osvaldo Reis

Trova

Borboleta multicor.
tu me lembras, ao passar,
um bilhetinho de amor
dobrado em dois, a voar…
J. G. de Araújo Jorge

Três poemas

Desejo
Só o desejo não passa
e só deseja o que passa
e passo meu tempo inteiro
enfrentando um só problema:
ao menos no meu poema
agarrar o passageiro.

Valeu
Vida, valeu.
Não te repetirei jamais.

Aparências
Não sou mais tolo não mais me queixo:
enganassem-me mais desenganassem-me mais
mais rápidas mais vorazes e arrebatadoras
mais volúveis mais voláteis
mais aparecessem para mim e desaparecessem
mais velassem mais desvelassem mais revelassem mais revelassem
mais
eu viveria tantas mortes
morreria tantas vidas
jamais me queixaria
jamais.
(De Antonio Cicero, hoje na Folha de S.Paulo)