Memória

Um registro histórico

Este filme, produzido em película 16mm por Bohdan Hladü, produtor cinematográfico da Camera 35 e da Fama Filmes, registra a inauguração da Rodovia do Café (Paranaguá-Apucarana), entregue ao tráfego em 1964, com as presenças do presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, do governador Ney Braga, ministros, senadores e deputados, entre outras autoridades (o engenheiro Saul Raiz, que foi candidato ao governo do estado tendo o maringaense João Paulino na vice, em 82, aparece várias vezes). Maringá, que tinha menos de 20 anos, é apresentada como o “colosso do norte”, a “gloria da epopeia paranaense”, cidade abastada, movida pela economia cafeeira. Uma das imagens mostra a Estação Rodoviária Municipal, construção arquitetonicamente impar no estado, e que foi colocada abaixo pelos fratelli. O vídeo foi digitalizado e postado no YouTube em 2008 por Celso Lück Junior.

O legado de José Cláudio

Texto publicado no informativo do Partido dos Trabalhadores de Maringá deste mês:
Quando se encerrou o segundo turno das eleições municipais de 2000, José Cláudio Pereira Neto obteve 107.320 votos, 70% do total, tornando-se o novo prefeito de Maringá. A cidade vivia, então, a maior crise política e administrativa de sua história, o que conferia ao prefeito eleito um grande desafio. José Cláudio não perdeu tempo lamentando a herança. Pelo contrário, em seu discurso de posse, afirmou que não estava assumindo o governo como síndico de uma massa falida, pois confiava na força da cidade e no labor de seu povo.Continue lendo ›

A história da construção da sede da Umes

A propósito da oposição do prédio histórico da Umes, vale a pena recordar trecho que está na página 196 do livro “A Igreja que Brotou da Mata”, do padre Orivaldo Robles, publicado em março de 2007. O texto foi elaborado a partir do depoimento de Carlos Alberto Borges (1938-2010), em 13 de setembro de 2006. Confira:

cabNão existindo curso superior na cidade, Carlos Alberto Borges (foto), presidente do grêmio estudantil da escola técnica de comércio (que pertencia à diocese e funcionava no prédio do Colégio Marista), representava os estudantes do nível mais “adiantado” de Maringá. Decidido a dar à população estudantil maior consciência de classe e poder de representação, convocou todos os colégios para a assembléia de fundação da Umes. Apesar da euforia pelo primeiro título de campeão mundial de futebol, conquistado pelo Brasil ao meio-dia, [1] o antigo Cine Maringá, na avenida Getúlio Vargas, recebeu, na tarde daquele 29 de junho de 1958, uma multidão de estudantes. A ata de fundação da entidade estudantil de Maringá conserva, entre outras, a assinatura de dom Jaime Luiz Coelho, bispo diocesano, que também apoiou o anseio de uma sede para a nova entidade. Continue lendo ›

A história da sede da Umes

Placa Umes 59
De JC Cecílio, no blog MPB:
Enquanto hoje (2013) se trava uma “guerra” para a recuperação do prédio da Umes, União Maringaense dos Estudantes Secundários, aproveitamos para trazer sua origem e projeto, símbolo dos alunos maringaenses desde a década de 1950. Início de 1959. Uma grande corrente formada pela diretoria da entidade estudantil, a doação do terreno pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná  por intermédio do dr. Herman Moraes de Barros foi viabilizada a tão querida sede própria da casa estudantil. Leia mais.

Professores do Gastão Vidigal em 1958

Professores Gastao 1958
Do baú do professor Geraldo Altoé, uma foto encontrada por Kaltoé mostra professores do Colégio Estadual Gastão Vidigal em 1958. O colégio faz 60 anos este ano. Ele reconheceu Giampero Monacci (de terno, à dir.), Ary de Lima (ao lado de Giampero), além do próprio Geraldo (ao lado do mastro). Eu acredito que a mulher à direita é Nadir Alegretti. Leitores podem ajudar a reconhecer os demais. Aqui, em melhor resolução.

Baú do blog

Panfleto PFL
O diretório do PFL, quando o partido em Maringá era comandado por Ricardo Barros, distribuiu este panfleto chamando de marajás vários secretários de Said Ferreira (PMDB), prefeito que então cumpria o segundo mandato. Hoje, muitos dos pretensos marajás integram o grupo político do capo. Aqui, em melhor resolução.

Os bandidos mais famosos da região

Carne Seca e Diabo Loiro
Desta vez, JC Cecílio resgatou em seu blog a história dos mais perigosos bandidos da região de Maringá, que nos anos 50, horrorizavam várias cidades, como  Mandaguaçu, Jussara, Apucarana, Arapongas, Campo Mourão e Astorga. Entre eles os dois acima, Luiz Fernandes, vulgo “Carne Seca”, foragido de penitenciária do litoral paulista, e Geraldo Fonseca de Souza, o famoso “Diabo Loiro”. O blog fez um resumo do texto original, de João A. Corrêa Junior, o Zitão, publicado na revista “A Estampa do Norte do Paraná”, editada por Ivens Lagoano Pacheco. Aqui.

Foto antiga

Pimenta e dom Jaime
Da coluna de Verdelírio Barbosa no Jornal do Povo deste sábado:
Duas figuras inteligentes, polêmicas, de personalidade fortes, ambos falecidos, que em alguns momentos estiveram juntos e em outros tiveram sérias discussões, quando militaram na extinta Folha do Norte. Antonio Messias Pimenta foi um dos principais vendedores daquele jornal que tinha dom Jaime Luiz Coelho como diretor.

Baú do blog

Renato Bernardi, Frank Silva, Verdelirio e Bifon
O deputado Renato Bernardi e Franklin Vieira da Silva comemoram aniversário, observados por Verdelirio Barbosa e Julio Bifon. A foto estána coluna Viva Maringá, assinada por Eliel Diniz, no Correio da Cidade de 18-24 de abril de 1985.

A primeira entrevista

Lindolfo Silva e dom Jaime
Em março de 1957, na chegada de dom Jaime a Maringá, ele dá entrevista ao radialista Lindolfo Silva, que aparece ao lado de Ivens Lagoano Pacheco, d´O Jornal. Lindolfo Silva, aposentado há alguns anos, trocou o rádio pela TV, foi diretor da TV Cultura (Globo) em Maringá e responsável, como diretor de Expansão, pela montagem da Rede Paranaense de Televisão.

Baú do blog

Padre Orivaldo
Padre Orivaldo Robles em reportagem publicada no Correio da Cidade (projeto meu e de Lourivaldo Cesário, e posteriormente entregue a Carlos Alberto de Paula) em abril de 1985.

Baú do blog

JP e Heleno Nunes
A fotofofoca registra o ex-prefeito João Paulino Vieira Filho recebendo o almirante Heleno Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Desportos (hoje, CBF), no Estádio Willie Davids, para garantir o Grêmio Maringá no Campeonato Nacional. Na foto ainda aparecem Valdir Pinheiro e Cesar Galli.

Dom Jaime e o Corcelzinho 75


Em agosto de 2005 publiquei uma reportagem sobre o famoso Corcelzinho de dom Jaime, na seção “Meu carro”. Foi durante a entrevista à revista Página 9 que ele verificou que sua CNH havia vencido. As fotos estão aqui. Apesar das diferenças que tivemos ao longo dos anos, meu respeito pelo arcebispo é muito grande; a última vez que estive com ele foi para informá-lo de que havia obtido no INPI o registro do título Folha do Norte do Paraná, jornal que ele fundou e marcou época.

Missa de posse da diocese

missa
Dom Jaime em missa campal de posse da diocese de Maringá. Ao fundo, multidao, Grande Hotel (novinho). Prefeito João Paulino Vieira Filho e dona Branca na primeira fila. Veja mais no blog MPB.

Parte da história do cinema maringaense


A propósito da morte de Valter Del Grossi, que foi dono do Cine Horizonte, na Vila Operária, em Maringá, JC Cecílio lembra esta reportagem do jornalista Donizete Oliveira, em O Diário, publicada em 2005. O pai de Valter, Antonio, foi o fundador do cinema, em 1949, quando a cidade tinha 2 anos.

Uma homenagem a Bautista Vidal

BautistaO senador Roberto Requião (PMDB) fez ontem uma homenagem ao físico Bautista Vidal, ex-professor da Universidade de Brasília, falecido domingo, aos 78 anos de idade. O pesquisador foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento do Programa Nacional do Álcool, em meados dos anos 70. “Um homem que qualquer nação do mundo, qualquer universidade ou centro de pesquisas orgulhar-se-ia de tê-lo como seu filho, professor e cientista.
Bautista (foto) é autor do prefácio de “Brasil 500 Anos – Um País em Agonia”, livro de Said Ferreira, lançado em 200. O professor veio a Maringá pela primeira vez para proferir palestra a convite do ex-prefeito e ex-deputado federal, naquela época em que Maringá tinha político preocupado com algo mais que criar cargos para atender interesses politiqueiros. Até o PMDB de então não era um balcão de negócios e tinha figuras expressivas. Sua última vinda à cidade foi em setembro de 2005,  no Nupelia (UEM), para falar de biocombustíveis.

Estampando a loteria

Loteria Federal - 1978
Houve um tempo em que o futebol existiu de verdade em Maringá. Em 1978, em pouco mais de uma semana, o time o estádio da cidade estamparam dois concursos da Loteria Federal, conforme registra o blog de JC Cecílio.

Santinhos históricos

neo martins
JC Cecílio reuniu em seu blog alguns santinhos históricos de campanha política da década de 1950. Além de Néo Martins, há os de Mário Clapier Urbinati e Moisés Lupion. Aqui.

Arquivo político

Gratuitade
Vinte e cinco anos atrás, o então governador Álvaro Dias assina a lei que garantiu a gratuidade no ensino público superior paranaense. Ao seu lado, de mãos cruzadas e olhando para baixo, não está Vandré Fernando, e sim seu pai, o ex-deputado estadual Nilton Barbosa. Leite Chaves, Maurício Fruet, Djalma de Almeida Cesar e Renato Johnsson também aparecem na foto.
PS – A postagem foi replicada no blog de Álvaro Dias.

Arquivo eleitoral

Comício em 1982
Campanha eleitoral de 1982, o empresário Ramires Pozza discursa no palanque ao lado de Saul Raiz (candidato a governador, encoberto), João Paulino Vieira Filho (vice), Sidney Meneghetti, Ney Braga (governador), Antonio Facci e José Hiran Sallée.

Chapelin em Maringá

Sergio Chapelin
Sergio Chapelin já esteve ligado a agências de publicidade de Maringá. A foto, do arquivo de José Sanches Filho, mostra o famoso apresentador tendo atrás Victor Hugo Marmelo dos Passos quando de uma de suas visitas à nossa cidade.
Edmundo Albuquerque

Maringá by John dos Passos

Livro-Brasil-em-Movimento
Do MPB, de JC Cecílio:
Com seu caderninho de anotações e óculos de aros de aço, o escritor e jornalista John dos Passos (1896-1970), autor de alguns dos maiores clássicos da literatura americana, como Manhattan Transfer e a Trilogia USA, fez sua primeira viagem pelo Brasil em 1948 a serviço da revista Life. Depois mais duas visitas, em 1958 e 1962. Completou o livro O Brasil em Movimento em 1963. No capítulo 4, há cinco páginas onde, sob o olhar de um estrangeiro, registra suas impressões de Maringá enquanto sobrevoa a região: “Vistas do ar, as plantações pareciam um tabuleiro de xadrez vermelho montado de maneira equilibrada com verdes pinheiros. Há muita terra vermelha no Brasil, mas essa terra de Maringá era mais vermelha que o vermelho. ” Leia mais.

Lei Rouanet: Museu da Família é aprovado

imv
A segunda etapa do projeto Museu da Família, do Instituto Memória e Vida, foi aprovado na última quinta-feira pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura, responsável pela análise das iniciativas inscritas na Lei Rouanet. A partir de agora, o IMV está autorizado a captar R$ 8.215.546,00 para viabilizar a digitalização de 10 milhões de documentos de mais de 100 mil famílias moradoras dos municípios do norte e noroeste paranaense, apresentado como o projeto de preservação da memória social de que se tem notícia no Paraná.Continue lendo ›

Em 12 de março de 1971

Assinatura de contrato entre a C.M.N.P e CONDEPEem Mgá 12-03-1971-redux
Quarenta e dois anos atrás, na assinatura de contrato entre a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná e a Condepe, em Maringá. Hermann Moraes Barros discursa. Destaque para o ânimo do então bispo dom Jaime Luiz Coelho, ao lado do prefeito da época, Adriano Valente. Verdelírio Barbosa, de barba, e Ferrari Junior aparecem entre os repórteres que cobrem a cerimônia (estou pra dizer que o outro é Ilídio Coelho Sobrinho). Aqui, outra foto do mesmo evento, só que de outro ângulo e p&B. Acervo Museu da Bacia do Paraná, resgatada por JC Cecílio.

Fragmentos de obras de Recco serão expostos

Memórias Maringá
Depois de publicar mais de dez livros dedicados a resgatar e preservar a história de Maringá, o jornalista Rogério Recco abre sua primeira exposição na próxima segunda-feira no Museu Cesumar, às 20h. Intitulada “Memória Maringá – Fragmentos da história da cidade extraídos das obras do jornalista Rogério Recco”, o acervo é composto por imagens e textos que contam acontecimentos importantes da cidade. Recco faz parte da Academia de Letras de Maringá.Continue lendo ›

Outros tempos

13marco2
Do blog de Ely Rodrigues:
Até 1969, assim ficava a estrada Campo Mourão a Maringá quando chovia. Carros e caminhões atolados e horas para chegar ao destino. Em 1968, o então governo de Paulo Pimentel iniciou o asfaltamento (por Maringá) com destino a Campo Mourão. A obra durou cerca de 1 ano e 8 meses. Pergunta: por que a duplicação dura 15 anos, mesmo com toda a modernidade dos dias atuais? O mesmo governo Pimentel asfaltou Maringá a Umuarama, entre outras e instalou as universidades de Maringá, Londrina e Ponta Grossa. Hoje fazem solenidade para entregar viaturas.