
Está no Twitter de Edmundo Pacheco, já há alguns dias, sobre sua saída da TV UEM, que ele qualificou de “projeto furado”. A propósito, um leitor explica que o ex-reitor Décio Sperandio, atualmente ocupando cargo de confiança no governo Beto richa, fez uma, digamos, manobra para criar a TV UEM, que era promessa de campanha. Como não tinha verba, o reitor delegou a incumbência à assessoria, que, sem ter como contratar, montou um edital (n° 043/2010-DMP) como se fosse uma licitação e “contratou” alguns jornalistas. No papel, porém, ninguém aparece como jornalista. “Foram colocados cargos fictícios e montado como se fosse pagar por hora. O pessoal aceitou porque a grana era boa, os salários oferecidos, pra atrair o pessoal, giravam acima dos 3 mil. Foram contratados uns 9 ou 10 profissionais, a TV foi montada, colocaram uns programas na internet, porque a UEM não tem concessão, e conseguiram enganar a torcida até o fim da gestão do Décio”, conta o leitor. Depois que o novo reitor assumiu, ele se recusou a manter a situação – que só gasta dinheiro público – e determinou o fim da “emissora”, só que os contratados não foram dispensados e não houve pagamento de direitos. Em março, mesmo contra a disposição do atual reitor, a TV UEM foi reaberta, pagando-se novamente por hora (sexta-feira venceu o primeiro mês). Os funcionários estariam numa sinuca e alguns deles gostariam da intervenção do sindicato da categoria. Na última quinta-feira, Marialva Taques, responsável pela TV UEM, garantiu que o pagamento dos salários está em dia.