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Tem maringaense por trás da arapongagem contra Alexandre Kireeff

Alexandre kireeffOntem no Facebook o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), contou que foi vítima de arapongagem, além de ter sua casa invadida durante suas férias (levaram um cofre de 140 quilos). Quem lhe contou foi um detetive particular que foi chamado para lhe investigar. “Sinceramente, não consigo desvincular esses dois fatos: a investigação (arapongagem) encomendada e a invasão de minha residência. O fato de priorizarem um cofre (ele desapareceu) em detrimento de tudo o mais, me faz imaginar que alguém esperava encontrar dentro dele o que os mandantes guardariam em seus próprios cofres. Enfim, ser um prefeito independente, honesto e comprometido com a sociedade e não com interesses políticos e econômicos obscuros gera esse tipo de enfrentamento”, escreveu. Adivinha de qual cidade são os contratantes? Isso, Maringá. O fato foi revelado por Claudio Osti em seu blog e a polícia já tem o nome do outro detetive contratado, em Apucarana, e envolveria “nomes conhecidos da política do Paraná”.

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A tradição de Maringá

No início dos anos 2000, só para lembrar, um detetive maringaense foi contratado para investigar algumas pessoas da cidade, a maioria políticos, a mando de um chefão local. Na época existia a Promotoria de Investigação Criminal, que enviou promotores a Maringá para acompanhar o caso. Como o mandante era muito poderoso, nem a investigação do MP evoluiu. Foram grampeados a mando do capo em questão o então promotor José Aparecido da Cruz, o deputado federal Odílio Balbinotti, o então chefe de Gabinete do governo José Cláudio, Reginaldo Benedito Dias, o então opositor Umberto de Araújo Crispim, eterno presidente do PMDB, e este modesto jornalista.