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Bolsonaro quis demitir Moro


As revelações da jornalista Thaís Oyama em seu livro ‘Tormenta – O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos’ balançaram Brasília nesta segunda-feira.
Ela conta que o maringaense Sergio Moro não foi demitido do cargo de ministro da Justiça e da Segurança Pública por causa do general Augusto Heleno. Bolsonaro, irritado com crítica feita por Moro contra seu novo amigo de infância, ministro Dias Toffoli, iria exonerar o ex-juiz federal. “Se demitir o Moro, o seu governo acaba'”, disse Heleno.
Outra revelação: o presiente da República continuou mantendo articulações com seu ex-assessor e amigo Fabrício Queiroz, inclusive orientado-o a não comparecer ao MP.
Moro não quis comentar a quase demissão em 2019. Deve, por razões político-eleitorais, continuar subserviente ao ex-deputado federal do baixo claro.
Thaís Oyama participa agora do Três em Um, da Jovem Pan.
(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Bolsonaro: ‘Mentir engorda’. Hummm… E quanto ao Flávio?


Por Josias de Souza:
Jair Bolsonaro lembra um cano furado. Assim como o cano furado esbanja água num esguicho perdulário, Bolsonaro esbanja ofensa. Ainda não se deu conta de que as ofensas têm alcance extremamente longo. Um dia acabam alcançando seus autores ou pessoas do seu convívio.
No penúltimo jorro, transmitido online, o capitão associou a gordura humana à mentira. Fez isso para ofender a deputada e ex-amiga Joice Hasseumann. Mas acabou fornecendo material para que o primogênito Flávio Bolsonaro, investigado por peculato e lavagem de dinheiro, seja frito na própria gordura.
Bolsonaro irritou-se com Joice e também com o deputado Kim Kataguiri. Os dois haviam criticado o capitão por ter empurrado para dentro do Orçamento de 2020 um fundão de R$ 2 bilhões para financiar as eleições para prefeito e vereador. Leia mais.
Liturgia do cargo


A expressão foi criada pelo ex presidente José Sarney, salvo engano, e significa a postura que um presidente da República, por exemplo, deve ter, considerando a importância do cargo que exerce.
Ontem assistindo o Pingos nos Is, vimos um trecho de mais uma das tradicionais lives de Bolsonaro e mais um vez a liturgia do cargo foi mandada às favas. Falar dos deputados, ainda que sem citá-los diretamente, como Joice e Kim Kataguri, com a fofucha e o com cara de japonês, falar que mentir engorda, ou falta de vergonha na cara, algo assim, convenhamos que não fica bem, muito pelo contrário, para um presidente.
Repito, penso que e torço para o governo Bolsonaro dê certo. Tenho convicção que é infinitamente melhor do que seria um eventual governo de Hadadd, mas isso não nos impede de observar a verdade e a verdade é que Bolsonaro não tem postura de presidente, longe disso. Oremos para ‘São Guedes’ e outros santos menos cotados para que segurem o rojão. De são Moro, só um milagre muito grande para que possa fazer algo melhor no combate à corrupção. Oremos para que a expressão “Deus acima de tudo”, de tanto falada por Bolsonaro, prevaleça e a Mão Divina aja, até contrariando a lei do livre arbítrio dado a todos nós.
Akino Maringá, colaborador
Charge
A nova política
Bolsonaro é incapaz de oferecer exemplo de ética

Por Josias de Souza:
De um bom presidente espera-se que aproveite o cargo privilegiado que ocupa para irradiar bons exemplos ao país. No campo da ética, Jair Bolsonaro ainda não foi capaz de de inspirar bons exemplos. Mas o presidente tornou-se um fabuloso aviso. No final de semana, pronunciou mais uma frase que soa como aviso macabro. Referindo-se às investigações abertas contra os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro, declarou que, se tivesse poder, “teria anulado, cancelado” os processos.
Numa República, como se sabe, todos são iguais perante a lei. Diz o latim: Dura lex, sed lex —a lei é dura, mas é lei. Bolsonaro preferiria “dura lex, sed látex —a lei é dura, mas estica sempre que for necessário livrar os filhos de encrencas. O cinismo de Bolsonaro explica a desfaçatez com que ele esvaziou o Coaf, o descaramento com que ameaçou intervir na PF e na Receita e a tranquilidade com que atropelou Sergio Moro na sanção do juiz de garantias. Leia mais.
O movimento dividido


Há tempos o Movimento Brasil Livre não é mais o mesmo.
Agora, sua principal liderança, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), em entrevista à Folha de S. Paulo, disse que o presidente Bolsonaro cometeu estelionato eleitoral por não avançar em privatizações e combate à corrupção. Para ele, o presidente da República usa o Estado para proteger o filho Flávio de investigações.
Vai na contramão do MBL maringaense, que elegeu Homero Marchese vereador e deputado estadual. Depois de criticar o presidente durante a campanha eleitoral, o parlamentar iniciou um processo de aproximação de Bolsonaro, e já tem a promessa de ter o comando do futuro partido político do clã na cidade.
Ambos – Kataguiri e Marchese -, por motivos diferentes, têm sido chamados de traidores por alas partidárias ligadas ao MBL.
Charge
O céu não é o limite


Já que o juiz não proibiu o dono da Havan de veicular faixa contra o ex-presidente Lula, fica liberado todo o tipo de questionamento – ou de ofensa – nos céus do Brasil.
Charge
Pacote anticrime é sancionado com vetos


O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto lei conhecido como pacote anticrime. O despacho foi publicado na noite de ontem (24), em edição extra do Diário Oficial da União. Houve 25 vetos à matéria aprovada pelo Congresso.
O pacote reúne parte da proposta apresentada no início deste ano pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e trechos do texto elaborado pela comissão de juristas coordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
Entre os pontos que foram vetados estão o aumento de pena para condenados por crimes contra a honra cometidos pela internet, o aumento de pena para homicídios cometidos com arma de fogo de uso restrito, que poderia envolver agentes da segurança pública.
Foi mantido o texto principal sobre o chamado juiz de garantia. Com a medida, aprovada pelo Congresso, o magistrado que cuida do processo criminal não serâ responsável pela sentença do caso.
Todos os vetos foram justificados em mensagem encaminhada ao Senado. As razões também foram publicadas no Diário Oficial. (EBC)
(Foto: Wilson Dias/EBC)
Vapt-vupt
‘A foto do ano’


Para o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP), esta é a foto do ano.
Para ele, a foto diz muito sobre “esse Governo nojento. Edir Macedo, maior devedor de impostos no Brasil, Joice atrás com RR Soares q perde p Edir, Bolsonaro deixa a esposa para trás, Carlucho e Silvio Santos a frente (ataque a Globo) e Iris de Pintinho Amarelinho”.
(Foto: Alan Santos/PR)
Bolsonaro faz tudo…
Bolsonaro, um estadista?
Bolsonaro usou o Flamengo
Charge

Via Aroeira.
O governo abalado
Revelações de Bebianno – acusado por Bolsonaro, apesar de não citá-lo na entrevista à Veja, de ter tramado sua morte – hoje à tarde na Jovem Pan. Não faltam surpresas, como a revelação de que alguém muito próximo ao presidente quis sequestrar o jornalista Lauro Jardim.
Ex-ministro Bebianno diz que Bolsonaro ‘não tem equilíbrio mental para comandar o país’
Bolsonaro diz a revista que atentado teve participação de ex-ministro
Vapt-vupt
Vapt-vupt
‘Me segura que eu vou ter um troço’
De Fernando Gabeira, em O Globo:
Me segura que vou ter um troço. Esta é uma frase cômica, talvez muito vulgar para um tema clássico como a política externa de um país. No entanto, ela me parece adequada para definir os passos de Bolsonaro neste primeiro ano de governo.
Continue lendo ›Tem bomba hoje?

Não se fala em outra coisa nas redes sociais: o programa Fantástico de hoje teria revelações sobre o caso Marielle.
Continue lendo ›Hackers: novas mensagens comprometem militares, ministros e até Bolsonaro
Charge
De Brum, na Tribuna do Norte, de Natal (RN)
Depois de dizer que deputado pode demitir presidente, Ricardo Barros
tem chances de voltar a ser ministro
A notícia já circula nos bastidores da saúde pública nacional: o deputado Ricardo Barros (PP) pode reassumir o Ministério da Saúde.
Continue lendo ›Charge
Via Aroeira.
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