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Opinião

‘Chocogate’ mancha ainda mais a imagem de Moro

Entrevistas Diversas

Por Luiz Fernando Vianna, na Época:

Destacou-se, na semana que passou, a grande derrota que Sergio Moro sofreu dentro do próprio governo. Ao contrário do que o ministro da Justiça e Segurança Pública desejava, Jair Bolsonaro não vetou a figura do juiz de garantias, incluída por deputados federais na chamada lei anticrime.

A novidade prevê que dois magistrados dividam um processo penal. O primeiro, que é o juiz de garantias, acompanha a investigação criminal, decidindo sobre mandados de busca e apreensão, prisões provisórias e quebras de sigilo, além de – ao menos na teoria – cuidar para que não haja violação de direitos. Ao segundo cabem as sentenças.

Fica mais difícil repetir o que, como hoje se sabe, aconteceu na Lava-Jato. Moro orientava a força-tarefa do Ministério Público a obter provas que ele, depois, usaria para condenar os réus. Atuou como parte da acusação. Prisões preventivas foram usadas para forçar pessoas a delatar. E delações e grampos se tornaram públicos ao sabor dos interesses do único juiz do processo, Moro. Leia mais.

(Foto: Roque de Sá/Agência Senado)