clientelismo

Blog

Professora Ana Lucia Rodrigues lança desafio

A professora Ana Lucia Rodrigues, coordenadora do Observatório das Metrópoles de Maringá, desafiou a Maria Célia Zanatta, da Secretaria de Assistência Social e Cidadania, nos comentários da postagem “Athenas: reintegração de posse, mas com condicional“. A servidora municipal disse que, quando o PAC [Santa Felicidade] foi aprovado, uma listagem com famílias beneficiadas com habitação de interesse social foi enviada à Caixa e que as famílias desistentes foram substituídas pelas mais necessitadas em lista de espera, com visita domiciliar pela equipe técnica do projeto. Ana Lucia Rodrigues, depois de comentar que o prefeito vetou a divulgação das listas, lançou o desafio: “Célia, eu te desafio a provar que a escolha de todas 664 famílias se deu com algum critério que não seja o clientelismo puro. Eu e o reitor da UEM encaminhamos o Ofício 208-2009-GRE-UEM, no qual solicitamos informações sobre a composição do Cadastro de Vulnerabilidade Social. Está tramitando nesta secretaria onde a senhora é servidora, desde o dia 28 de abril de 2009 e até hoje ninguém mostrou quais critérios foram utilizados para a escolha das famílias. Isso me leva a inferir que o critério usado foi escuso”, comentou, informando o link com o endereço da tramitação do pedido. Ainda não houve resposta.

Ivana Veraldo

Troca de favores ou políticas públicas?

Clientelismo é a prática política de troca de favores, na qual os eleitores são encarados como “clientes”. O político concentra seus projetos e funções no objetivo de prover os interesses de indivíduos ou grupos com os quais mantém uma relação de proximidade pessoal, e em meio a esta relação de troca é que o político recebe os votos que busca para se eleger no cargo desejado. O clientelismo possui suas raízes na sociedade rural tradicional. Atualmente, clientelismo se traduz em um tipo de relação entre atores políticos, envolvendo a concessão de benefícios públicos (empregos, benefícios fiscais, isenções, etc) em troca de apoio político, permanecendo a sua forma básica, que envolve a negociação do voto. O clientelismo é a porta da corrupção política. Necessitamos combater a prática da troca de favores e votar nos políticos que vão lutar pela criação de políticas públicas para melhorar a vida de todos os cidadãos e não somente dos seus clientes. Precisamos decretar a morte definitiva desse velho modo de fazer política.
Ivana Veraldo