Educação

Educação

Ato em defesa da educação

Amanhã, diversas entidades ligadas à área da educação realizam uma manifestação contra o governo estadual na praça Raposo Tavares, no centro de Maringá. Sem haver debatido amplamente com a comunidade escolar (pais, alunos, educadores), a Secretaria de Estado da Educação comunicou via departamento de imprensa que implementará mudanças na matriz curricular para o ano de 2013. Dentre as mudanças está a redução da carga horária de algumas disciplinas para contemplar mais aulas de Língua Portuguesa e Matemática. A mudança, além de arbitrária – já que não foi discutida com educadores e comunidade em geral e põe em risco a autonomia das escolas -, não combate os verdadeiros problemas da educação paranaense, dizem as entidades. Continue lendo ›

Ivana Veraldo

Como os pais podem ajudar

Os pais podem estimular seus filhos planejando o estudo, reservando espaço e horário, estimulando a leitura, orientando as tarefas, estudando o boletim do filho e conversando sobre as dificuldades. Sugiro que os pais não vejam o boletim apenas como o retrato numérico do filho. As notas constatam como seu filho está assimilando informações num determinado momento, porém, não é apenas esse aspecto que deve ser considerado. Avalie a trajetória escolar de seu filho ao longo dos últimos anos, analise a evolução do seu filho no decorrer dos bimestres. Fale sobre fatos que possam ter afetado seu estado emocional a ponto de interferir no desempenho escolar. As notas mostram estabilidade ou inconstância? Discuta com seu filho as razões disso. Observe as notas de cada matéria. Registre as áreas de interesse e o melhor desempenho. Debata com seu filho como é a relação com os professores. Veja o número de faltas em cada disciplina e associe isso às notas. Verifique as demais anotações na agenda ou no boletim. Enfim, demonstre interesse global por seu filho o ano todo, elogie o sucesso, preocupe-se com as dificuldades e aponte caminhos para solucioná-las. Não fique preso aos resultados, mas sim ao processo. O ideal é o acompanhamento durante o ano todo.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Professora anônima denuncia quadro vergonhoso 1

O post no qual fiz menção ao fato de que foi Chico Caiana que apresentou a proposta do fim das eleições diretas para diretores das escolas municipais recebeu inúmeros comentários, mas chamou-me a atenção o longo comentário de uma anônima que, por precaução, se denominou “Professora da rede municipal”; provavelmente é o cargo que ocupa, tal é o conhecimento que demonstra das entranhas dessa rede escolar. A professora afirma que o candidato um determinado candidato à prefeitura usa os números do Ideb para fazer a sua campanha eleitoral, enaltecendo a nota 6,0 alcançada pela rede municipal; mas a professora denuncia que “essa não é a realidade de todas as escolas do município”, e que os números são “usados conforme as conveniências dos que o usam”. Continue lendo ›

Ivana Veraldo

Professora anônima denuncia quadro vergonhoso 2

Outra denúncia feita pela anônima professora é que as diretoras das escolas, indicadas e não eleitas, pediram votos em carta entregue aos pais dos alunos. A professora desabafa: “Eles são em média, somando as diretoras, supervisoras e orientadoras de creches e escolas (todas nomeadas por decreto) uma cerca 400 cabos eleitorais. Em cada evento ou reunião política que elas comparecem em época de eleição, as mesmas são sutilmente ou explicitamente convocadas a levar mais um ou dois. É um Exército que se diz do bem. É um esquema ideológico para sustentar o poder do grupo.” A professora afirma que nas escolas impera “um quadro vergonhoso”.Continue lendo ›

Ivana Veraldo

Pergunte ao seu candidato

Especialistas em gestão municipal e em políticas públicas prepararam cinco perguntas que você, como eleitor interessado na evolução da Educação de sua cidade, deve fazer aos políticos aos quais pretende dar seu voto: Qual a proposta para aumentar o atendimento na Educação Infantil? Como resolver o problema das crianças fora da escola? Como melhorar o desempenho da rede municipal nas avaliações? Como aumentar a participação da população na gestão pública? Como pagar o piso nacional e atender à exigência da jornada extraclasse? Os especialistas advertem: cuidado com as falsas promessas.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Eleições e educação: a educação como prioridade?

Os temas prioritários desta campanha eleitoral são: saúde, segurança, mobilidade urbana e educação. A educação aparece como prioridade no discurso eleitoral desde a década de 80. Se de fato fosse prioritária muito já teria sido feito por essa área. Constata-se, pois, que é apenas um discurso, uma afirmação esvaziada de ações concretas. Chega de demagogia, para que a educação seja efetivamente uma prioridade é preciso aumentar o investimento e direcionar as ações para esse campo.
Ivana Veraldo

Akino

Candidatos devem assinar carta-compromisso

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) está dialogando com os candidatos das eleições municipais para obter deles o compromisso com as políticas de valorização do magistério e de promoção do ensino público de qualidade. Todos estão sendo convidados a assinar a carta-compromisso elaborada pela Confederação, que prevê pontos como o cumprimento da Lei do Piso salarial para professores e a ampliação dos programas do livro didático, da merenda e do transporte escolares para toda a Educação Básica.
Ivana Veraldo

Akino

Três em uma

Este ano os candidatos a prefeito precisam registrar a sua proposta de governo junto ao TSE. A de Pupin, para a edução, é a seguinte: “Ampliação de vagas de período Integral na rede municipal – Mais CMEIs e vagas prioritariamente para as famílias que precisam deste atendimento – Descobrindo Talentos dentro da escola com programas voltados à Música, Dança, Teatro, Artes Plásticas e Esportes Biblioteca Interativa com atividades que aumentem a atratividade de crianças e jovens pela leitura-Educação não formal no contraturno escolar: Educação Ambiental – Educação Fiscal –Educação Financeira e Orçamento Familiar – Educação para o Empreendedorismo – Educação para a Cidadania – Introdução à Tecnologia da Informação – Educação de Trânsito”.
Nada da promessa mirabolante de tablets, laptops par alunos das quartas às quintas séries.Continue lendo ›

Ivana Veraldo

Eleições e educação 3: o Ideb decide voto?

Um estudo científico analisou o impacto do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) sobre a probabilidade de reeleição de prefeitos em municípios brasileiros. Os resultados mostraram que, na média, um ponto a mais no Ideb aumenta em torno de 4.5 pp. a probabilidade de reeleição. Mas, não podemos nos esquecer que muitos municípios e escolas mascaram os dados para receberem mais verbas, colocando em descrédito o índice.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Eleições e educação 2: a educação infantil

Os próximos dirigentes municipais deverão criar condições para a expansão da educação infantil para as crianças de quatro a cinco anos (pré-escolas), proposta registrada no novo Plano Nacional de Educação (PNE). A expansão não deve ser apenas quantitativa, mas também qualitativa. É fundamental que a população escolha prefeitos e vereadores que apresentem claramente propostas para uma efetiva melhoria da qualidade da educação sob responsabilidade de seus municípios.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Voltei…

Depois de um tempo sumida, devido a alguns dissabores e muito trabalho, é com muita satisfação que volto a escrever para este blog. Já que estamos na etapa pré-eleição para prefeito e vereadores vou postar algumas reflexões sobre as eleições e o tema ao qual dedico meus esforços intelectuais e a minha prática profissional, a educação.
Ivana Veraldo

Akino

Nenhuma de Maringá

A Escola Municipal Santa Rita de Cássia, em Foz do Iguaçu, é umas das escolas com a maior nota no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) 2011 para os anos iniciais do ensino fundamental, ou seja, na avaliação do 1º ao 4º anos. A cidade se destaca nessa etapa de ensino com cinco das melhores nota do Estado. O Ideb, a “nota” da educação brasileira, foi divulgado ontem. As “top 10” melhores de 1º a 4º anos ficam todas no interior da unidade federativa. No entanto, quando se trata do período posterior, de 5º a 9º anos, Curitiba apresenta cinco dos melhores resultados e todas as escolas são estaduais, exceto a maior nota que está sob administração federal (Colégio Militar de Curitiba) (Clique para ampliar/fonte:UOL)
indeb
Akino Maringá, colaborador

Akino

Pupin induzido a erro?

Da entrevista concedida a O Diário, edição deste domingo, pelo candidato Pupin, na resposta sobre educação ficou em dúvida. Vejamos a pergunta e a resposta: Em relação à educação, qual é o grande desafio a ser vencido? Avançamos muito na educação, com o plano de cargos e salários. Quando assumimos a prefeitura, tínhamos uma folha de pagamento na educação de R$ 500 mil. Hoje, estamos com a folha em quase R$ 5 milhões. Vamos continuar com a qualificação dos nossos professores e dar mais incentivo para que possam se qualificar. Mas o principal foco da minha administração na educação é a escola em tempo integral.(…)
Dúvida: Será que Pupin não foi induzido a erro com essa informação de que a folha de pagamento na educação saltou de R$ 500 mil em 2005 para R$ 5 milhões em 2012? Isto representa um aumento de 900%, e pelo que sabemos os professores não tiveram este aumento. Continue lendo ›

Blog

Troca tudo

De leitor, ao comentar sobrer o engano de Carlos Roberto Pupin (PP), que, perguntado sobre educação, respondeu sobre saúde no debate:
– No próximo debate, se perguntarem sobre saúde, o Pupin responderá sobre gastos com publicidade.

Blog

Mudando de assunto

Carlos Roberto Pupin (PP), que apareceu no vídeo com cara de brabo, deu um susto na audiência e principalmente nos muitos assessores presentes ao responder a primeira pergunta do debate. Hércules Ananias de Souza (PSDC) perguntou o que ele faria na área da educação; Pupin, certamente nervoso, respondeu o que faria na área da saúde, deixando a todos atônitos. Hércules, no entanto, por causa do tempo curto, não conseguiu terminar a frase informando que o prefeito em exercício havia dado uma de Franco Montoro e trocado as bolas.

Eleições 2012

Quinteiro defende 30% para educação

O candidato a prefeito Wilson Quinteiro (PSB) se reuniu com a coordenação de campanha que elabora o plano de governo e bateu o martelo. Além das escolas em tempo integral, ele quer aumentar para 30% os investimentos na área da educação em Maringá. Quinteiro considera que a medida proporcionará melhores condições de trabalho aos professores e aumentará a qualidade no ensino. A Constituição Federal prevê 25% de aplicação do orçamento em educação.

Educação

Nishimori comemora PNE

O deputado federal Luiz Nishimori (PSDB) comemorou a aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em aplicação em políticas de educação até 2020. Esta foi uma reivindicação do Partido Social da Democracia Brasileira e foi aprovada com unanimidade pela comissão especial que analisa o tema. Nishimori sempre defendeu a melhoria da educação, principalmente em sua base, como no ensino fundamental e 2º grau. Ele afirma ainda que é preciso desenvolver o ensino para tecnólogos e superdotados, mantendo pesquisadores e capital humano em nosso país. O parlamentar acredita que 50% do pré-sal também deveria ser destinado à educação no Brasil.

Leitura

Amaury Meller Filho lança livro amanhã

livro
Será lançado nesta sexta-feira, nas Livrarias Curitiba (Shopping Catuaí), em Maringá, o livro de Amaury Meller Filho sobre os diferenciais qualitativos em instituições de ensino. Especialista na área, o autor lança o livro pela Caiuás Editora, das 19h30 às 22h, com o apoio da Valleo Tecnologia e Consultoria, Instituto Paranaense de Ensino, Faculdade de Tecnologia América do Sul, Faculdade Maringá e Colégio Paraná.

Opinião

A educação que vem do lixo

De Valkiria Trindade de Almeida:
Parece cena de desenho “trash”, um forno queimando: uma bicicleta velha, fraldas sujas, revistas, tudo que seja “descartável”! E lá longe no horizonte, uma coluna de fumaça enorme mudando a paisagem da cidade. Todos os símbolos da paisagem serão minimizados, a Catedral será apenas um detalhe na paisagem, o marco de referência será a “Coluna de Fumaça”, talvez passemos a ser chamados de cidadãos defumados e não mais maringaenses. Alergias de todos os tipos: respiratória, oftalmológica, dermatológica. O Ministério da Saúde virá investigar os elevados índices de mortalidade dos idosos e crianças, que morrem por conta da poluição. Roupa branca nunca mais! A fuligem será uma decoração permanente! Parece um pesadelo, dos mais temerosos. Provavelmente as modernas tecnologias não permitam a saída de fumaça, mas ainda não são capazes de controlar as POPs invisíveis que saírão e nem as cinzas que estarão impregnadas de toxinas e que poderão contaminar tudo. Geralmente o que não é visível é o mais letal! O mais triste é quando as criancinhas indagarem: quem teve essa ideia “brilhante”?
Certamente Jacques Cousteau deve estar se revirando no céu ambiental.
E, infelizmente, uma das melhores ferramentas de conquista para a cidadania, estará enterrada: A Educação Ambiental. Pois com esse “forno gigante”, não existe possibilidade de diálogo sobre o nosso modelo de sociedade. Não será mais necessário sensibilizar nossas crianças e jovens sobre a efêmera felicidade do consumo. Nem, como é importante reconstruir novos padrões de moradia, de plantio, de relações sociais. Vamos nos preocupar apenas em gastar, já que o fornão vai dar conta de tudo!
Não existe uma data específica sobre a origem do lixo. Muitos acreditam que se trata de um problema da modernidade, matematicamente, com o advento da industrialização e do capitalismo, houve uma reestruturação dos modelos de consumo, a escala de produção muitas vezes quintuplicou e proporcionalmente os resíduos também! Isso é inquestionável! O que trazemos para a discussão é o destino dos resíduos. Sabemos até agora, que mesmo os melhores aterros sanitários possuem saturação. Um exemplo próximo é o Caximba, na região metropolitana de Curitiba (entre Fazenda Rio Grande e Araucária), que desde início da década de 1990 já ultrapassou todos os limites4. Nem os países desenvolvidos conseguiram solucionar todos os problemas de seus resíduos, então não é a solução mais imediata que irá dar conta. O que precisamos é olhar para os resíduos na coletividade, porque moramos na mesma casa, não dá para esconder embaixo do tapete, vai afetar a todos, seja a curto, médio ou longo prazo! Devemos olhar o lixo enquanto consórcio intermunicipal, num plano de sustentabilidade, especialmente em regiões conurbadas, como é o caso do Aglomerado Urbano Paiçandu-Maringá-Sarandi. As intervenções devem ser planejadas por uma equipe multidisciplinar que seja capaz de diagnosticar problemas e propor soluções. Equipe essa, proveniente de instituições de ensino superior (especialmente a UEM), que poderão de uma forma inteligente e eficaz traçar objetivos acessíveis, que possam dar conta das especificidades locais, sem querer importar modelos perigosos, que não se encaixam com a nossa realidade, já que vivemos num país tropical e a quantidade de precipitação, dependendo da época do ano é alta, o que geraria umidade elevada nos resíduos, provocando maior fragilidade no modelo incineração.
Uma solução que já existe, é o papel que os recicladores sociais possuem para a nossa comunidade, porque atendem a perspectiva socioambiental, ao mesmo tempo ajudam a selecionar os resíduos e passam gradativamente (com o auxílio da incubadora social) a estudar, a fazer cursos de informática, a se enxergarem como sujeitos novamente. Claro que ser reciclador não é uma opção de vida, porém em muitos casos é a única, já que vivem de certa forma, excluídos (pois não atendem as solicitações do mercado de trabalho – não vamos explicitar as fragilidades já conhecidas). Só quem conhece os programas de inclusão social que a UEM/Unitrabalho5 promove para essas pessoas, é que pode acreditar numa saída diferente! Sem demagogia, somente nos relacionando com os nossos resíduos é que iremos construir soluções ambientalmente corretas. Incinerar os resíduos é queimar também os valores sustentáveis que desejamos estabelecer nessa e para essa sociedade. É nosso dever cuidar do planeta para essa e para as futuras gerações!!!
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(*) Professora de Geografia e de Educação Ambiental

Educação

Relembrando o que falou Beto Richa

Everton Barbosa dá a dica para quem está acompanhando os protestos na UEM e nos demais estabelecimentos de ensino do Paraná: no YouTube estão as entrevistas com o então candidato Beto Richa no Fórum Educacional, realizado em 2010 em Maringá, pela TV Terceiro Milênio e Rádio Colmeia. Aqui.

Ivana Veraldo

Eleições e educação

As eleições para prefeito e vereadores nos obrigam a refletir sobre quais são as políticas que devem ser implantadas ou continuadas no município na esfera educacional? O município deve oferecer a Educação Básica gratuita para crianças de zero a cinco anos, o Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano) e a Educação de Jovens e Adultos; os alunos precisam dispor, gratuitamente, de material didático-escolar, uniforme, transporte, alimentação e assistência à saúde. Para os professores, as eleições podem representar a esperança de novas perspectivas para a valorização das suas carreiras. Entretanto, para que tudo isso se realize, é necessário que cada município tenha o seu Plano Municipal de Educação, com metas claras para serem alcançadas num prazo de dez anos. O Plano garante que as políticas públicas sejam continuadas pelos novos prefeitos e secretários de Educação.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Educação e comportamento político

Pesquisa de 2011 avaliou a relação entre escolarização e politização e, entre outras conclusões, registrou que os universitários são menos interessados em política do que eram há uma década. Outra pesquisa sobre “confiança nas instituições” mostrou que 60% dos entrevistados não confiam ou pouco confiam no Congresso Nacional e 70% têm a mesma desconfiança em relação aos partidos políticos. Triste cenário de crescente desinteresse pela política e de elevada desconfiança nas instituições políticas. Para superar essa despolitização defendo uma educação que contribua com a formação de cidadãos mais interessados, envolvidos, mobilizados e ativos politicamente. Não se trata de criar uma matéria escolar, como a antiga e extinta Educação Moral e Cívica. Uma disciplina escolar poderia transformar-se em doutrin amento. Proponho a educação política num sentido mais amplo: dentro da escola atravessada no currículo e, fora dela, nos Partidos Políticos, nas ONGs, nas instituições religiosas, nas práticas cotidianas.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Educomunicação

Daqui para frente, ouviremos falar muito de Educomunicação, campo de conhecimento que estabelece diálogos entre a Educação e a Comunicação. A utilização de recursos tecnológicos nas escolas tem sido comum, mas faltam projetos pedagógicos que aproveitem o potencial máximo dessas ferramentas. A Educomunicação tem como objetivo usar as tecnologias da informação para promover avanços na aprendizagem, tanto em sala de aula como em movimentos sociais e no terceiro setor. Exemplo: o emprego do rádio e do jornal como aliados no processo de ensino-aprendizagem e a ampliação da articulação oral dos estudantes, da competência para a elaboração de redação e da capacidade de trabalho coletivo. Embora a Educomunicação seja relativamente jovem, a incorporação dos avanços tecnológicos pela educação não é uma novidade. Pesquisas futuras avaliarão se essa parceria entre Educação e Comunicação resultará efetivamente em melhoria do aprendizado dos alunos.
Ivana Veraldo

Ivana Veraldo

Obediência cega ou…

Os educadores e os pais almejam obter das crianças a obediência cega às normas do mundo adulto? É fato que hoje muitos adultos se recusam a cumprir a sua responsabilidade na apresentação e no cultivo de normas e regras que dizem respeito à convivência das crianças com um mundo comum e público. E o resultado dessa tendência aparece na formação de pequenos tiranos que acreditam poder fazer de seus desejos a regra. Por outro lado, há aqueles que louvam a absoluta obediência e submissão às normas. Seguidores do nazismo alegaram simplesmente obedecerem às ordens; defensores ou torturadores do regime militar, no Brasil, alegaram o simples cumprimento de ordens. A obediência cega pode substituir a reflexão ponderada e gerar situações extremas como essas. Esse é um embate pedagógico de respeito.
Ivana Veraldo

Educação

Sindicato cobra de Richa “compromissos não cumpridos”

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Maringá (Sinteemar)vai solicitar uma audiência com o governador Beto Richa para cobrar o atendimento dos compromissos assumidos com a categoria e ainda não cumpridos. Em seu site, a entidade diz que o governador encerrou o primeiro ano de governo com retrocesso e descumprindo, por exemplo, a promessa de enviar dos PCCs técnico e docente para a Assembleia Legislativa. Leia mais.

Opinião

Educação nas prisões

Dia 8 de fevereiro será realizada em Brasília uma audiência pública sobre as Diretrizes Nacionais para a Oferta de Educação nos Estabelecimentos Penais. A Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, após estudo sistemático sobre a situação da educação no sistema prisional brasileiro, propôs um conjunto de recomendações. A tese defendida é de que é obrigação do Estado brasileiro combater efetivamente todas as formas de impunidade de crimes cometidos contra a sociedade e contra o Estado. Questiona-se  também o modelo de punição centrado predominantemente na ampliação do confinamento de seres humanos em unidades prisionais. O Conselho Nacional de Educação já está analisando a matéria. A sociedade civil organizada deve ficar atenta pois o assunto é polêmico.

Ivana Veraldo

Opinião

Educação especial

Em 2009 o MEC homologou o parecer nº 13/2009 do Conselho Nacional de Educação (CNE) que torna obrigatória a matrícula de pessoas com necessidades especiais no ensino comum, com a possibilidade de o aluno frequentar o atendimento educacional especializado no contraturno. Com isso, deve aumentar em 2010 o número de matrículas dessas crianças no ensino regular. O tema é controverso, uma vez que o sistema educacional ainda não está totalmente preparado para lidar com todas as “diversidades” existentes, principalmente as de maior comprometimento. Por outro lado, há os que pensam que ensinar essas crianças apenas em ambiente segregado é uma questão cultural que precisa cair por terra. É necessário o monitoramento do processo para que seja garantida a qualidade da educação para todos, não só os especiais.

Ivana Veraldo