grampo telefônico

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A tradição de Maringá

No início dos anos 2000, só para lembrar, um detetive maringaense foi contratado para investigar algumas pessoas da cidade, a maioria políticos, a mando de um chefão local. Na época existia a Promotoria de Investigação Criminal, que enviou promotores a Maringá para acompanhar o caso. Como o mandante era muito poderoso, nem a investigação do MP evoluiu. Foram grampeados a mando do capo em questão o então promotor José Aparecido da Cruz, o deputado federal Odílio Balbinotti, o então chefe de Gabinete do governo José Cláudio, Reginaldo Benedito Dias, o então opositor Umberto de Araújo Crispim, eterno presidente do PMDB, e este modesto jornalista.

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De vilão a herói

O presidente do PMDB maringaense, Umberto Crispim, hoje um dos mais entusiasmados peões da organização partidária liderada por Ricardo Barros, tem um coração de ouro. Ao elevar o (ainda) capo à condição de herói, em seu discurso para levantar o moral da tropa, apagou de seu perfil as agressões sofridas pelo hoje superior hierárquico político. Há alguns anos, quando o PMDB tinha na defesa dos preceitos democráticos sua grande virtude, Crispim foi vítima de grampo telefônico ilegal, perpretado a mando de Ricardo Barros. Além dele, foram grampeados os telefones do promotor Cruz, do deputado federal Odílio Balbinotti, do então chefe de gabinete Reginaldo Dias e deste modesto blogueiro, então no jornal Hoje. Quis o destino que o ex-prefeito fosse notícia nacional justamente falando ao fio do telefone.

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O preferido para malfeitos

Leitor pergunta se o PP vai fazer como o DEM fez com Demóstenes Torres e abrir processo de expulsão de Ricardo Barros, secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa, por causa das gravações telefônicas. Há outra semelhança: nos dois casos os protagonistas usaram Nextel.