manifestações

Akino

Editorial do Akino

manifestação
Apoio qualquer movimento popular contra a corrupção, improbidade administrativa, desgoverno, desde que pacífico, sem vandalismo. Vou repetir pela milésima vez, que não sou PT, PSDB, PP, ou qualquer sigla. Acho que se gastou demais na construção dos estádios, provavelmente com superfaturamento. Que há um esquema de desvio de recursos via concessão de transporte coletivo, se não em todos, em quase todos os municípios e com interesses escusos de todos os níveis de governo. Em Maringá isto é muito claro e ficou escancarado com as últimas medidas, especialmente a isenção do ISS. Não tenho compromisso com o erro. Por compromisso no horário, não poderei participar da manifestação programada para hoje, mas se pudesse amassaria barro. Entendo que está na hora de uma movimentação contra a ditadura comanda por Ricardo Barros nesta cidade. Acho que este é o nosso maior problema. Confio na mudança que pode ocorrer com a posse de Enio Verri, mas não descuidarei da fiscalização, sempre com um pé atrás. Se abraçar os que hoje estão abraçados com Ricardo e este, especialmente, como Lula fez com Maluf, Collor, Sarney e tantos outros, será decepcionante, também. Meus gritos de guerra seriam: Fora os ladrões do dinheiro público! Fora os lobos em pele de cordeiros, enganadores! Ilustração: Inti.
Akino Maringá, colaborador

Brasil

Políticos vivem psicose do que pode acontecer

De Josias de Souza:
É linda a revolta que nasceu de um reajuste de R$ 0,20 nas passagens de ônibus e resultou em 250 mil brasileiros fazendo barulho nas ruas. A beleza está na ausência do grande líder por trás do movimento. Atônitos, os políticos vivem a psicose do que ainda está por vir. Descobriram um inédito sentimento de vulnerabilidade. Sem exceção, viraram todos alvos do imponderável. Políticos vivem atrás de uma teoria unificadora. Nas últimas horas, todos tentaram de tudo para chegar à explicação absoluta. Mas tudo não quis nada com os teóricos. Em 1992, Fernando Collor estava por trás da ira coletiva. Agora, nenhum político sente-se à vontade para atirar pedras em outro. Se o asfalto informa alguma coisa é que, para a turba, todos têm telhado, porta, janela, paletó e gravata de vidro. Leia mais.

Brasil

Manifestações revelam força das redes sociais

De Claudio Humberto:
A geração no poder, em governos locais ou no Palácio do Planalto, continua ignorando a força das redes sociais – Twitter, Facebook etc. É através delas que milhões de pessoas se comunicam intensamente, até para se divertir, mas também estabelecendo uma nova forma de militância política. Os partidos envelhecem e, sem perceber, são substituídos pelas redes sociais como força mobilizadora da sociedade.