De Christian Fausto:
Diferente de mim, o senhor de 47 anos que morreu na manhã desta terça-feira (21 de maio de 2013), em Maringá, não conduzia sua bicicleta para se exercitar. Sim, sou um apaixonado por bicicletas, mas posso me dar ao luxo de evitar, ao menos parcialmente, o trânsito selvagem da Cidade Canção quando vou de casa até o trabalho. A escolha que faço, toda manhã, entre o carro de 1 tonelada e a bicicleta de 10 quilos se dá por conta da experiência, de quase morte, que tive ao tentar chegar, pedalando, ao trabalho. Sim, sou apaixonado pela bicicleta, mas eu e minha esposa optamos por pedalar em Maringá após as 20hrs, quando a maioria dos carros da cidade repousam em suas jaulas, digo, garagens. Entretanto, sou consciente do fato de que, para uma parcela esmagadora da população maringaense, pedalar até o trabalho é uma questão de sobreviver até o fim do mês com algum alimento na geladeira e despensa.Continue lendo ›