noroeste

Paraná

Pavimentação da Boiadeira é esperança de prosperidade

O pai do empresário Amarildo Mamprim da Silva chegou ao distrito de Santa Eliza em 1958. Ele ajudou a fundar a localidade que pertence à Umuarama e contava ao filho que nos anos 1970 havia nesse pequeno canto do Paraná em torno de 10 mil habitantes e uma frota de 22 táxis, espelho do sucesso do ciclo de ouro do café. A geada negra de 1975 pôs a termo essa trajetória e hoje em dia a localidade à beira da Estrada Boiadeira, a BR-487, tem apenas 2,5 mil habitantes, nenhum táxi e nem sinal de celular.

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Gossip

Deu proagro

WhatsApp

As constantes idas e vindas de um prefeito do noroeste do estado a Curitiba resultaram em separação, ocorrida esta semana.
O político vacilou, a mulher foi mexer em seu celular e descobriu que ele mantinha relacionamento com uma jovem de 22 anos na capital paranaense.
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Política

Dia de visitas

Planaltina do Paraná

O deputado federal Luiz Nishimori (PR) visitou ontem Paranavaí, Loanda, São Pedro do Paraná e Santa Cruz do Monte Castelo e Planaltina do Paraná (na foto, com o prefeito José Antonio Bonvechio e o chefe de gabinete Sergio Benedetti).
Ele também participou da posse da nova diretoria da Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar), agora presidida pelo prefeito de Santa Cruz de Monte Castelo, Francisco Antônio Boni. Continue lendo ›

Geral

Dom Anuar cobra a duplicação da PR-323 “imediatamente”

O arcebispo de Maringá, dom Anuar Battisti, ficou consternado em saber da morte de 20 pessoas vítimas de um acidente na PR-323 na manhã desta segunda-feira.
“Clamamos a Deus pelas vítimas e seus familiares. E pedimos insistentemente às autoridades competentes para que levem pra frente o projeto de duplicação da PR 323. É urgente. Um projeto já aprovado e que não sai do papel”, disse o arcebispo.Continue lendo ›

Música

Festival Sesi Música 2016 abre inscrições no noroeste

Festival

Em sua 15ª edição, o Festival Sesi Música 2016 está com inscrições abertas em todo o Paraná.
Os candidatos da região noroeste do estado têm até o próximo dia 19 para realizar a inscrição. As etapas classificatórias acontecem em formato de audição nas cidades de Pato Branco, Maringá, Londrina, Ponta Grossa e Toledo. A grande final será em Curitiba em novembro.Continue lendo ›

Brasil

Acampamento gigante

Obedecendo ao ex-presidente Lula, o Movimento dos Sem Terra anuncia que a partir de domingo, junto a outros movimentos, começam a montar um acampamento gigante na Esplanada dos Ministério, para pressionar o Congresso Nacional a não aprovar o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff (PT).
Estima-se que da região noroeste do Paraná devam sair pelo menos vinte ônibus, a partir da próxima segunda-feira, para ajudar na manifestação. As caravanas pretendem se instalar no Congresso.

Verdelírio

Não acaba

Dívida de campanha política é uma coisa que não acaba nunca. O prefeito de uma grande cidade da região noroeste, apesar de ser rico, continua procurando empresários pedindo ajuda para pagar restos de campanha. Já quase no final do mandato. Continue lendo ›

Geral

Almanaque Viapar destaca as duplicações no noroeste


A edição número 62 do Almanaque Viapar começa a ser distribuída a partir deste mês em todas as unidades da empresa (sede e Serviço de Atendimento ao Usuário) nas regiões norte, noroeste e oeste do Paraná. A matéria de capa traz como destaque as duplicações que avançam em todo o noroeste do Estado. Elas ocorrem na PR-317 e BR-158, entre Floresta e Campo Mourão e na BR-376, entre Nova Esperança e Mandaguaçu. Juntas vão beneficiar mais 120 mil pessoas por dia. Continue lendo ›

Eleições 2014

Requião na região

requião
No Twitter, o senador Roberto Requião (PMDB) avisa que segue para Brasília e que no retorno, na quinta-feira, passará por Paranavaí, Cianorte e Maringá. Ainda no embalo da candidatura a governador, ele deve manter repetir a dose mais vezes. Na semana passada, não foi à toa que Beto Richa esteve em Sarandi na última sexta-feira e fez críticas ao senador: Richa sabe que nas cidades da região noroeste Requião é seu principal adversário.

Música

O samba premiado de Ana Paula da Silva chega à região noroeste

PedeCrioula
Com vasta experiência na produção musical na Europa, a cantora Ana Paula da Silva mostrará em junho seu talento em cidades da região. Na programação do Circuito Cultural Sesi Estadual, a artista apresenta o show “Pé de Crioula” em Umuarama (3/6), Cianorte (4), Paranavaí (5), Maringá (6) e Campo Mourão (7). A apresentação, que se baseia no quinto disco de sua carreira, já percorreu cidades argentinas e fez uma turnê pela Europa em 2013, passando por Suíça, Áustria e Alemanha. “Pé de Crioula” carrega, em sua essência, o samba regional com direção musical do carioca Claudio Jorge. No palco, Ana divide sua performance com Carlinhos Ribeiro (percussão), Gustavo Moro (7 Cordas), Julião Boemio (cavaquinho) e Ricardo Salmazo (percussão).Continue lendo ›

Geral

Quinteiro visita cidades da região

quinteiro
O deputado estadual Wilson Quinteiro (PSB) aproveita o recesso parlamentar para visitar cidades do noroeste, mantendo contato com a população. Na semana passada ele esteve em Campo Mourão, Peabiru, Engenheiro Beltrão, Fênix, Campina da Lagoa e Corumbataí do Sul, entre outras.

Política

Clima pré-candidatura

Gleisi em Marialva com prefeitos da região
A ministra-chefe da Casa Civil, senadora licenciada pelo PT-PR, Gleisi Hoffmann, fez a alegria de deputados e prefeitos no sábado em Paranavaí e Marialva, onde esteve para fazer a entrega de 154 equipamentos do Programa de Aceleração do Crescimento, sendo 102 retroescavadeiras e 52 motoniveladoras, para 102 municípios das regiões Norte e Noroeste do Paraná. Na foto, entre outros, ela ao lado dos deputados Luiz Nishimori (PSDB) e Enio Verri (PT).

Geral

Rádio e televisão: convocação

Todos os trabalhadores de rádio e televisão estão convocados para a assembleia de fundação do Sindicato dos Trabalhadores de Radiodifusão de Maringá e Região, que vai acontecer no próximo sábado, 20, a partir das 18 horas, na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação, na avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, 731 – Maringá. Municípios: Alto Paraná, Alto Piquiri, Altônia, Amaporã, Ângulo, Araruna, Assis Chateaubriand, Astorga, Atalaia, Barbosa Ferraz, Boa Esperança, Brasilândia do Sul, Cafezal do Sul, Campina da Lagoa, Campo Mourão, Cianorte, Cidade Gaúcha, Colorado, Corumbataí do Sul, Cruzeiro do Oeste, Cruzeiro do Sul, Diamante do Norte, Douradina, Doutor Camargo, Engenheiro Beltrão, Esperança Nova, Farol, Fênix, Floraí, Floresta, Flórida, Formosa do Oeste, Francisco Alves, Goioerê, Guaíra, Continue lendo ›

Geral

Em ritmo acelerado

A concessionária Viapar projeta investir R$ 1 bilhão nos próximos seis anos, ao longo dos trechos que administra no Paraná. Na região Noroeste, duas grandes obras devem ser entregues nos próximos meses. Uma delas é a duplicação da BR-376 entre Jandaia do Sul e Apucarana e a outra é a construção do contorno de Mandaguari, segmento que vai desviar o tráfego pesado do centro do município. Orçado em R$ 90 milhões, o contorno terá rodovia duplicada de 9,9 quilômetros de extensão. Continue lendo ›

Matéria

O fim de um povo paranaense

Caboclos descendentes de índios e escravos muçulmanos, que habitaram o Norte e o Noroeste do Estado, foram dizimados pela colonização e esquecidos pela história oficial
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Texto e fotos: Donizete Oliveira
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Foto Donizete Oliveira
Capelinha cercada por pedras lembra “Cemitério dos Caboclos” nas margens da rodovia, em Paiçandu

“Vanceis póde renegá do meu modo de caboco,/pensando qui eu seja um loco qui vive a fala de asnera/ mais eu protesto a linguage desse povo tão servage,/qui tanto e tanto martrata minha terra brasilera”. Estes versos estão no livro “Meu Brasil brasileiro, poemas caboclos”, do poeta Ary de Lima, publicado em 1975. Do livro, que denuncia a “morte” da poesia cabocla, restam poucos exemplares em sebos e bibliotecas da região.
A sina se repetiu com os caboclos que habitaram o Paraná. Os sutis, povo que vivia em comunidades espalhadas pelo Norte e Noroeste do Estado, desapareceram. Eles chegaram à região por volta de 1910 – antes dos pioneiros brancos – e permaneceram até a década de 1960. Mas a exemplo dos índios, que só agora começam a aparecer nos livros didáticos, ficaram fora da história oficial do Paraná.Continue lendo ›

Matéria

Frio e lepra trouxeram a morte

De acordo com o livro “Jacus e Picaretas – a história de uma colonização”, do historiador Ildeu Manso Vieira (foto), cujos exemplares só se encontram em bibliotecas e sebos, os sutis não eram donos de suas terras. Com a chegada da Companhia de Terras do Norte do Paraná que, em 1944, foi substituída pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, eles foram obrigados a deixá-las.
Segundo o livro, um dos últimos diretores da colonizadora tentou salvá-los mandando-os para uma gleba em Roncador, Oeste do Estado. Mas morreram de infecção pulmonar por causa do frio intenso naquele município. Os que restaram foram dizimados pela lepra. “Sem assistência médica e agasalhos para suportar as baixas temperaturas do planalto dos pinheirais, não resistiram”, afirma Manso.Continue lendo ›

Blog

Rua dos Sutis, a única lembrança

Rua dos Sutis
Apesar da rua dos Sutis, pouca gente sabe da passagem dos caboclos por Japurá

Com o avanço da colonização, os sutis chegaram a Japurá, a 40 quilômetros de Cianorte. No limite daquele município com São Tomé eles formaram uma comunidade, a Gleba dos Sutis, cortada pelo Rio dos Sutis. Em Japurá, apesar da rua dos Sutis, quase ninguém sabe quem foram os caboclos que viveram no município na década de 40. A reportagem foi à prefeitura da cidade atrás de informação sobre o assunto. Uma funcionária, que pensou tratar-se de algum pioneiro tradicional, ficou surpresa ao saber que sutis eram um povo que viveu na região.
O único documento existente na Prefeitura de Japurá da história do município cita apenas pioneiros tradicionais.Continue lendo ›

Matéria

Na comunidade, tudo era de todos

O pioneiro Luciano Contardi, 87, chegou a Paiçandu em 1950 e encontrou os últimos sutis no município. O sítio no qual está até hoje era vizinho da comunidade dos caboclos. Ele diz que havia mais de 300 pessoas e muitas já haviam ido embora porque a colonizadora começara a desbravar a região.
O agricultor diz que os sutis eram alegres, gostavam de festas, principalmente as de Santo Antônio, São João e São Pedro, que duravam até semanas. Na comunidade, não havia donos, tudo era de todos.Continue lendo ›

Matéria

Caixão ficava sobre o corpo

Casa sutil
Este desenho mostra como eram as casas dos sutis na região

Os sutis eram cristãos, mas não desprezavam os ritos africanos. Velavam seus mortos em casa. Faziam o caixão de madeira e o carregavam embrulhado numa mortalha de pano até o Cemitério dos Caboclos, hoje nas margens da PR- 323, que corta Paiçandu. O caixão era deixado sobre o corpo na cova. Os de criança eram descartados atrás de uma capela que existia no local.
Na comunidade vivia um curandeiro. Segundo Contardi, gente de longe vinha consultá-lo. Ele mirava um espelho para indicar o chá ao doente. “Eu mesmo fui algumas vezes levar um dos meus filhos que vivia doente e funcionou”, conta.Continue lendo ›

Matéria

Colonizadores de Cianorte

A professora aposentada de história Helena Cioffi, 70, e a geógrafa Izaura Aparecida Tomaroli Varella, 66, estão entre as autoras de “Cianorte – Sua história contada pelos pioneiros”. O livro, resultado de sete anos de pesquisa, tornou-se raro, do qual restam apenas três exemplares na cidade. Um dos depoimentos que estão nele é de Celso Antonio Broetto, funcionário do primeiro posto de saúde de Cianorte e encarregado de vacinar os sutis.
Ele relata que “a companhia tinha interesse em removê-los de Cianorte porque a presença deles criava obstáculos à colonização”.Continue lendo ›

Matéria

Falta interesse, diz professora

Para a professora Izaura, não fosse o interesse dela e amigas que ajudaram a elaborar o livro “Cianorte – sua história contada pelos pioneiros”, a história dos sutis teria se perdido. Segundo ela, não há intenção do poder público em preservar a memória regional. “O que é uma pena porque a compreensão do nosso passado corre risco de ficar incompleta”, diz. “Muito do material que usamos no livro estava se perdendo em “arquivos” da Prefeitura de Cianorte”.Continue lendo ›

Matéria

Último da raça foi contatado

Último sutil
Afonso Subtil, um dos últimos sutis, que vivia em Tuneiras do Oeste

No livro “Cianorte – sua história contada pelos pioneiros” há um depoimento que pode ser do último sutil vivo na região. As autoras do livro o encontraram em Tuneiras do Oeste, município vizinho de Cianorte, em 1994.
Antonio Afonso Subtil era remanescente do grupo que viveu em Japurá. Ele disse que seu pai era líder da comunidade. Os sutis obedeciam a uma espécie de cacique. Como os demais, Afonso criava porcos e produzia farinha de milho e rapadura. Ele disse que a palavra sutil veio de um líder, cujo sobrenome era Subtil. Segundo o pesquisador Marcos Luiz Wanke, tratava-se de um tropeiro, que se chamava Benedito Subtil e se juntou ao primeiro grupo de caboclos no Sul do Estado.

Matéria

Companhia dispunha de milícia, afirma pesquisador

O professor Nelson Dacio Tomazi, do departamento de Sociologia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), numa entrevista à Folha de Londrina, em 1997, cujos dados foram extraídos de sua tese de doutorado, comprova que a Companhia de Terras Norte do Paraná dispunha de milícia armada particular para expulsar caboclos e posseiros de suas terras.
Ele disse ter encontrado registros de depoimentos colhidos pela pesquisadora Ana Yara Lopes, numa tese apresentada na USP, que comprova a ação de uma polícia interna nas terras da Companhia.Continue lendo ›