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No litoral, Corpo de Bombeiros não registra mortes em áreas protegidas

Operação Verão

Balanço divulgado pelo Corpo de Bombeiros aponta que não houve mortes por afogamentos ou afogamentos graves em áreas protegidas por guarda-vidas entre às 8 horas do dia 20 e às 7 horas de ontem.

No mesmo período do ano passado, haviam ocorrido quatro afogamentos graves, os quais culminaram em três mortes e uma hospitalização. Com um efetivo de 650 bombeiros militares e civis e atuação em 91 postos destes profissionais, a atenção dos guarda-vidas está voltada a cada passo ou a cada nova braçada dos banhistas.

Até o momento, foi registrada uma única morte por afogamento e ocorreu em local onde não há a presença de guarda-vidas. “A nossa orientação é que os banhistas estejam sempre atentos ao nosso lema: água no umbigo, sinal de perigo. Este ano, o que estamos percebendo é que os banhistas realmente estão seguindo isso, o que tem contribuído com o trabalho dos guarda-vidas”, disse o comandante do 8.º Grupamento do Corpo de Bombeiros, major Jonas Emmanuel Benghi Pinto.

Nos primeiros dez dias do Verão Maior 2019/2020, além dos salvamentos, foram feitas 15,3 mil orientações e 7,4 mil advertências a pessoas em risco de afogamento. Enquanto o número de orientações praticamente se manteve no mesmo período da temporada passada, quando foram 15,4 mil orientações, o de advertências reduziu quase 17%, tinham sido 9 mil.

“Logo no início da operação, no dia 22, tivemos um afogamento muito grave na Curva do Félix, em Morretes, que levou a vítima à morte. Além dele, já atendemos outros dois afogamentos moderados que ocorreram neste local, o qual é sinalizado como uma região de perigo e não deve ser usada para banho”, destacou o comandante do 8ºGB.

Houve ainda outra ocorrência de afogamento grave em Pontal do Paraná. “Soubemos de um caso, também em uma área não protegida por guarda-vidas, que o afogamento culminou na hospitalização da vítima”. 

RESGATES – Desde o início do Verão Maior 2019/2020, já foram retiradas da água 206 pessoas com afogamentos leves, que estavam com dificuldade para saírem sozinhas.

Este número é 19,2% menor do que o registrado no mesmo período da última temporada, quando foram 255 resgates. “Nestes casos, os banhistas nem chegaram a se afogar de fato, mas precisaram ser resgatadas. Normalmente, eles ocorrem em locais de aumento de profundidade, ou seja, com buracos, ou com correntes de retorno”, explicou o major. 

Segundo ele, a corrente de retorno é forte, estreita e rápida. Geralmente, é formada em regiões de águas rasas e com bancos de areia sedimentados aos lados dela (onde as ondas quebram). Ao voltar para o mar, as águas formam uma corrente por onde retornam rapidamente e levam consigo o que estiver naquela área (coisas ou pessoas). Sendo assim, se alguém decidir nadar ali, pode ser carregado, ter dificuldades para voltar e, por isso, é possível que precise ser resgatado pelo guarda-vida.
PREVENÇÃO – É somente seguro que o veranista nade em locais entre duas bandeiras de cores vermelho sobre amarelo (com estas duas cores na mesma bandeira), as quais sinalizam a área protegida por guarda-vidas. “Se a pessoa for para onde estão as bandeiras pretas, que indicam que não há proteção nessa área, está se sujeitando aos riscos de afogamentos”, alertou o major.

Outra forma de saber da presença dos guarda-vidas é por meio do aplicativo “Bombeiros Paraná”, disponível gratuitamente nas lojas Play Store e App Store. “Usando o aplicativo, o cidadão vai ter acesso aos mapas e poderá saber onde estão os postos de guarda-vidas mais próximos, além de muitas outras informações necessárias aos banhistas, veranistas e comunidade em geral”, explicou o comandante do 8º GB. O aplicativo abrange não apenas o litoral, mas também a Região Metropolitana, a Capital e o interior do Estado, de acordo com a localização do smartphone do usuário.

ANIMAIS MARINHOS – Enquanto os casos de afogamentos diminuíram, os incidentes com águas-vivas ou caravelas foram multiplicados quase quatro vezes. Nestes dez primeiros dias de Verão Maior, já foram registrados 1.253 acidentes deste tipo.

Já no mesmo período da última temporada, foram 356 casos. “É importante sempre lembrar que as pessoas que não são profissionais da área jamais devem tocar nestes animais, ainda que eles estejam na areia e pareçam mortos. A queimadura pode ser grave”, explica o major.

Porém, no caso de ocorrer um acidente e a pele queimar ao encostar em um destes animais, é importante buscar ajuda rapidamente. “A queimadura por água-viva ou caravela deve ser lavada com a própria água do mar ou vinagre, nunca com água doce. Se estiver em um local onde há posto de guarda-vidas, peça ajuda. Se for necessário, eles mesmos encaminharão para atendimento médico”, afirma. 

OUTRAS AÇÕES – A atuação do Corpo de Bombeiros vai além da questão dos afogamentos também durante a temporada. Graças aos dados descritos nas pulseirinhas entregues às crianças que estão no litoral, 167 crianças que estavam perdidas foram devolvidas aos pais ou responsáveis.

Além disso, na Costa Leste do Estado, foram atendidos 29 casos de incêndio e 25 acidentes de trânsito. Sem contar estas e outras ocorrências no trânsito, a ambulância do Corpo de Bombeiros ainda prestou socorro a 72 veranistas. Foram ainda feitas três buscas a pessoas e um resgate em altura.

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Resgate com aeronave salva vidas no litoral

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O uso do helicóptero Falcão 03 do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas, do Governo do Estado, salvou 13 vidas no litoral do Paraná em sete dias, desde o início da Operação Verão Maior. Entre os casos, registrados do dia 21 ao dia 28 deste mês, está o resgate de uma passageira de um navio na Ilha do Mel, na tarde da sexta-feira.

A mulher de 65 anos apresentava sinais de desidratação há dois dias e foi resgatada com quadro grave por conta de uma insuficiência  respiratório que já possuía. 

O helicóptero foi acionado pelo Corpo de Bombeiros e chegou ao local com o médico que fez o procedimento de entubar a vítima antes de enviá-la ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, onde segue internada aos cuidados intensivos dos médicos. 

“O processo todo levou cerca de oito minutos, o que contribuiu para salvar a vida da vítima”, afirmou o capitão Juliano Zanuntini, comandante da aeronave no litoral. “A travessia de lancha da Ilha do  Mel até  Paranaguá  levaria cerca de 40 minutos, o que agravaria ainda mais o quadro da vítima”, completou.

De acordo com informações repassadas pelo  Hospital Regional do Litoral, a família da vítima, que veio do Rio Grande do Sul, está fazendo o procedimento para a transferência dela para Porto Alegre, onde deve ir direto para a UTI.

O navio de passageiros fazia a rota de Florianópolis (SC) a Santos (SP) e passou pelo  Litoral do Paraná. No momento em que a vítima passou mal, o navio se encontrava nas proximidades da Ilha do Mel. Ela foi levada de lancha até o trapiche, onde a equipe do BPMOA a esperava para fazer o atendimento.

VIDAS – Outro resgate realizado nesta sexta-feira foi o de um senhor que estava se afogando em Pontal do Sul. A vítima apresentava grau 4, com parada cardíaca, e o médico a bordo da aeronave conseguiu restabelecer a vida dele. A aeronave também o encaminhou para o Hospital Regional do Litoral.

O capitão Zanuntini destaca que a presença de um médico na aeronave é um dos fatores primordiais para salvar vidas.

“É de suma importância porque a equipe médica e a rapidez do deslocamento da aeronave aumentam a sobrevida da vítima quando ela é conduzida pela equipe do BPMOA até uma unidade de atendimento”, disse.

Desde o início da Operação Verão Maior, no dia 21 deste mês, a aeronave fez três  buscas aquáticas, duas buscas terrestres, quatro remoções aeromédicas, três resgates aeromédicos e um salvamento aquático, quando o tripulante precisa pular na água para resgatar a vítima de afogamento.  (AEN)