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Escândalo em Maringá

Ele chegou

O secretário de Indústria e Comércio de Beto Richa e presidente estadual do PP, Ricardo Barros, chegou há cerca de dez minutos ao Aeroporto Regional Silvio Name Junior. Ele esteve nesta manhã em Curitiba, onde deu entrevista na sede do PP, defendendo-se das denúncias de fraudar licitação de publicidade na prefeitura em tese comandada pelo irmão mais velho, hoje licenciado, Silvio Barros II. Ele estava com cara de poucos amigos.
Agora à tarde, no escritório político de sua mulher, a deputada federal Cida Borghetti (PP), Ricardo dará entrevista coletiva à imprensa de Maringá sobre o mesmo assunto. Sua assessoria está convidando todos os aliados e integrantes da organização (partidária) comandada pelo capo para estarem presentes ao evento.

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Para o que der e vier

Convenhamos, o PMDB de Maringá escolheu uma péssima hora para se vender aliar à organização (partidária) dos Barros. Mas, amigo é amigo, e fdp é fdp, e por isso, enquanto houver CC para sugar, o pessoal irá à luta pelo capo di tutti capi.

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Veredito

Do alto de sua longa experiência, o ex-vereador Nereu Vidal Cézar (PMDB), analisando a denúncia contra o capo Ricardo Barros, decreta: “Não vai dar em nada”.
Mas, suspirem aliviados defensores da boa causa política: Nereu também havia previsto que o caso da compra dos laptops superfaturados, ocorrido durante sua gestão como diretor-geral da Câmara de Maringá, também não daria em nada.

Escândalo em Maringá

“Não me deixem só”

O capo Ricardo Barros, depois de repetir a estratégia de Jairo Gianoto, agora imita Collor de Mello: está convidando todos os chegados, os mais chegados e os não tão chegados assim para acompanhar a entrevista coletiva às 16h30 no escritório político de sua mulher, a deputada federal Cida Borghetti (PP). A ideia é passar firmeza e apoio neste momento crítico de sua carreira política, só superado pelo episódio da fuga pela janela, ao fim de seu governo, e pelo medo de subir no palanque do desfile de 7 de Setembro com medo da Operação Campo Fértil, que precedeu o mensalão e a vice-liderança do governo Lula.
Karl Marx já dizia que a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. “Não me deixem só” foi a frase usada pelo ex-presidente, que encheu as burras da administração Barros (89-92) com recursos federais, quando via seu poder (oxigênio para alguns) indo embora.

Escândalo em Maringá

No desespero por publicidade, Ricardo Barros ficou mal

De Rogério Galindo, na Gazeta do Povo:
Tem sido uma constante nos escândalos políticos. Desde o mensalão, que começa a ser julgado nesta semana, até o caso da Câmara de Curitiba, todos passam por agências de publicidade. Ricardo Barros não fugiu à regra. O escândalo levantado pelo Gaeco a partir de gravações do secretário de Indústria e Comércio começa com uma licitação de publicidade. Leia mais.

Escândalo em Maringá

No aguardo

Aguarda-se o ingresso na justiça de ações contra a coligação “A mudança continua”, por conta da gravação de Ricardo Barros, que é coordenador-geral da campanha de Carlos Roberto Pupin. Como a gravação trata de direcionamento na licitação milionária da publicidade da Prefeitura de Maringá, e a agência vencedora é a mesma que fará a campanha de Pupin, fica implícito vínculo político com o grupo, o que seria juridicamente passível de acusação de abuso do poder econômico e político.

Escândalo em Maringá

“Eu não gosto de coisa de amador, sabe Leo?”

Conversa interceptada pelo Ministério Público Estadual mostra Ricardo Barros mandando o secretário Leopoldo Fiewski, super-secretário do prefeito interino Carlos Roberto Pupin e do licenciado Silvio Barros II, fazer um acordo entre duas empresas que disputavam a milionária verba de publicidade da Prefeitura de Maringá – mais de R$ 7 milhões. Barros, que diz que era para ter “filha única” na licitação, é chamado de chefe por Leopoldo (em italiano, “capo”). Um trecho:
Barros – Um acordo nisso aí. Tá bom?
Fiewski – Tá. Hum hum.
Barros – Quem sabe fazemos uma solução salomônica aí. Porque eu achava que eles tinham se preparado pra… você imagina se ficasse um licitante só. A situação nossa, nossa situação.
Fiewski – Ia ficar muito ruim. Mas muito ruim.
Barros – Claro, corremos o risco de o Ministério Público mandar suspender e ficamos sem propaganda, pô! Entendeu. Então eu não gosto de coisa de amador, sabe Léo. De qualquer forma você, por favor, vê se faz um entendimento aí.

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Publicidade

A Câmara de Maringá contratou, este mês, a Única Propaganda Ltda. para prestar serviços de publicidade, na forma de execução indireta, àquele poder. O contrato vai até 31 de dezembro deste ano e tem valor de até R$ 350 mil.

Akino

Publicidade ou propaganda?

O líder do prefeito,vereador médico Heine Macieira, em diversas oportunidade defendeu a manutenção do limite de até 5% da receita municipal para gastos com publicidade e propaganda. Alega que o ‘guverno’ Barros não faz propaganda, apenas divulga ações e promove campanhas de esclarecimentos, o caraterizaria publicidade. Dizendo que começou o curso no Cesumar,tenta desclassificar os que são favoráveis à redução da verba, afirmando que esses não sabem distinguir o que é publicidade e o que é propaganda.
Como atualmente está no ar uma campanha de rádio e TV divulgado dentre outras coisas o seguinte: “Foram 2 milhões de metros quadrados de ruas pavimentadas”, pergunto: Isto seria publicidade ou propaganda? É uma divulgação vaga, sem nenhum caráter informativo. Foram em que período? Nos últimos 8 anos? Como isto pode ser comprovado? Parece propaganda eleitoral e tenho dúvidas se não é enganosa. O horário do PP estrelando Pupin? O que seria?
Akino Maringá, colaborador

Akino

Eu acredito

Li no blog do Lauro Barbosa de reproduzo: “Sem querer jogar areia, adivinha se a base deixa aprovar um projeto desse… É do vereador Humberto Henrique (PT), dispondo sobre a divulgação dos custos de publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos municipais, que, em um de seus artigos, determina que os custos sejam divulgados nas próprias peças. Nem que o mundo caia…”
Meu comentário (Akino): Ao contrário do Lauro, eu acredito que este projeto será aprovado por unanimidade e com discurso favorável do líder do prefeito. Afinal a administração Silvio II, ou ‘o guverno’, como ele prefere dizer, é transparente, honesto ético, e nada tem a a esconder. E digo mais, o próprio prefeito, seja ele Pupin ou Silvio, que estiver de plantão, pederá que os vereadores aprovem. O problema é que o presidente Hossokawa não colocará em pauta, assim como faz com o ficha limpa do Saboia.
Akino Maringá, colaborador

Política

Publicidade oficial paga campanha eleitoral

De Lauro Barbosa:
Durante a discussão da proposta de Emenda a LOM, de redução dos custos da publicidade para 1% da receita do nicípio, que ao final acabou rejeitada por 8 votos a 3, a vereadora Marly Martin (PPL), primeira signatária, disparou: “Tem campanha de prefeito pronta já toda a mídia, por conta de acertos nessa conta de publicidade. Quando, na época da campanha vão se assistir aqueles vídeos, lindos, maravilhosos (…) que iludem muitas vezes a população para votar, são arquivos efetuados ao longo do tempo, muitas vezes negociados aos custos, desta publicidade liberada.”

Geral

A farra da publicidade

De Karlos Kohlbach, Katia Brembatti, Gabriel Tabatcheik e James Alberti, na Gazeta do Povo:
Dois funcionários da Câ­­­­mara Municipal de Curitiba que trabalhavam para o vereador João Cláudio Derosso no gabinete da presidência comandaram uma rede de empresas que prestou serviço de publicidade para a Casa de forma ilegal. Documentos a que a reportagem da Gazeta do Povo e da RPC TV tiveram acesso mostram que o casal Antônio Carlos Massinhan e Francely Villagra assinou recibos em nome de cinco diferentes empresas subcontratadas pelas agências Visão Publicidade e Oficina da Notícia. As duas agências prestavam serviços de publicidade à Câmara. A Lei de Licitações não permite que servidores públicos participem, direta ou indiretamente, da execução de contratos com instituições públicas. A legislação veda até mesmo as subcontratações. Leia mais.

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Publicidade nos terminais

A AMM Paraná Serviços Ltda., especializada em reparação e manutenção de computadores e de equipamentos periféricos e agenciamento de espaços para publicidade (exceto em veículos de comunicação), ganhou no início de março a concorrência para veicular publicidade no Terminal Rodoviário de Passageiros e no Terminal Urbano. A publicidade será colocada em totens de informações, televisores e relógio digital. Ela venceu com a  proposta de 5%; originalmente o edital falava em 48 meses, mas na primeira reunião o prazo foi esticado para cinco anos (60 meses).

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Publicidade e marketing

A Prefeitura de Sarandi vai contratar, no dia 15 de março, uma agência de propaganda para prestação de serviços de publicidade e marketing. O valor máximo a ser pago não foi divulgado.

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Retribuição

O presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, estrela uma das muitas campanhas publicitárias da Prefeitura de Maringá. Seu depoimento, em ano eleitoral, tem claro objetivo: fala que tem existido na cidade união de governantes e empresários. Lourenço ganha exposição bancada pelo bolso do contribuinte também como uma retribuição dos fratelli, já que a cooperativa que preside tem despejado dinheiro dos cooperados nas candidaturas Barros nas últimas campanhas eleitorais.