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Akino

‘Rouba, mas faz’

Em dissertação de mestrado defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, a jornalista Luiza Cristina Villaméa Cotta aponta que Adhemar de Barros (1901-1969) revelou-se um político empreendedor e realizador de obras monumentais, como o Hospital das Clínicas e a rodovia Anchieta. Manteve essas características ao longo de mais de três décadas de uma trajetória que incluiu três períodos à frente do Executivo paulista, o primeiro como interventor federal nomeado por Getúlio Vargas e os outros dois na condição de governador eleito. A fama de administrador ousado e dinâmico cresceu, no entanto, paralelamente às denúncias de corrupção em seus governos. Essas acusações apontavam para a cobrança de propina e o desvio sistemático de recursos públicos. Continue lendo ›

Akino

Rouba, mas faz ou faz, mas rouba

Um conhecido político paulista (bem antes de Maluf) ficou famoso pela expressão “rouba, mas faz”, que se tornou quase como um slogan de campanhas. Muitos eleitores, pouco esclarecidos, e de conduta ética duvidosa também,até hoje aceitam isso em certos políticos.
Entendo que a expressão correta não seria “faz, mas rouba”? Geralmente se faz, ou pelo menos se inicia as obras para poder roubar. Então o correto é “faz, mas rouba”.
Mudando de assunto lembro de grandes obras como o rebaixamento de linha férrea. Recentemente houve uma comemoração, pois do dia 19 de dezembro, às 19h, o trem ‘atravancou’, pela última vez, o transito na avenida 19 de Dezembro. E o Contorno Norte? Que obra grandiosa, exemplos que gente faz. Orgulho de alguns maringaenses que falam, de boca cheia, “trouxemos tantos milhões para Maringá”.
Voltando ao título, é preciso tomar muito cuidado com prefeitos que dão entrevistas em certos programas da hora do almoço, para falar das muitas obras que fizeram e estão fazendo. Muitos sofrem da síndrome daquele político paulista, citado o início da postagem, cujo sobrenome era o mesmo de conhecido chefe político de uma cidade do norte do Paraná. Não é mesmo, Ademar? Como bom analista político você sabe de quem estou falando.

Akino Maringá, colaborador