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“Não votaremos a toque de caixa”

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A propósito do anunciado reajuste do IPTU pela administração Pupin para o ano que vem, tema de comentário do grande José Sanches Filho, o presidente da Câmara de Maringá, Ulisses Maia (SDD) reafirma sua posição: é contra o aumento porque não há justificativa para isso. “A prefeitura comemora a gestão fiscal responsável, com superávit, ou seja, estão sobrando recursos. Então pra que aumentar imposto?”, diz.
Ulisses diz que os vereadores farão ampla discussão sobre o assunto: “Não votaremos a toque de caixa. Só votaremos o IPTU, orçamento para 2014, junto com plano de carreira dos servidores. Pode acontecer até 31 de dezembro. Não teremos nenhuma pressa para não prejudicar a população”.

Akino

A toque de caixa

Na sessão da quinta-feira (4) os vereadores aprovaram em regime de urgência especial, em primeira discussão, projeto do Executivo que altera a lei que cria o Programa de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Prodem/Empresa). Entre as alterações, ampliação do prazo para finalização do projeto de construção da empresa de 12 para 24 meses. A segunda sessão foi marcada para meia hora após para aprovar em segunda votação.
Na sexta-feira, 5, véspera da eleição, o prefeito sacionou e mandou publicar no OOM. Ou seja, em menos de 24 horas tudo foi consumado. Sabem a razão a pressa? Vender com a máxima urgência os terrenos do parque industrial Barros. Segundo informações há um furo de caixa de mais de R$ 5 milhões, na rubrica recursos livres, da qual foram utilizados R$ 14 milhões para pagar terrenos, adquiridos em negociações diretas feitas por Ricardo Barros, conforme ficamos sabendo nas gravações de conversas telefônicas. Com esses milhões daria para comprar consultas especializadas para reduzir ou acabar com as filas de espera. Talvez construir, três ou quatro creches, enfim daria para fazer muita coisa prioritária para o povo. Mas Ricardo preferiu juntar o dinheiro, com a tal falada boa gestão fiscal em todo o mandato, e usar na última hora. Isto Enio Verri precisar detalhar nos programas eleitorais. O que acha, Humberto Henrique?
Akino Maringá, colaborador