Tormena será sepultado amanhã às 10h
O corpo de Anísio Tormena ainda se encontra no Instituto Médico Legal de Paranavaí e deverá ser liberado logo mais para o velório que está programado para o ginásio de esportes de Paraíso do Norte (horário ainda não definido), cidade onde residia, e será sepultado às 10h de amanhã. De acordo com informações da assessoria da entidade, o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia do Paraná faleceu às 5h de hoje entre as cidades de Floraí e Presidente Castelo Branco, vítima de acidente automobilístico. Acredita-se que ele perdeu o controle de seu veículo e capotou quando se dirigia para Maringá, onde embarcaria rumo à Brasília para uma reunião às 10h no Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) e, amanhã, como coordenador do Fórum Nacional de Lideranças do Setor Sucroenergético, que reunia 19 estados produtores de álcool e açúcar, cargo que exercia havia vários anos.
Natural de Mariópolis (SP), onde nasceu em 1943, tendo migrado com os pais para o noroeste paranaense no início da década seguinte, para trabalhar na lavoura, Tormena era casado e pai de quatro filhos. Ele assumiu a presidência da Alcopar em 1999, depois de ocupar alguns anos a vice-presidência. Em Paraíso do Norte, foi um dos fundadores da Coopcana, uma das primeiras destilarias a operar pelo Proálcool, o Programa Nacional de Álcool criado pelo governo federal na década de 1970 e, em sua cidade, foi professor e prefeito nos anos 1980.
Considerado uma importante liderança no setor em nível nacional, Tormena tinha 67 anos um extenso currículo à frente da Alcopar. Durante os onze anos em que presidiu a entidade, várias empresas foram criadas, como a Pasa (Paraná Operações Portuárias S.A.), sediada em Paranaguá, o primeiro terminal de embarque de açúcar a granel do Sul do País, a CPA Trading, atualmente uma das quatro maiores exportadoras de álcool do mundo, com sede em Maringá, a Álcool do Paraná, em Paranaguá. Atualmente, estava voltado para a viabilização do projeto do alcoolduto ligando Maringá a Paranaguá, e que já tem previsão de ficar pronto em 2014. Tormena estava à frente de um segmento composto por 30 indústrias que proporcionavam 80 mil empregos diretos e cerca de 500 mil indiretos.
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