Demolição desvia o olhar moral

Hoje a administração cidadã do prefeito Silvio Barros II (PP) começa a retirar janelas e fiação do prédio da Estação Rodoviária Américo Dias Ferraz, iniciando o processo de derrubada do último prédio histórico da área central de Maringá – talvez o último da era pré-Barros. Ali será construído um prédio que pretende-se seja o marco da família, sem a qual a cidade certamente não existiria.

Enquanto a imprensa e entidades assistem quietas ao estupro da história da cidade, engraxadas com os milhões da propaganda pública e os cargos distribuídos estrategicamente, o prefeito respira um pouco mais aliviado: ninguém vai lhe cobrar moralidade na equipe, onde pipoca todo o tipo de conversa, inclusive sobre um secretário muito chegado, que em pouco tempo conseguiu juntar dinheiro para adquirir motocicleta, caminhonete luxuosa e um apartamento num dos prédios mais caros do centro de Maringá. Surge uma nova versão do ex-secretário Paolichi na administração, mas nada que uma boa polêmica não resolva.

PS – Sem falar nas obras superfaturadas que ganharam plus do governo federal, obras atrasadas etc…