Adoção
De Fabiana Guido:
Qual o significado e o valor de uma adoção no Brasil? No nosso dia a dia nos deparamos com muitas famílias que sonham em adotar uma criança, de terem um filho, mas por motivos óbvios (não terem uma condição financeira significativa) desistem de tentar conseguir uma adoção. Claro que a família que está disposta a adotar precisa ter condições de cria-la, mas até que ponto o lado financiro deve falar mais alto?
Os notíciarios trazem notícias de familias que adotam ficam “um tempo” com a criança e devolve, como o caso de ES, como se crianças fossem objetos, comprei me arrependi então estou devolvendo. Ou casos de pessoas que submetem-se a todo um processo de adoção para agredir um inocente depois, tanta luta só para ter em quem descontar seu estresse?
Será que está pessoa estava preparada para ser mãe/pai? Criança dá trabalho, mas dá muitas alegrias, e o sonho de ser “mãe/pai” passou diante das primeiras dificuldades? E se fossem filhos legítimos também tratariam como objetos? Se sim nesses casos Deus usou da sua infinita sabedoria não permitindo que essas pessoas tivessem um filho.
Ser mãe vai além de conceber uma criança, ser mãe é possuir um amor condicional e através desse amor tudo relevar e procurar através de muita paciencia e dedicação educar, ensinar seus filhos. A única diferença entre um filho legitimo e um adotivo é que o primeiro você ama porque é seu filho e o segundo é que é seu filho porque você o ama.
Tanto se fala em reformas no Judiciario, acredito que as diretrizes para adoção precisam ser vistas e revistas, pois a tantas pessoas com amor para dar para essas crianças que sonham tanto com um lar, com alguém para chamar de “mãe”. Precisamos que estes processos sejam mais rápidos e eficientes e que levam em conta principalmente o lado emocional e o financiro como uma consequência, e não ao contrário como tem se visto acontecer.