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Foram quase três anos

Ao contrário do que alguns pensam (e publicam, caso de articulistas de Curitiba), o maringaense Ricardo Barros (PP) não foi um dos cinco vice-líderes de Lula na Câmara Federal por sete anos, ou seja, por quase todo o mandato duplo do presidente da República. Até o final de 2006 Barros estava alinhado com o PSDB, tendo participado ativamente da campanha de Geraldo Alckmin. Por volta de agosto começou a votar algumas vezes com o governo Lula, em temas polêmicos, levado por José Borba, hoje prefeito de Jandaia do Sul e seu vizinho de prédio. Em setembro daquele ano estourou a Operação Campo Fértil, que investigou fraude no pagamento de aposentadorias; o organograma da Polícia Federal apontou como envolvidos Ricardo Barros (que teria recebido mais de R$ 400 mil para facilitar o esquema) e José Borba – mas, até hoje, sequer foram indiciados.

Em dezembro de 2006 Barros já espalhava ter recebido convite de assessores de Lula para ser vice-líder; em abril de 2007, aceitou. Ficou até março passado. Foram, portanto, pouco menos de três anos. De FHC ele foi vice-líder entre 99 e 2002, tendo experimentado o gosto de ser líder de FHC por menos de duas semanas.

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