A morte do dr. Said nos faz lembrar ( às vezes esquecemos) que todos morreremos um um dia, inclusive os prefeitos. Não me sai da memória aquela célebre frase de Sílvio Barros II numa reunião em Brasília; ‘Os prefeitos terão que prestar contas ( …) a Deus’. Dr. Saíd está neste momento, provavelmente, fazendo a sua e não nos cabe especular o que tem para apresentar. Ao que sabemos não era ostensivamente religioso. Não foi batizado com transmissão pela TV, não citava, muito, Deus nas suas falas, nem considera que ser prefeito é uma missão divina. Sílvio II sim. E se fosse ele quem estivesse, agora, prestando contas? O que teria para apresentar? Diria que cumpriu a sua missão corretamente? Que foi correto e justo com o funcionalismo? Que afastou todos os secretários e auxiliares suspeitos de atos lesivos ao patrimônio público? Que lutou contra a influência do irmão? Que não cooptou vereadores com favorecimentos? Que não mentiu nas campanhas eleitorais? Enfim, que aplicou na administração municipal tudo o que aprendeu na igreja e cumpriu as leis. Há quem diga que teria problemas, também, com o ‘MP Divino’. Só sua consciência pode responder. Da minha parte estou tentando fazer o máximo para ter o que apresentar lá (sem pressa) inclusive que ajudamos prefeitos, vereadores, e políticos em geral limparem suas fichas com o incorruptível ‘Judiciário Divino’. Dizem que lá Ricardo Barros não tem a influência que diz ter por aqui.
Akino Maringá, colaborador