Como disse um leitor, se o prefeito Silvio Barros II ouviu mesmo as gravações sobre propina que teriam sido pedidas por um ex-secretário e por um secretário que colcoou o cargo à disposição, isso é muito sério. E ele ouviu, confirma Agnaldo Vieira, que o entrevistou hoje à tarde. Não há informação sobre a data em que ele ouviu, mas ele teve conhecimento do que aconteceu, ao ouvir conversas editadas e com legendas. Ao que consta, porém, só tomou a providência de constituir uma comissão depois que o secretário Valter Viana, presidente estadual do PHS, encaminhou ofício colocando o cargo à disposição.
Poderia tê-lo demitido, se tivesse se convencido de que houve treta? Muito difícil. Há pouco mais de um ano, dirigentes do Observatório Social de Maringá, entidade parceira da administração (tanto que tem um secretário na equipe), expuseram ao mesmo Silvio Barros II provas documentais da existência de um “esquemão” na lavagem de carros da Secretaria de Educação. Ele repetia: “Não acredito, não acredito!”. E, até onde se sabe, tanto tempo depois, não tomou nenhuma providência.