Do padre Julinho:
Nossa cidade cresce assustadoramente. Já era o tempo em que tínhamos espaços garantidos para caminharmos e circularmos tranquilamente. Dentre os grandes e novos desafios para nossa engenharia urbana está o trânsito. No quadro acelerado do crescimento urbano, Maringá não seria diferente dos grandes e médios centros urbanos. O aumento de veículos automotores está em proporção ao aumento populacional da cidade. Aqui, falam de um veículo para cada 1.8 habitante. A circulação com veículos motorizados nos dá maior rapidez na execução de nossos trabalhos e passeios. Eles encurtam distâncias. Porém, em alguns casos, dão aos condutores uma sensação de autosuficiência e de domínio sobre os outros. Aumentando a auto suficiência, pode-se correr no risco de cada um querer bater recordes de velocidade. Assim, experimenta-se o gostinho de dominar tudo e todos, inclusive o espaço que é destinado para todos. Aqui morre o perigo: Quantas imprudências! Quantas insanidades! Quantos descuidos! Quantos acidentes! Basta recordar números divulgados na imprensa: Em 2009, foram 58 os óbitos causados por acidentes de trânsito. Em 2010, até o dia 21 de julho, já somam 66 vítimas fatais, sem contar outros acidentes de pequenas montas. Que coisa estarrecedora! Na íntegra.