De Felipe Spack:
Uma excelente reportagem da jornalista Paola Carriel publicada na Gazeta do Povo de hoje dá uma noção bastante precisa do que é racional e do que é irracional na questão habitacional curitibana. Segundo a reportagem, desde 2007 a Cohab de Curitiba reassentou cerca de 1,8 mil famílias que moravam nas beiras dos rios da capital. As famílias viviam um duplo problema: em primeiro lugar, tinham levantado suas casas em áreas pertencentes a terceiros, e por isso moravam irregularmente; em segundo lugar, tinham escolhido justamente as áreas de maior fragilidade ambiental para construir – aquelas localizadas a poucos metros da beira dos rios e córregos. Devido à sua fragilidade ambiental, a legislação brasileira proíbe a ocupação dessas áreas, consideradas de “preservação permanente”, com o intuito de resguardar tanto a saúde das famílias quanto a qualidade das águas. Na íntegra.